Educação terá quase 30 novas escolas padrão século 21

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Foram realizados processos de licitação para a construção de mais cinco unidades escolares, sendo três em Rio Verde, uma em Planaltina e a outra em Novo Gama

Custo será aproximado de R$ 170 milhões, com recursos próprios da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte em parceria com Ministério da Educação, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação

Vinte e nove escolas estaduais estão em construção no Estado de Goiás de acordo com o Projeto Padrão Século 21, ao custo aproximado de R$ 170 milhões, com recursos próprios da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) em parceria com Ministério da Educação, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Deste total, 25 estão localizadas no Entorno do Distrito Federal, onde há uma crescente demanda e, o restante, nos municípios de Acreúna, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas e Goiânia.
Conforme cronograma divulgado pela Seduce, a unidade de Caldas Novas será entregue já em fevereiro. A expectativa é de que todas elas – com 70% ou mais das obras em andamento – sejam concluídas em 2017, segundo o chefe do Núcleo de Obras da Rede Física da Seduce, Francisco das Chagas Soares.
Nos últimos três meses, foram realizados processos de licitação para a construção de mais cinco unidades, sendo três em Rio Verde, uma em Planaltina e a outra em Novo Gama. As obras devem ser iniciadas em um mês com previsão de conclusão no período de nove meses.
Atualmente, dez escolas estaduais em Goiás estão com as obras paralisadas (com até 20 por cento do projeto executado) e outras 12 ainda não tiveram sua construção iniciada por conta de problemas relacionados aos terrenos ou com as empresas responsáveis. “São empresas que não tiveram condições de realizar essas obras. Uma delas, por exemplo, veio à falência e os contratos estão em fase de rescisão para que os preços sejam atualizados e sejam feitas novas licitações”, justifica Francisco.
Há também seis obras sob a responsabilidade da Agetop que foram retomadas e que agora estão em fase final de licitação para que sejam concluídas neste ano, informa Francisco.
O projeto arquitetônico Padrão Século 21 foi orientado pela secretária Raquel Teixeira e inclui 12 salas de aula, laboratórios de informática e de ciências, sala de diretoria, secretaria e grêmio estudantil, cozinha, refeitório, auditório, biblioteca, quadra poliesportiva coberta e área de convivência externa. As salas são climatizadas e a estrutura é adaptada para portadores de necessidades especiais.
De acordo com Francisco, a área compreende entre 8 mil e 10 mil m². “É uma escola completa, que dá mais condições para os professores trabalharem”, comenta.
Segundo a superintendente do Ensino Fundamental da Seduce, Márcia Antunes, a Escola Padrão Século 21 possui um projeto humanizado, por oferecer maior possibilidade de movimentação dos alunos e também a realização de atividades em grupo.
“A gente não tem mais uma visão de que o aluno vai lá simplesmente para assistir às aulas e sai, porque esse é um espaço que tem que oportunizar inúmeras aprendizagens. Temos uma escola que já é projetada numa perspectiva de um ambiente de convivência, o que nas outras escolas não existia. A Escola Padrão Século 21 tem maiores possibilidades de desenvolvimento de projetos com os alunos”, afirma.

Proposta pedagógica

Márcia afirma que o projeto tem várias salas de aula que ficam num ambiente circular e são voltadas para o pátio, os corredores são todos cobertos e facilitam o deslocamento dos meninos, tem uma ampla cozinha e um refeitório para possibilitar que os alunos façam juntos suas refeições.
A superintendente ressalta, no entanto, que para o sucesso do projeto é preciso haver o envolvimento da comunidade escolar, que contribuirá com o aspecto pedagógico, com um trabalho voltado para as oportunidades de aprendizado, ou seja, é preciso saber aproveitar bem toda essa estrutura. “A Escola Padrão Século 21 é um prédio sonhado, é um prédio idealizado e que vai conseguir fortalecer uma proposta pedagógica, mas a gente sabe também que se não houver um entendimento pedagógico muito claro, isso perde o sentido”, sentencia.

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