Marconi aciona sistema que garantirá água até 2040

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Governador Marconi Perillo faz primeiro teste no sistema

A previsão é de que o complexo entre em operação definitiva em 31 de março de 2017, atendendo a população da Capital e a de Aparecida de Goiânia

Uma das obras mais emblemáticas, complexas e estratégicas do governo estadual – o Sistema Produtor Mauro Borges – entrou na terça-feira, dia 20, em regime de pré-operação. O governador Marconi Perillo acionou os botões do sistema de bombeamento da Barragem do Ribeirão João Leite até a Estação Elevatória de Água Bruta e de lá para a Estação de Tratamento de Água, no Setor Negrão de Lima, em Goiânia.
A previsão é de que o complexo entre em operação definitiva em 31 de março de 2017. Vai atender Goiânia e Aparecida de Goiânia, garantindo a oferta de água tratada até o ano de 2040. O Sistema Produtor Meia Ponte, que atualmente atende a população da capital, será direcionado para as cidades de Trindade e Goianira.
O teste feito pelo governador é o que os técnicos chamam de “operação assistida”, quando todo o sistema de bombeamento e canalização é testado, para identificar algum vazamento ou perda de pressão. Projetado para produzir 21,6 milhões de litros de água por hora, o complexo irá praticamente duplicar a capacidade de produção atual.
O governo estadual, em parceria com o federal e orgaismos financeiros internacionais, investiu, até agora, R$ 1 bilhão na obra, realizada em duas etapas. A primeira foi a construção da Barragem do Ribeirão João Leite, que proporciona o armazenamento de 130 bilhões de litros de água, numa área que compreende a Estação Elevatória de Água Bruta, a Estação de Tratamento de Água e milhares metros de adutoras e redes de distribuição, na região Norte de Goiânia. A segunda etapa prevê a distribuição para as elevatórias já construídas em Goiânia e Aparecida de Goiânia.
“Hoje é um dia de muita alegria, de muita emoção”, afirmou o governador na solenidade que marcou o acionamento do sistema, realizada no prédio onde foram instaladas as bombas, próximo vertedouro da barragem.

Longo caminho
Na solenidade, ele contou que, para garantir empréstimo junto Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), teve de recorrer a uma liminar do STJ, expedida pelo ministro Costa Leite, e que contou com apoio do então presidente Fernando Henrique Cardoso e do então ministro da Fazenda, Pedro Malan. “Foi um longo caminho percorrido, tortuoso, íngreme, difícil”, observou Marconi, ressaltando que houve uma espécie de “operação combinada” com FHC e Malan, para garantir que Goiás tivesse acesso ao empréstimo externo.
Na avaliação de Marconi, não há dúvida de que o Sistema Produtor Mauro Borges é uma “obra gigantesca, fundamental para o futuro de Goiás”. Para ele, é importante planejar o futuro do novo sistema, com possibilidade de ampliação da oferta de água tratada em Goiânia e Região Metropolitana da capital até o ano de 2080.
Além do grande impacto social, a obra, afirmou Marconi, representa uma verdadeira “revolução” no saneamento em Goiás, além de agregar valor ao trabalho realizado pela Saneago, empresa criada em 1967 pelo governador Mauro Borges. “Esse é o momento mais emblemático da história da Saneago”, arrematou.
A Estação de Tratamento de Água do Sistema Produtor Mauro Borges é dotada dos mais modernos equipamentos usados no saneamento urbano. A unidade é totalmente automatizada, controlada a partir de um Centro de Comando Operacional.
Em função da posição geográfica privilegiada, a ETA Governador Mauro Borges conseguirá levar água por gravidade a 80% dos bairros de Goiânia, com possibilidade de vazão de 21,6 milhões de litros de água tratada por hora. Serão dois reservatórios com capacidade para armazenar 40 milhões de litros de água, prontos para serem distribuídos à população.
Participaram da solenidade de pré-operação Sistema Produtor Mauro Borges o presidente da Saneago, José Carlos Siqueira, os secretários Vilmar Rocha (Secima), Lêda Borges (Secretaria Cidadã), diretores e funcionários da empresa.


Prefeito pede autorização para vender área pública

Foi lida em plenário na terça-feira, dia 20, matéria do Executivo, enviada em regime de urgência, que autoriza a desafetação de várias áreas públicas para que a Prefeitura possa quitar débitos junto ao Instituto de Previdência Social do Município (IPSM).
“A alienação de bens imóveis aliviará os cofres públicos ao evitar-se o dispêndio em espécie para quitação dos débitos previdenciários”, justifica o prefeito Paulo Garcia adicionando que assim o Município conseguirá adquirir o Certificado de Regularidade Previdência (CRP) .
O CRP é um documento que comprova a regularidade dos Regimes Próprios de Previdência Social, tais como o IPSM, sendo que na sua ausência Estados e Municípios ficam impedidos de receber recursos da União.
Serão desafetadas a fim de serem vendidas áreas nos seguintes setores: Park Lozandes, Jardim Goiás, Moinho dos Ventos e Portal do Sol.
A matéria segue para a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) que após análise da Procuradoria Jurídica da Casa, receberá um relator para emitir parecer que terá de ser apreciado na comissão, antes da primeira votação em plenário.

Nota fiscal
A Prefeitura de Goiânia busca informações sobre um estelionatário que tenta vender sistema de emissão de notas fiscais por meio da alegação falsa de que o emissor municipal será cancelado a partir de 1º de janeiro sem aviso prévio aos cidadãos. O objetivo é reunir provas para que a Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) possa denunciar o caso à polícia. Ao contrário do que foi informado, o sistema de emissão de notas fiscais está ativo e continuará operante sem qualquer possibilidade de cancelamento.
Só na terça-feira, 20, quatro cidadãos acionaram a Secretaria Municipal de Finanças em busca de informações sobre o fim do emissor. “O objetivo desse estelionatário é induzir o cidadão a comprar nova ferramenta, algo desnecessário, já que o sistema da prefeitura continuará ativo, e que não garante qualquer segurança de dados aos compradores. Se até a estratégia de venda é fraudulenta, como dar credibilidade à ferramenta?”, questiona a superintendente de Administração Tributária, Vera Sotkeviciene.
A Prefeitura de Goiânia orienta que cidadãos que tiverem informações sobre situações deste tipo denunciem os casos à Sefin, incluindo nome e contatos do vendedor. De posse dessas informações, a administração municipal acionará a polícia para abertura de investigação criminal. “Quanto mais dados tivermos, mais chances teremos de evitar que as pessoas sejam lesadas”, pede. Dúvidas e denúncias podem ser feitas por meio dos telefones de contato com a secretaria.

 

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