De volta à cena política, Vanderlan critica Iris Rezende

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Vanderlan Cardoso diz que vai cobrar promessas de Iris

Em silêncio desde o resultado do segundo turno das eleições municipais deste ano, em que o candidato do PMDB, Iris Rezende, saiu vitorioso, Vanderlan Cardoso (PSB) participou do programa Falando Francamente, da Rádio Clube FM no início da semana.
O presidente metropolitano do PSB disse que não fará oposição ferrenha ao prefeito eleito, mas afirmou que vai acompanhar e cobrar o cumprimento das promessas feitas durante a campanha eleitoral.
O empresário falou, ainda, que não existe candidato imbatível, e que chegou empatado até os últimos dias da eleição, e que tudo se decidiu “nos 45 minutos do segundo tempo”. Segundo Vanderlan, tudo depende do cenário político do momento.
Vanderlan criticou o fato de Iris Rezende reclamar, em todas as vezes que fala com a imprensa, da situação complicada em que se encontra a prefeitura de Goiânia. O pessebista afirma que o líder do PMDB deveria saber das condições da prefeitura quando colocou seu nome para disputar o Paço Municipal, e que reclamar agora é desculpa para não cumprir promessas de campanha.
O empresário disse, ainda, que levará boas lições desta disputa, tanto para a vida empresarial quanto para a vida política. Segundo contou, teve boas surpresas durante o processo eleitoral deste ano. “Nessas eleições eu tive muitas surpresas agradáveis. Muitas pessoas que eu não conhecia ou que não tinha tido oportunidade de trabalhar em uma eleição, tive agora e foi muito prazeroso, e algumas dessas pessoas me surpreenderam. Vi ali muitos deputados conosco, caminhando, pedindo votos. Pessoas que eu menos esperava estavam conosco, garradas. Então, p\ra mim foi gratificante. Em cada eleição você vai aprendendo e ganhando mais amigos”, comentou.
Retrospecto
Fazendo um retrospecto da campanha, Vanderlan explicou que nada tem a reclamar do trabalho que foi realizado e encara como positivo a evolução e aceitação do seu nome pelo eleitorado goianiense. “Começamos uma eleição onde eu era o terceiro (colocado). Comecei com 13 pontos, fomos para o segundo turno com uma diferença de só oito pontos para o primeiro colocado, e no segundo turno tivemos quase 300 mil votos, com uma abstenção altíssima, de quase 240 mil votos.

Campanha curta
Vanderlan Cardoso comentou as mudanças aplicadas nas eleições deste ano que, dentre outras coisas, reduziu tempo da propaganda na TV e Rádio, proibiu doação de empresas e diminuiu o período eleitoral. Segundo afirmou, as mudanças foram boas e tiveram um reflexo positivo na eleição.
Falando sobre a proibição de empresas doarem para campanhas eleitorais, o candidato do PSB explicou que isso dificultou um pouco sua eleição, pois não foi possível receber o apoio nem mesmo das suas próprias empresas. “Com relação ao financiamento, no meu caso, não deixou de prejudicar por que, geralmente, quem financia as minhas campanhas são as nossas próprias empresas. Então, se as empresas não puderam doar, foi uma campanha bem apertadinha financeiramente”, contou.

Futuro do PSB
O PSB se tornou uma força política importante em Goiás e, para manter isso, Vanderlan defende que é preciso sempre ter bons nomes disputando as eleições, seja em nível municipal ou estadual. Ele explica que a chegada da senadora Lúcia Vânia, e de vários deputados estaduais, tornou o partido grande, mas que é preciso crescer ainda mais.
“Um partido e um político só crescem se disputar eleições. O PSB tem uma senadora respeitada, que é a senadora Lúcia Vânia. Temos deputados estaduais, com bons nomes para disputar até a Câmara Federal e na próxima eleição vamos trabalhar isso, para ver se a gente faz pelo menos dois deputados federais. E a senadora é um bom nome para o Governo de Goiás. Está muito longe ainda e haverá muitas discussões, mas ela não deixa de ser um bom nome”, destaca.


“Michel  Temer tenta ludibriar os prefeitos”, afirma presidente da AGM

Mais uma vez os prefeitos brasileiros demonstram-se insatisfeitos, irritados e revoltados com as medidas adotadas pelo presidente da República, Michel Temer, no tratamento discriminatório dado aos municípios. Desta vez o motivo é a liberação de repasses às prefeituras de recursos provenientes das multas aplicadas no processo de repatriação. Os municípios têm direito a um montante aproximado de R$ 154,47 milhões.
Pressionado pelos prefeitos, e com o resultado de algumas decisões da justiça reconhecendo esse direito, o Governo Federal decidiu fazer o repasse a partir de 1º de janeiro de 2017. A decisão não atendeu aos gestores que pressionaram e conseguiram que fosse feita uma reedição da Medida Provisória nº 753, que trata sobre o assunto, a qual foi publicada na edição do Diário Oficial da União dessa terça-feira (20).
Entretanto, a mudança na lei em nada resolveu a questão e segundo o presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM) “apenas deixou clara a intenção, mais uma vez, do presidente Michel Temer em ludibriar e enganar os prefeitos”, uma vez que ela prevê que os repasses desses recursos serão feitos a partir do dia 30 de dezembro de 2016. Com isso não se delimita uma data específica, podendo o repasse ser feito num futuro muito distante, ou talvez nem aconteça.
Os prefeitos querem a liberação desses recursos ainda esse ano para que eles possam ser contabilizados no fechamento de suas contas como “restos a receber”. Da forma como propõe a Medida Provisória isso torna-se impossível.
O presidente da AGM, Cleudes Bernardes Baré, lamenta o que vem ocorrendo a tece duras críticas ao Presidente da República. “Michel Temer que foi deputado constitucionalista, ajudou a elaborar a atual constituição e é um jurista deveria observar mais e cumprir a constituição federal. Ao que parece ele conhece a lei apenas na teoria, pois não a coloca em prática”, afirma. Para ele, o não cumprimento da lei caracteriza um desrespeito aos municípios e a população do país.
Baré salienta que o presidente Temer, na busca de apoio do Congresso Nacional para aprovação de matérias de seu interesse, promoveu uma negociação com os governadores e já liberou para os Estados R$4.026.829.223,55 bilhões oriundos das multas de repatriação. Mas com os municípios o tratamento foi totalmente diferente. “Com a utilização da expressão À PARTIR na Medida Provisória usou-se de um jogo de palavras na tentativa de ludibriar os prefeitos” frisou.
E com a divulgação da notícia pela imprensa com algumas incorreções, como por exemplo definindo dia 30 como sendo a data para liberação desses recursos, surgiu mais um problema segundo o presidente da AGM. É que os credores intensificam pressões junto aos gestores no sentido de receber pagamentos de dívidas, como se as prefeituras já tivessem esses recursos assegurados em suas contas.
As críticas também são endereçadas ao Congresso Nacional uma vez que, na sua opinião, “os deputados e senadores desempenham muito bem suas funções em apoiar as causas dos Estados na hora de pressionar o Governo Federal, mas se esquecem dos municípios”.
Vale lembrar que os governadores ainda têm mais dois anos de mandatos enquanto que os prefeitos encerram suas gestões dia 31 de dezembro e se não cumprirem o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal estarão sujeitos a penalidades como improbidade administrativa.

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