Árbitros ensinam como utilizar instrumentos durante partida de futebol

Ações trabalham a cultura de paz e o respeito no futebol com palestra e ida ao estádio

Daniela Rezende

Conhecer o mundo do futebol por meio de cultura de paz, trabalhar o respeito aos árbitros, o conhecimento das regras do futebol, a prática esportiva saudável e a prevenção ao uso de drogas e à violência nas escolas é o que pretende o projeto  “O árbitro e a escola”. A ação que atendeu 250 alunos nas outras edições amplia as atividades em 2017 para 500 crianças e jovens de cinco escolas municipais.
Desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Esporte de Goiânia (SME), o Sindicato dos Árbitros de Futebol de Goiás (Safego) e a Federação Goiana de Futebol (FGF), o projeto leva a equipe de arbitragem para contato direto com os educandos. Árbitros principais e auxiliares levam apitos, bandeirinhas, cartões e outros acessórios para uma aula interativa em quadra.
Os alunos da Escola Municipal Vila Rosa receberam o projeto no último dia 30.
“Nossos pequenos precisam ouvir o que esses árbitros têm a dizer, pois além de falar sobre o esporte, eles orientam sobre limites, respeito com os outros, tolerância. Assim, as crianças aprendem sobre regras, por meio do esporte, o que ajuda até na sala de aula”, ressalta a diretora da instituição, Roberta Christina Brandão.
De acordo com Fabrício Vilarinho, árbitro goiano que integra quadro profissional da Federação Internacional de Futebol (Fifa), as atividades desenvolvidas com as crianças oportunizam inserção de princípios.
“Trabalhamos a forma correta do que é o esporte e a importância do árbitro, conceitos de vida e procuramos ajudar na transformação social”, relatou.
“Gostei muito da palestra com os juízes e aprendi sobre os cartões, como usar o apito e a bandeirinha. Sou torcedor do Flamengo e já fui ao estádio com meu pai e irmãos e hoje eu vi como é importante não brigar no estádio e sim respeitar as pessoas que foram para assistir os jogos ou trabalhar”, afirmou o aluno Davi da Silva, 9 anos.

Projeto
As atividades são divididas em três momentos. Inicialmente, integrantes do quadro de arbitragem goiana visitam a escola e procuram despertar a curiosidade dos alunos, que tem entre 9 e 15 anos. Carreira e os procedimentos adotados na arbitragem de futebol são abordados durante palestra. Em um final de semana, acompanhados de árbitros instrutores do projeto e professores, os educandos acompanham a partida de futebol sob o ponto de vista dos árbitros e de expectadores do jogo.
No estádio, os alunos visitam vestiários, conversam com jogadores e árbitros. Além da Escola Municipal Vila Rosa, recebem o projeto neste ano as escolas municipais Grande Retiro, Marcos Antônio Dias Batista, Honestino Monteiro Guimarães e Waterloo Prudente. Ao passar pela palestra e experiência no estádio, os educandos retornam a escola e produzem trabalhos escolares sobre o projeto. Os cinco melhores textos darão direito a entrada no estádio na final do Campeonato Goiano, acompanhados da equipe de arbitragem.
De acordo com o presidente da Safego, Luciano Joka, o projeto foi um sucesso nos anos anteriores, o que fez a entidade ampliar a participação dos alunos.
“Sempre somos bem recebidos e notamos que muitos ficavam tristes por não terem a oportunidade de participar das atividades, principalmente de ir a um jogo de futebol, talvez pela primeira vez. Então, resolvemos dobrar a quantidade de jovens e crianças atendidas”, destaca.

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