A insegurança chega às escolas

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A ocorrência de crimes dentro de órgãos públicos não chega a ser raridade, mas deveria ser exceção, pois, de modo geral, ali estão guardados móveis, objetos, automóveis e, mais importantes, pessoas que trabalham ou estão sendo atendidas. A escola, como fonte do saber e da educação por excelência, sempre foi considerado um local seguro. Assim, quando dizemos que deixamos o filho na escola, por trás dessa afirmativa repousa a certeza de que estará bem até o pegarmos novamente. Infelizmente, essa certeza de segurança – até esta – parece que não a temos mais. Agora, até os colégios públicos estão se tornando alvo da criminalidade e da violência que assolam o país.
No último dia de março, terça-feira, 31, três criminosos armados invadiram, roubaram objetos de alunos e professores no Colégio Estadual Nova Cidade, em Aparecida de Goiânia. Estudantes foram ameaçaram e uma adolescente chegou a desmaiar. Nesse caso, os assaltantes pularam o muro nos fundos da escola, por volta das 8h da manhã, entraram em uma das salas em que estavam cerca de 30 estudantes e um professor. Exigiram todos os pertences e ameaçaram as vítimas e fugiram após 10 minutos no local.
Evidentemente, o fato é dos mais graves. Mas o pior é que não se trata de fato isolado. Ao menos dois casos semelhantes foram registrados em Goiás em dias anteriores ao assalto no Colégio Estadual Nova Cidade.
Quatro dias antes, no dia 27, cerca de 300 estudantes faziam provas  no Colégio Estadual José Alves de Assis, no Setor dos Afonsos, também em Aparecida de Goiânia, quando foram surpreendidos por um grupo de criminosos. Os assaltantes levaram sacos cheios de celulares, joias e até roupas e calçados de alunos e professores.
No dia seguinte, 28 de março, as vítimas foram estudantes do Colégio Estadual Manoel Libânio da Silva, localizada na cidade de Abadia de Goiás, também na Região Metropolitana de Goiânia. Nesse caso, a ação dos criminosos foi registrada por câmera de segurança da escola. Alunos foram revistados e tiveram os objetos de valor roubados. Um dos assaltantes, com o rosto coberto por uma máscara, abordou os alunos dentro da sala de aula, revistou cada um e roubos objetos de valor. Um segundo assaltante aparece nas filmagens mandando todos os alunos abaixarem a cabeça sobre as carteiras escolares.
Em todos os casos, os estudantes e toda a comunidade escolar ficaram apavorados, porque a escola é local onde eles convivem quotidianamente. A sensação de insegurança, naturalmente, se expande rapidamente para toda a comunidade, pais, amigos e conhecidos dos estudantes da escola.
Em todos os casos, fica patente a falta de segurança que é obrigação do estado no ambiente escolar. Não é possível, em pleno ano de 2017, com tanta tecnologia disponível, que criminosos entrem livremente em ambientes coletivos como escolas, cometam crimes e permaneçam impunes. A polícia precisa dar uma resposta rapidamente. E a Secretaria Estadual de Educação tem a obrigação de tomar medidas severas para garantir a segurança em todas as unidades escolares.

Manoel Messias Rodrigues – Editor Executivo

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