Encerrada edição histórica do concurso

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O encerramento do evento entrou para a história do concurso e ficou marcada pelo grande envolvimento dos estudantes e pela maior quantidade de trabalhos entregues: quase um milhão de produções. O Goiás na Ponta do Lápis teve à sua grande final no último dia 14, no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa, em Goiânia

Com a mobilização direta de quase dois milhões de pessoas, entre educadores e alunos, 12ª edição do concurso trouxe inovações fundamentais que possibilitaram ao aluno, além de escrever redações, concorrer com desenhos, fotografias e vídeos
Fabiola Rodrigues

Com a presença de mais de 200 pessoas, entre estudantes, familiares, professores, amigos e autoridades, o concurso Goiás na Ponta do Lápis chegou à sua grande final no último dia 14, no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa, em Goiânia. O evento entrou para a história do concurso, já que esta 12ª edição ficou marcada pelo grande envolvimento dos estudantes e pela maior quantidade de trabalhos entregues: quase um milhão de produções. Também nesta edição, pela primeira vez, além de redações, os estudantes puderam concorrer com desenhos, fotografias e vídeos, a maior inovação já ocorrida no formato do concurso.
Lançado em março deste ano, o tema desta edição, “Histórias reais de combate ao Aedes”, teve como objetivo, além de estimular a concorrência saudável entre os estudantes, incentivá-los a praticar ações de combate ao mosquito transmissor de várias doenças, como dengue e chikungunia. Ao final, a sensação que fica é de que os objetivos foram alcançados com louvor. Nesta última etapa, foram premiados 18 alunos em seis diferentes categorias, além de três escolas vencedoras em virtude de alunos delas terem sido premiados na categoria vídeo (coletiva).
Verdadeiro gestor do concurso, o gerente de Projetos da Tribuna do Planalto, Enoel Júnior, percorreu mais de 15 mil quilômetros pelo interior de Goiás premiando os alunos selecionados na etapa regional, cobrindo todas as 39 subsecretarias regionais de Educação do Estado. Na solenidade de encerramento, ele disse que considera essa a maior edição do certame, que teve sua estreia em 2003. Junior conta que as novidades nas categorias deram mais motivação à competição, especialmente a criação da categoria que permitiu participação de trabalhos no formato de vídeo.
“Considero essa edição a maior que já realizamos até hoje. Após não termos realizado em 2015, este ano apresentamos novidades positivas. E fomos contemplados com a participação de belíssimos trabalhos. Outra inovação foi o surgimento da categoria G, onde levamos a todos os estudantes das diferentes escolas a criarem vídeos a partir de ações de combate ao Aedes”, diz o gerente de Projetos.
Estiveram envolvidos no concurso quase dois milhões de pessoas, professores, gestores educacionais, estudantes e parceiros. O trabalho de todos foi indispensável para que, ao final, fossem produzidos trabalhos de ótima qualidade. Os vídeos criados pelos alunos e publicados na internet receberam cerca de 250 mil votos, visualizações e compartilhamentos.
Todos os trabalhos entregues tiveram uma produção minimamente particular, pelo fato do aluno precisar relatar alguma ação, realizada por ele mesmo, de combate ao Aedes aegypti. Os alunos este ano foram desafiados a ir além da função pedagógica do certame e, assim, praticar efetivamente ações para combater o mosquito, contribuindo para a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Enoel Júnior aproveitou o encerramento da edição para pedir que cada estudante continue suas ações de limpeza e fiscalização na comunidade e elogia a todos os envolvidos neste trabalho educacional.
“Agradeço de forma muito especial a todos os professores, gestores, coordenadores e aos tutores que permitiram que o concurso entrasse nas escolas para que os estudantes tivessem mais uma vez a oportunidade de exercitar sua criatividade. Parabenizo aos estudantes finalistas que estão representando toda a comunidade escolar. O engajamento de todos os participantes fez desta a melhor edição até aqui do concurso”, afirma Enoel Júnior.

Gerente de Projetos da Tribuna do Planalto, Enoel Júnior: considera essa 12ª edição  a maior que já foi realizada até então
Gerente de Projetos da Tribuna do Planalto, Enoel Júnior: considera essa 12ª edição a maior que já foi realizada até então

Estudantes festejam 1º lugar

Na grande etapa final do concurso, foram distribuídos 12 notebooks, seis televisores de 24 polegadas, seis smartphones, três bolsas de estudo, um aparelho Datashow, um televisor de 43 polegadas e uma câmera fotográfica como prêmios para os 18 estudantes melhor colocados.
A vencedora da categoria A – que são os estudantes que ficaram direcionados para produzirem desenhos – foi Gabriela Ferreira, da Escola Municipal Evangélica Monte Moriá, de Goianésia. Ela relata que o concurso trouxe mais ânimo para sua carreira estudantil.
“Estou muito feliz, nunca pensei que ganharia. Fiz um desenho bem caprichado e com muito carinho. Além disso ajudei a mobilizar as ações de combate ao mosquito na minha escola. Foi ótimo”, diz Gabriela Ferreira.
Na categoria B, quem levou o prêmio do primeiro lugar foi Sara Benfica, que estuda na Escola Presbiteriana de Itapuranga. Ela produziu uma bela fotografia enquanto realizava o combate ao mosquito Aedes aegypti.
“O coração bateu forte quando chamaram o meu nome. Amei. O resultado veio em ótima hora. Pude me superar e aprendi que sou capaz. Este concurso me marcou de maneira transformadora”, conta a estudante.
Quem venceu na categoria C – que são os alunos que puderam escrever em formato de poema – foi Amanda Junqueira, do Colégio Degraus, de Goiânia. Ela conta que o apoio obtido dentro do ambiente escolar foi muito importante para conquistar o prêmio.
“Estou feliz. Nunca imaginava ser a melhor da minha categoria, mas confesso que dei o meu melhor. A professora passou várias coletâneas para que os trabalhos fossem realizados e a partir delas criei um poema e venci”, revela Amanda Junqueira.
Na categoria D – destinada aos alunos que escreveram crônicas – a vencedora foi Maria Eduarda, da Escola Impacto, de Itumbiara. Ela lembra que estava à espera dessa premiação há anos e desta vez conseguiu vencer.
“Ter ganhado esse prêmio foi um presente. Meu sonho é ser escritora. Então foi prazeroso engajar nas pesquisas para escrever minha redação. Gostei do tema e também pude contribuir para o bem social da comunidade. Estava tentando há três anos querendo ganhar neste concurso e agora veio o resultado. Valeu a pena”, afirma a estudante.
A categoria E foi uma das que fizeram mais sucesso nesta edição, pois os alunos do Ensino Médio puderam brincar com os textos em formatos de paródias. O estudante João Victor, da Escola Estadual Bernardino Guimarães, da cidade Água Limpa, vinculada à subsecretaria de Educação de Morrinhos, foi o grande vencedor. Ele contou que sentiu-se honrado com a vitória.
“Agradeço primeiramente a Deus e minha família por essa premiação. Venho de cidade do interior e produzi uma paródia motivando as pessoas a praticarem as ações de combate ao Aedes. Vencer foi uma hora para mim”, ressalta João Victor.
Reservada aos estudantes da Educação de Jovens e Adultos, a categoria F deu oportunidade à estudante Erica Pereira, do Colégio Estadual Rui Barbosa, de Pontalina, redigir um texto com o gênero memórias, que a levou ao primeiro lugar.
“Senti uma emoção grande, ainda mais para mim que sou estudante de EJA e sou mãe e avó e trabalho também. Este prêmio é um incentivo muito grande para eu continuar e terminar meus estudos. Com a premiação, me sinto mais impulsionada ainda para conquistar meus sonhos”, conta a estudante.
A escola vencedora em primeiro lugar de melhor vídeo criado pelos estudantes na categoria G foi o Colégio Estadual Laurentino Martins, de Goianésia, que recebeu mais de 71 mil votos pela internet. Os alunos vieram à Capital para receber o prêmio com muita alegria e animação e o diretor, Valdeci Martins, conta que o esforço dos alunos foi decisivo para a conquista.
“A participação dos estudantes foi envolvente e juntos pediram votos, foram na emissora de rádio da cidade e mobilizaram toda a comunidade para votar. Fiquei impressionado com o engajamento deles na produção do vídeo. Estou feliz com eles”, expressa, contente, o diretor.

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