Marconi anuncia pacote de R$ 9 bilhões em investimentos

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“Goiás é o primeiro Estado a apresentar ao Brasil um pacote concreto de investimentos”, afirma Marconi

Recursos irão para obras em Saúde, Educação, Segurança Pública, Ciência e Tecnologia, Saneamento, Habitação, Meio Ambiente e Infraestrutura

Em solenidade concorrida e realizada na manhã de quinta-feira passada, dia 30, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, o governador Marconi Perillo anunciou o maior programa de investimentos da história do Estado de Goiás. Serão R$ 9 bilhões destinados a diversas áreas da administração estadual. Em discurso, ele afirmou que Goiás é o primeiro estado brasileiro a apresentar um projeto dessa dimensão.
“O Goiás na Frente demonstra que nosso Estado é o primeiro a apresentar ao Brasil um pacote concreto de investimentos e é também o primeiro a tomar uma iniciativa tão corajosa depois da crise. Nós somos o primeiro estado brasileiro a anunciar um robusto programa de investimentos, o maior programa de investimentos do Brasil. Duvido que algum estado conseguirá, proporcionalmente, apresentar um programa desse tamanho, dessa magnitude, com ações especificadas e valor igual ou superior a R$ 9 bilhões”, afirmou Marconi.
O programa Goiás na Frente é resultado do planejamento administrativo e das medidas de austeridade fiscal adotadas por Marconi no final de 2014. O conjunto de investimentos reúne receitas resultantes do ajuste fiscal, da privatização da Celg Distribuição, de receitas do Orçamento Geral do Estado, convênios com a União e de aportes da iniciativa privada.
“Depois de dois anos e meio enfrentando a maior crise econômica da história do Brasil, o Estado de Goiás se preparou minuciosamente fazendo os planos de ajustes, os projetos de austeridade e definindo fontes seguras para viabilizar esse momento em que nós estamos assegurando R$ 9 bilhões para serem investidos em 2017 e 2018, graças à nossa decisão estratégica de privatizar a Celg. Isso vai ser fundamental, porque energia é absolutamente necessário para garantir desenvolvimento. E também à nossa coragem de fazer a subdelegação da Saneago, que agora viabiliza mais um aporte de R$ 450 milhões nos próximos meses. O mais importante é que vamos retomar a dinamização da economia em Goiás com um pacote muito robusto de obras e vamos garantir empregos”, destacou.
Do total de R$ 9 bilhões, R$ 6 bilhões são recursos públicos que serão investidos em diferentes áreas, com destaque para Rodovias, Saúde, Educação, Segurança, Habitação e Inovação Tecnológica. Os outros R$ 3 bilhões são provenientes de investimentos em parcerias com a iniciativa privada. Entre as empresas que já anunciaram parcerias, estão a Brookfield; o Grupo Novo Mundo, o Grupo Codora Energia, além da Enel Brasil.
“Eu estou feliz, porque isso aqui é fruto de suor, de noites sem dormir, de trabalho, de perseverança, de planejamento e de coragem para enfrentar os desafios. Nós estamos aqui hoje dando a demonstração de que, ao cuidar do passado e do presente, nós aceleramos o futuro. Viva o Goiás na Frente!”, comemorou o governador.
Em discurso, explicou que o Goiás na Frente vai acelerar o desenvolvimento econômico e humano do Estado no pós-crise, com impacto no Produto Interno Bruto (PIB), na infraestrutura social e na geração de empregos. De acordo com ele, todos os recursos anunciados hoje são fruto de ações corajosas e da determinação de viabilizar condições para o que o Estado pudesse fazer o anúncio.
“A venda da Celg terá impacto na Infraestrutura, no Social, na Saúde, na Educação, na Habitação, Meio Ambiente, mas terá um impacto fundamental na melhoria da qualidade de vida das pessoas, sobretudo nesse momento em que nós estamos recuperando a economia brasileira na relação de empregos. Será uma injeção na veia na geração de empregos e no desenvolvimento do nosso Estado”, disseMarconi.
Ele destacou que o programa de investimentos não teria sido viabilizado se o estado não tivesse adotado as medidas de ajustes fiscais e reduzido os gastos com custeio da máquina pública.
“A venda da Celg é fruto da visão, do arrojo e da coragem de enfrentar os populistas e corporativistas que de toda forma tentaram colocar a população contra nós. Deveríamos ter vendido a Celg há dez anos. Sem a nossa decisão política, não teríamos condições de lançar esses investimentos aqui hoje”, ressaltou Marconi.


caso delta

PGR denuncia governador no STJ

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu denúncia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador Marconi Perillo. Também foram denunciados, na mesma investigação, o contraventor Carlinhos Cachoeira; o empresário Fernando Cavendish, dono da Construtora Delta Engenharia; e Cláudio Dias Abreu, ex-diretor da empreiteira para a região Centro-Oeste. A denúncia foi oferecida no último dia 24. Segundo a PGR, o tucano teve parte de uma dívida de campanha eleitoral, no valor de R$ 90 mil, paga em troca de um aditivo realizado em contrato do Estado com a Delta Engenharia.
De acordo com a denúncia, Carlinhos Cachoeira se valeu de “estreitas relações” com agentes políticos de Goiás para que a Delta estabelecesse “contratos vultosos, vários deles firmados com violação de dispositivos expressos de lei ou com prejuízo flagrante aos cofres públicos”. Em troca, o contraventor – considerado na denúncia um “operador oculto dos interesses da Delta” – oferecia propina aos agentes públicos.
“Com a assunção à chefia do executivo estadual em 01/01/2011, Perillo chancelou o violento aumento do número de contratos de diversas áreas da Administração entregues à Delta Construções, em virtude do que recebeu vantagens indevidas dos demais acusados, por meio de empresas fantasma criadas para tanto”, descreve na denúncia o vice-procurador-geral eleitoral, José Bonifácio Borges de Andrada. Após a posse de Perillo, os valores de contratos da delta subiram da casa de R$ 5 milhões para R$ 70 milhões, de acordo com a PGR.
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que representa Marconi Perillo, afirmou que a defesa foi surpreendida porque achava que o assunto já estava esclarecido. Sobre as interceptações, o advogado disse que não vai se posicionar porque já anulou em outros casos essas gravações. “Essa denúncia é fruto do momento punitivo brasileiro, porque a denúncia é desconectada dos fatos. Não houve nenhum irregularidade”, afirmou.
O caso está sob relatoria do ministro Humberto Martins, no STJ, tribunal competente para analisar investigações e denúncias contra governadores. Um acusado só se torna réu após recebimento da denúncia e abertura de ação penal. No caso dos governadores, no entanto, há uma outra etapa: a autorização da Assembleia Legislativa do Estado para processar criminalmente o governador.
O Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou reiteradas vezes pela validade da exigência de autorização do legislativo estadual para que se abra ação penal contra governadores acusados por crimes comuns. Há uma nova discussão nesse sentido, no entanto, levada à Corte por conta da denúncia contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). O julgamento já teve início, mas ainda não foi finalizado no STF.

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