Redução da taxa Selic sinaliza melhoria no cenário econômico

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Apesar de ainda estar em patamar dos mais altos do planeta, a taxa básica de juros (Selic) no Brasil está em queda e, se assim continuar, pode ser importante fator para reaquecimento da economia. A redução, pelo Banco Central, da taxa Selic, de 13,75% para 13% ao ano, no início de janeiro gerou certo alívio para os consumidores, que têm reclamado nos últimos meses da alta dos preços e da dificuldade de acesso ao crédito.
A medida é especialmente positiva porque veio juntamente com a notícia de que a inflação de 2016 se manteve abaixo do teto da meta. No entanto, os reflexos das medidas econômicas no dia a dia das pessoas ainda devem levar um tempo para aparecer, segundo especialistas.
A redução da Selic para 13% ao ano pode trazer resultados positivos para a economia do país, pois é este índice que ancora as demais taxas e sua redução geralmente as obriga a baixarem também, criando, assim, um ambiente otimista. Em outras palavras, as pessoas devem gastar com juros um valor menor.
Todavia, o consumidor deve ficar cauteloso e alerta, pois os juros no Brasil continuam altos e podem contribuir para o endividamento. O certo é que a redução dos juros traz uma contribuição não imediata, mas importante, na economia geral, no ambiente econômico e financeiro. Para que haja um efeito significativo, porém, leva-se um tempo expressivo, especialmente porque, mesmo com a redução, no Brasil as taxas de juros estão entre as mais altas do mundo.
O certo é que a redução da Selic não trará efeito significativo imediato, porque, ainda que seja uma boa sinalização de cenários, isoladamente a redução da taxa básica significa pouco. Portanto, o consumidor deve continuar alerta para não se endividar ainda mais. A dica é refletir muito antes de comprar e, se possível, comprar sempre à vista, além de ficar atento, em caso de necessidade de parcelamento, para o chamado Custo Efetivo Total (CET) da operação de crédito. Isso porque, mesmo com a redução, a taxa básica de juros cobrada do consumidor continuará elevada e, diante disso, é preciso tomar muito cuidado antes de assumir compromissos financeiros em decorrência do consumo.
Já no caso da queda da inflação, por exemplo, a sensação entre os consumidores é que ainda não dá pra sentir mudança expressiva nos preços. Os efeitos não são sentidos de imediato, porque o IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial] considera o preço médio dos produtos e serviços. E para determinadas faixas de renda, o impacto dos preços de determinados produtos é maior.
Os economistas avaliam que o índice deve se manter estável enquanto perdurarem os efeitos da crise econômica. Portanto, enquanto tiver queda da atividade econômica e se não ocorrer nenhuma grande alteração de preços, principalmente nas áreas de alimentação, habitação e transporte, a inflação deve se manter estável.

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