A lenta retomada das obras em Goiânia

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Construção do corredor de ônibus do BRT é exemplo de obra que está paralisada

Dificuldade financeira é principal entrave para a continuidade de importantes intervenções na Capital e tem obrigado secretários a priorizar ações

Marcione Barreira

Todo início de mandato, esse velho problema da política brasileira se aflora: obras e mais obras paradas porque a nova administração não possui dinheiro para manter os trabalhos. Em Goiânia, não é diferente, a maior parte das obras deixadas em andamento pelo ex-prefeito Paulo Garcia (PT) na Capital está parada. Mas será continuada. É o que afirma a prefeitura de Goiânia. Apesar da grave crise financeira pela qual passa a prefeitura, os serviços serão retomados priorizando algumas obras.
Atualmente a prefeitura tem sofrido com problemas financeiros que, segundo o Executivo, representa um deficit fiscal mensal de R$ 30,7 milhões. As dívidas de curto prazo somam R$ 610 milhões, sendo R$ 423 milhões referentes a restos a pagar deixados pela administração anterior e R$ 187 milhões de dívidas previdenciárias. A saúde financeira da prefeitura dificulta a retomada das obras e, segundo os secretários que respondem por cada uma delas, será preciso um processo de ajuste para seguir com as ações.
Na área da educação, conforme balanço divulgado pela gestão anterior, são cerca de 14 obras em andamento entre escolas e Cmeis. Na saúde, segundo o mesmo levantamento, são oito obras em curso entre reformas e construção. Além disso, há diversas obras relacionadas ao setor de infraestrutura e urbanização.
Hoje as obras de maior impacto e orçamento são duas: a continuidade da construção do corredor do BRT e as obras do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns. Segundo Fernando Cozzeti Bertoldi, secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, as obras do BRT deverão ser retomadas ainda este mês, apesar de algumas pendências que precisam ser resolvidas.
O principal entrave está no fato de a prefeitura ter que dar ao governo federal, parceiro na obra, uma contrapartida de R$ 11 milhões. Segundo o secretário, a questão será resolvida nos próximos dias, possibilitando, assim, a continuação das atividades.
“Estamos correndo para regularizar essa situação o quanto antes”, garante Cozzeti.
Em relação ao Programa Ambiental Macambira Anicuns, obra que pertence à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação, comandada por Agenor Mariano, a situação é semelhante. As obras serão continuadas, entretanto, o orçamento para a retomada desse setor está comprometido, segundo ele.
O secretário declarou que há muitos compromissos deixados pela gestão anterior que precisam ser cumpridos. Neste momento, o foco é principalmente este.
“Precisamos arrumar a casa, que recebeu uma herança muito complicada. É preciso ajustar tudo”, reforça Mariano.
Na saúde, conforme balanço realizado no final ano passado, há oito obras em andamento, a maioria referente a construção de Centros de Saúde. Fátima Mrue, Secretaria Municipal de Saúde, ressalta que, pela situação financeira atual da pasta, será necessário priorizar alguns setores.
Para ela, a necessidade de sanar as filas de pacientes e concluir as reformas são maiores neste momento.
“Precisamos focar e dar prioridade nas escalas de plantão e na medida do possível dar atenção às reformas em andamento”, diz a nova gestora da pasta de Saúde da prefeitura.
Na Educação diversos fatores contribuem para dificultar o processo, incluindo algumas licitações, que precisam ser feitas para retomada de obras. Segundo Marcelo Ferreira da Costa, titular da Secretaria Municipal de Educação e Esporte, há um esforço para que isso seja feito o quanto antes.
Costa afirma que neste momento os campos ainda estão em processo de mapeamento, mas que deve seguir algumas prioridades.
“A secretaria está no trabalho que consiste em mapear essas obras. Neste momento devemos priorizar o término daquelas que estão em melhor andamento”, reforçou.

Paulo Sérgio, prefeito de Hidrolândia: chapa de consenso
Paulo Sérgio, prefeito de Hidrolândia: chapa de consenso

Prefeito de Hidrolândia irá presidir a AGM

No próximo dia 22, a Associação Goiana de Municípios (AGM) promove eleição para renovação de sua diretoria. O prazo para inscrições de chapas terminou na quinta-feira da semana passada. Vários prefeitos demonstraram interesse em disputar a presidência da entidade e articularam suas pré-candidaturas. No final, dois mantiveram essa pretensão: Marcio Cecílio Ceciliano (PSDB), gestor de São Miguel do Passa Quatro, e Paulo Sérgio (PSDB), de Hidrolândia.
Após várias articulações, com a intermediação do presidente da entidade, Cleudes Bernardes Baré, houve um acordo em torno da formação de uma chapa de consenso integrada pelos seguintes prefeitos: presidente, Paulo Sérgio de Rezende (Hidrolândia/PSDB); 1º vice-presidente, Kelson Souza Vilarinho (PSD), prefeito de Cachoeira Alta; 2º vice-residente, José Elias Fernandes (PROS), gestor Aragarças; diretor-administrativo, Pablio Correia Lopes (PSDB), prefeito Valparaíso de Goiás; diretor-administrativo substituto, Adalberto dos Santos Amorim (PSDB), gestor Paranaiguara;  diretor-financeiro, Cácio Moreira Adorno (PDT), prefeito de Mossâmedes; e diretor-financeiro substituto, Daniel Sabino Vaz (PSB), chefe do executivo de Cristalina. Também serão eleitos o Conselho Deliberativo, composto por 30 membros, o Conselho de Avaliação, com 5 membros, e o Conselho de Ética, 11 integrantes.
A eleição começará às 9 horas da manhã e será por aclamação. No mesmo dia acontece solenidade de entrega da reforma da sede da entidade.
No final das articulações, com a obtenção de consenso, Cleudes Baré elogiou a atitude de todos os pré-candidatos.
“Foi uma decisão sábia, uma demonstração do alto grau de maturidade de todos e que muito contribui para o fortalecimento da entidade e a união dos municípios que hoje, mais que nunca, precisam estar coesos, somando forças na defesa dos interesses comuns”, afirmou o presidente da AGM.

 

 

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