O início da gestão Gustavo Mendanha

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Mendanha em reunião com José Carlos Siqueira: união de esforços para conectar Sistema Mauro Borges à região Leste de Aparecida

Prefeito reduz número de secretarias, acelera serviços básicos como limpeza e segurança e surpreende positivamente, realizando reuniões com políticos em Brasília

Marcione Barreira

Os primeiros 20 dias de gestão do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PMDB), foram bastante agitados. Desde a posse, o gestor da segunda maior cidade do Estado articula a implantação de uma reforma administrativa que terminou por ser aprovada na Câmara Municipal sem vetos. Nesses primeiros dias de comando, essa foi a maior vitória do jovem prefeito.
Atento ao momento da economia nacional, que vive tempos de retração, Mendanha coloca em prática medidas de austeridade e eleva a avaliação positiva dos primeiros atos de seu governo. Aliado a isso, o prefeito atua neste momento, além dos ajustes nas secretarias, na limpeza da cidade e preparação para o início do ano letivo dos alunos da rede municipal. Além disso, promoveu investimento em segurança com a convocação de novos guardas municipais.
Outro fator que aumenta a positividade da gestão de Mendanha é o fato do ex-vereador já ter conhecimento do funcionamento da prefeitura. Ele é ex-presidente da Câmara e figura que esteve próximo de Maguito Vilela (PMDB) nos últimos dois anos de mandado do ex-prefeito, tendo inclusive sido secretário municipal de Esportes e Lazer.
De carona na aprovação e no trânsito de Maguito nos diversos setores da política, inclusive nos altos escalões do Governo Federal em Brasília, Gustavo mantem-se coerente como sucessor de um grande líder. Como exemplo, ele já realizou diversas reuniões com setores de Aparecida buscando fazer uma administração leve, sem maiores atritos. Prova disso foi o encontro que promoveu com os vereadores eleitos e reeleitos na cidade. Na ocasião, o prefeito pediu harmonia entre os poderes Executivo e Legislativo.
A articulação política é outro fator que favorece a incipiente gestão do prefeito de Aparecida. Ao abrir diálogo com o Legislativo já no início do seu mandato, Gustavo Mendanha demonstra disposição e força para encarar uma Câmara Municipal mista, algo que o antecessor sabia fazer.
Logo nos primeiros 10 dias, Gustavo se reuniu com representantes da Caixa Econômica Federal (CEF) para discutir apoio a projetos na área esportiva. Além disso, a reunião teve como pauta a discussão sobre gerenciamento de verba do Executivo.
Mas nem só de rosas vive o aparecidense nesses primeiros dias de gestão do novo prefeito. O maior problema da cidade se refere à educação. Até o momento, a rede municipal tem um déficit de cerca de 9.700 vagas nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), o que evidencia um problema crônico não apenas de Aparecida de Goiânia, mas de praticamente todos os municípios de médio e grande porte.
Segundo o prefeito, para sanar essa falta de vagas, 20 novos Cmeis serão construídos, além da ação da Prefeitura de incrementar parcerias com entidades filantrópicas. A Secretaria de Educação do município destaca que os alunos serão encaminhados para estas unidades assim que for possível.
Na busca por novas receitas e em sua primeira agenda oficial em Brasília, Gustavo Mendanha se encontrou com o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Sílvio de Sousa Pinheiro, e reuniu-se também com o titular da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Antônio Carlos Nantes de Oliveira. Em pauta, a viabilização de projetos para Aparecida e a articulação de recursos junto ao governo federal.
Demonstrando estar abertos a todos os possíveis parceiros administrativos, Mendanha reuniu-se com com o presidente da Saneago, José Carlos Siqueira, com objetivo de unir esforços para viabilização do projeto denominado “Linhão”, que conectará o Sistema Produtor Mauro Borges, em Goiânia, à Região Leste de Aparecida.
De acordo com a prefeitura, além de melhorar significativamente o abastecimento de água em vários bairros, o projeto consolidará a região leste como importante polo de desenvolvimento econômico e social, uma vez que ali estão sendo erguidas as obras da nova sede da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Realizada na sede da empresa estadual, a reunião contou também com a presença dos secretários Valéria Pettersen (Projetos e Captação de Recursos), Mário Vilela (Infraestrutura), Ozair José (Desenvolvimento Econômico) e o vice-prefeito, Veter Martins, que também responde pela Secretaria de Governo.

Principais ações do novo prefeito

* Convocação de 60 novos guardas municipais

* Aprovação da Reforma Administrativa

* Limpeza da Cidade

* Reunião com representantes da Caixa Econômica Federal

* Encontro com os vereadores

* Reunião em Brasília com o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

* Encontro em Brasília com o titular da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco)


Captação de recursos em Brasília será prioridade

Fator fundamental na gestão de Maguito Vilela e herdada por Mendanha, a política de articulação permanente em Brasília, em busca de recursos, já está a todo vapor. Demonstrando preocupação com o gerenciamento e captação de verbas, foi criada na gestão de Maguito a Secretaria de Elaboração de Projetos e Captação de Recursos, que tem como gestora Valeria Pettersen.
A secretária, mantida no cargo por Gustavo Mendanha, é peça fundamental no bom andamento da gestão que se inicia. Ela garante que o novo prefeito dará sequência às ações do governo de Maguito Vilela.
Em entrevista recente ao Diário de Aparecida, a secretária afirmou que em fevereiro haverá nova captação de recursos. Esses valores serão oriundos de emendas parlamentares que estão para ser liberadas.
Segundo disse o próprio Gustavo Mendanha ao passar o bastão, Maguito deixou cerca de R$ 150 milhões em caixa. É inegável que o valor ajuda no início da gestão, sobretudo no pontapé inicial em serviços básicos com na limpeza da cidade que já está a pleno vapor. Mais: num tempo de vacas magras, como o que atravessam as prefeituras de todo o país, receber uma cidade com dinheiro nos cofres é um enorme privilégio.

Reforma Administrativa
Aprovada sem vetos, a primeira vitória de Gustavo Mendanha esteve na aceitação da Reforma Administrativa. A reestruturação reduz de 27 para 20 secretarias municipais, criando 24 secretarias executivas e redução de cerca de quatro mil para 1.825 cargos comissionados, entre assessores especiais, diretorias e superintendências. Com este enxugamento a economia nos cofres da prefeitura deve girar em torno de R$ 2 milhões segundo as contas da própria gestão.

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