Estado ampliará investimentos em 2017

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Em entrevista à equipe do programa Avança Goiás, o governador Marconi Perillo avaliou que o Brasil teve dois anos seguidos “muito ruins” – 2015 e 2016 – que resultaram num PIB negativo de 8% e quase 20 milhões de desempregados, dois anos em que a economia brasileira “andou para trás”. “Mas Goiás está preparado para retomar os investimentos em 2017”, assegurou.

Em Goiás, observou, o governo adotou medidas de austeridade, em função da queda de arrecadação por conta da redução da atividade econômica. “Paramos parcialmente os investimentos em obras, mantivemos os benefícios sociais para a população, como os restaurantes cidadãos, a Bolsa Universitária, o Passe Livre Estudantil, os benefícios da OVG, o Cheque Moradia”, afirmou Marconi.

Medidas
Segundo ele, é importante registrar que foi adotada uma série de medidas duras, para que o Estado se viabilizasse financeiramente. “É muito triste chegar à situação que alguns estados do Brasil chegaram, grandes estados, que é não ter dinheiro para pagar os pensionistas, os aposentados, os funcionários públicos”, disse Marconi.

Na entrevista, ele disse ainda que muitas medidas foram tomadas para que o Estado não tenha problemas no futuro como alguns governos estão tendo agora. “Coisa mais triste é uma pessoa trabalhar 30, 40 anos, se aposentar e depois não receber seus salários”, argumentou.

Em Goiás, destacou Marconi, os salários foram pagos rigorosamente em dia e o 13º no mês do aniversário do servidor. E esse é o tipo de política que o governo estadual quer: manter os serviços públicos e a infraestrutura em boas condições, a economia funcionando e produzindo mais do que a média econômica do Brasil.

Obras
Por causa dos reflexos negativos da crise, muitas estradas não puderam ter as obras retomadas este ano, mas terão continuidade em 2017. Também relatou que o governo estadual teve de paralisar a construção de alguns Credeqs, AMEs, que são os Ambulatórios Médicos, e essas obras todas serão retomadas em 2017.

Marconi prevê que em 2017 a economia brasileira “vai continuar patinando”, com possibilidade de um crescimento de apenas 0,5% ou PIB negativo. “De qualquer maneira, nós estamos aqui nos preparando com muitas medidas para que o governo não tenha dificuldades para honrar seus compromissos, principalmente com o pagamento dos funcionários e com os serviços essenciais ao povo”, sustentou.

Do ponto de vista de investimentos, o governo aguarda os recursos provenientes da privatização da Celg, mais ou menos R$ 1 bilhão. De acordo com o governador, os recursos serão aplicados de forma planejada. Também haverá aportes financeiros de outras fontes que serão destinados a convênios com os prefeitos que foram eleitos agora para que eles realizem obras que são de responsabilidade das prefeituras com a ajuda do governo do Estado.

R$ 2 bilhões
“Eu creio que nós vamos ter, aproximadamente, R$ 2 bilhões em investimentos no ano de 2017. Isso vai ser muito importante para ajudar na retomada econômica e na geração de empregos, além, é claro, dos benefícios diretos que essas obras trarão à população”, afirmou na entrevista. Em relação à manutenção da política de incentivos fiscais, o governador assinalou que ela vai continuar existindo. “Os nossos incentivos são os mais agressivos do Brasil”, arrematou. (Goiás Agora)

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