Associação pede ajuda para atender crianças especiais

0
749
Entidade fundada há 30 anos enfrenta severas dificuldades financeiras devido ao corte de repasses de recursos

Yago Sales

O amparo tem endereço. Fica na rua Puccine, esquina com Rafael, n° 145 , no Jardim Europa, em Goiânia. É que ali, na Associação de Serviço a Criança Especial de Goiânia (Ascep), a diretriz que norteia uma equipe é o verbo amparar. Adotam para si missões impossíveis a familiares, muitos deles descumpriram seu papel: o de amar, de cuidar e abandonaram seus filhos deficientes.
Mas cuidar implica assistência especializada. Para tanto, uma equipe multiprofissional dedica-se à missão: cuidar de maneira que o amor transborde sobre crianças e adolescentes – e alguns adultos que foram ficando por falta de lugar para ir. Quem duvida que aqueles “adultos” não são crianças. Eles dependem integralmente da equipe e sem muita perspectiva de melhora. Mais uma prova de que a Ascep é um lugar importantíssimo – o superlativo aqui serve para preencher os vazios do desentendimento da grandiosidade da missão de cuidar.
A equipe é composta pelo atendimento de Serviço Social, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Musicoterapia, Psiquiatria, Farmácia, Enfermagem, Pedagogia, atividades laborativas, recreativas, inclusão social, acolhimento integral e diário, bem como atendimentos especializados. Com a falta de repasse da prefeitura, este corpo técnico por pouco perde estímulo ao trabalho. Mas a missão ali é amar, cuidar.
Visivelmente, a Ascep não é qualquer associação para cuidados. É uma residência chamada resistência. É onde encontra-se, em profissionais, olhar de ternura, mas não por isso, de preocupação.
Tudo porque um obstáculo entre o amparo e aos assistidos assusta a direção da unidade. A prefeitura deixou de repassar os recursos para o pagamento da folha dos funcionários. E quem disse que eles abandonam a missão? O amor geme e, mesmo com salários atrasados há meses, não conseguem largar o olhar perdido daqueles que não encontrariam outra morada. Não encontrariam alguém para amar do lado de fora dos muros. Sobretudo com ternura fraternal.
Fundada em 1987, há 30 anos, a Ascep brotou em Goiânia com uma missão rara: atender crianças com necessidades especiais, sem finalidade lucrativa. Além de cuidar 24 horas de 25 crianças e adolescentes – e adultos que cresceram ali e não tiveram para onde ir – a unidade, ainda, ensina, sem exclusão, a viver. A escola atende a 96 alunos especiais gratuitamente, sob administração da Sociedade São Vicente de Paulo. Por não cobrar mensalidade, tudo depende de doação. É alimento, fralda, manter o ambiente adequadamente limpo.
Uma nota no site da Ascep, um aviso: “Atualmente a instituição encontra-se impossibilitada para realizar uma gestão adequada, motivado pelas dificuldades financeiras. Portanto para superar esse momento difícil, a ASCEP busca parceiros: pessoa física e pessoa jurídica que possam contribuir com: recursos financeiros, alimentos, medicamentos, materiais de higiene e limpeza e outros.” É por uma boa causa.
Ali só não faltam alimentos porque a equipe de telemarketing fez campanha na lista telefônica. “As meninas ligaram para todos os nossos parceiros e conseguimos garantir a alimentação”, assegura a diretora financeira da organização, Janete Ceciliano da Silva. “Mas falta material de limpeza e higiene pessoal”, emenda.
A presidente Célia Ricardo de Souza reconhece que neste período do ano a situação fica mais difícil. “As pessoas deixam de doar, mas com a falta de pagamento da prefeitura de Goiânia a situação fica ainda mais difícil. Mas acreditamos que cumprirão com a parceria. Temos um trabalho muito importante”, ressalta à Tribuna.
Para doar, basta depositar qualquer valor nas contas abaixo:
Banco Itaú: Agência: 4308. Conta corrente: 08414-6. Banco do Brasil: Agência: 1841-4. Conta corrente: 39539-0. Mais informações, ligue: (62) 3239-0402.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here