Yago Sales

Quando chegou a Aparecida de Goiânia em 2012 para cobrir a campanha eleitoral do atual prefeito Gustavo Mendanha (PMDB), que à época pleiteava uma vaga na Câmara dos Vereadores, o fotógrafo Rodrigo Estrela não imaginava que se apaixonaria pela cidade. “Há muita história por todos os cantos que andamos”, disse.
“Andando com os políticos eu acabei percebendo o desenvolvimento de Aparecida e não poderia deixar de registrá-lo. É de ficar impressionado”, disse ele, que coordena a equipe de fotografia que se desdobra diariamente para acompanhar a rotina de correria do prefeito e seu secretariado.
Estrela poderia ter sido mais um fotógrafo do cotidiano da cobertura política, acompanhando o prefeito desde lançamento de obras até a inauguração. Ele decidiu procurar a narrativa visual das praças, das avenidas, das moradias e, claro, das pessoas que circulam ou vivem em Aparecida.
Em 2016, ele chegou a expor 15 imagens. Centenas de pessoas pararam diante das fotografias expostas no salão de prefeitos, na sede da sede do Executivo aparecidense.
O período em que contribuiu para a extinta revista Aparecida em Pauta, do jornalista Alex Atanázio, Estrela aprendeu a ficar atento aos detalhes humanos. É a história acontecendo. Num estalo, o fotógrafo percebeu que poderia explorar cenários registrados em outras fotografias e comparar o desenvolvimento.
Com o aniversário da cidade de 95 anos no dia 11 de maio, Estrela estava pensando adiante, quando do centenário da cidade. “Quero publicar um livro com as histórias contadas por meio da fotografia”, disse.
Ainda este ano, ele revela, buscará incentivos para uma exposição em novembro, mês da emancipação de Aparecia. “Uma exposição para comemorar os 95 anos da cidade. Registro do cotidiano na cidade”.
Acervo é o que não falta. São cerca de 10 mil fotografias de Aparecida. Mas ele não vai restringir-se apenas este arquivo da história contemporânea da cidade. “Quero fazer releituras de fotografias antigas com o cenário atual”, esclarece.
Na última sexta-feira (12/05) uma das fotografias foi arrematada em um leilão na sede Igreja Matriz. “Ainda não soube o valor, mas fiquei feliz de ver meu trabalho valorizado”.

 

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