A economia brasileira de volta ao rumo certo

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A estabilização e depois o declínio da dívida pública está na mira da política econômica do Governo federal – garante o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Nesse esforço, a busca pela recuperação do grau de investimento deve ser uma etapa muito importante. Conforme dados do Tesouro Nacional, a condução da política fiscal está sendo feita com foco na convergência do resultado primário para que os sucessivos deficit diminuam e mesmo se chegue a um superavit.

Tomadas essas importantes medidas iniciais, ancoradas na aprovação pelo Congresso Nacional do teto para os gastos públicos, com vigência por 20 anos, o governo agora precisa esforçar-se para aprovar outras medidas importantes, incluindo a aprovação de uma reforma da Previdência que alinhe as projeções de gastos com o tamanho do orçamento no longo prazo.
Visando um “melhor desempenho econômico”, o governo garante que está tomando medidas de ajuste das contas públicas “para equacionar a principal razão da crise econômica de 2015 e 2016” Assim, foram anunciadas, no fim do ano passado, reformas microeconômicas visando aumentar a produtividade da economia brasileira.
Um grande problema é a demora na resposta às medidas. Como o país enfrenta elevado índice de desemprego, se faz necessário o aquecimento da economia para que qualquer ação governamental seja vista como acertada. Nesse contexto, uma boa notícia, com reflexo imediato positivo na economia, é a recuperação do selo de bom pagador, o que pode ser conseguido – segundo avaliação mais otimistas dos técnicos do Ministério da Fazenda – ainda em 2018.
A recuperação do grau de bom pagador é considerado de importância fundamental para se ter mais confiança na economia e geração de empregos.
Em mensagem dentro do Plano Anual de Financiamento da Dívida Pública de 2017, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional na segunda quinzena de janeiro, o ministro Henrique Meirelles avaliou que uma maior taxa de crescimento é primordial “para o sucesso dos esforços de consolidação fiscal” do governo, ou seja, para a melhora das contas públicas neste e nos próximos anos. Isso porque, conforme explicou, o crescimento econômico permite um aumento das receitas governamentais, ao mesmo tempo em que reduz a pressão sobre alguns componentes dos gastos públicos.
Lembrou o ministro que um dos principais pilares de uma economia saudável é o “equilíbrio fiscal”, ou seja, das contas públicas, que, em sua visão, é “essencial para o desenvolvimento do crédito, o incremento da poupança doméstica, criação de oportunidades para trabalhadores e preservação das conquistas sociais já alcançadas”.
Nesse momento, há uma grande expectativa de surgimento de sinais positivos na economia brasileira. Dois anos de recessão é um peso muito alto para a equipe econômica, ainda que os atuais dirigentes do país tenham chegado ao poder há menos de um ano.

Manoel Messias – Editor Executivo

 

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