UEG oferecerá mais de mil vagas no MedioTec

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O MedioTec amplia as possibilidades de atuação no mercado de trabalho para o estudante

Estudantes de 16 municípios goianos receberão bolsas de estudo e 20% do curso será via Educação à Distância

A Universidade Estadual de Goiás (UEG), por meio da pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis, realizou no dia 9 de maio, o Seminário de Educação Profissional, tendo como objetivo refletir sobre a importância da abordagem profissionalizante na educação, e os diálogos estabelecidos com o ensino médio e universitário.
Desde 2015 a UEG é ofertante de cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do Governo Federal. Para o professor Marcos Torres, pró-reitor de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis, a oferta de ensino profissionalizante amplia as possibilidades de atuação e geração de renda para o público atendido.
“O Pronatec tem como objetivo alcançar comunidades em situação em vulnerabilidade social, portanto, se configura como um programa de inclusão e de combate à exclusão social, via profissionalização”, observa.
Nessa perspectiva de formação profissionalizante, a UEG passa a oferecer, ainda em 2017, 32 cursos técnicos nos Campus da Instituição via MedioTec – braço do Pronatec – que irá oferecer educação profissional a estudantes do ensino médio nacional.
“Nós vamos atuar em 16 municípios, atendendo mais de mil estudantes. Os estudantes receberão bolsas de estudo e 20% do curso será via Educação à Distância. Estamos focando em estratégias de combate a evasão, com muita vinculação à realidade do campo de trabalho, além de recursos e linguagem audiovisual em sala de aula”, afirma o professor Marcos Torres.
O secretário executivo do Conselho Estadual de Educação, professor Marcos Elias Moreira, observa que a inserção da UEG no processo é significativo para o êxito do Programa. “A partir de sua experiência , expertise, conhecimento e qualificação, a UEG fará a diferença no momento de trabalhar com os diferentes municípios participantes, e irá garantir a qualidade do Programa”, analisa.

Mediotec
A diretora de Educação e Tecnologia do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), professora Ivone Maria Moreyra, observa que no país ainda há uma resistência quanto ao ensino profissionalizante. “É uma bobagem essa visão. Nós precisamos entender que a qualificação profissional garante o desenvolvimento e o fortalecimento do país”, afirma.
A professora assegura que o número de matrículas no ensino profissionalizante é pequeno em comparação ao de estudante no ensino médio, entretanto, ela acredita que ações como a do seminário são importantes para a superação dessa realidade. “é importante salientar que há um grande número de histórias de êxitos de pessoas que optaram por fazer ensino profissionalizante. São pessoas que se colocam de forma muito competente no mercado de trabalho”, diz.
Uma das hipóteses levantadas para esse cenário é uma possível valorização social negativa de certas profissões. “Infelizmente, as pessoas acreditam que a educação profissional é para profissões menores. Isso não é verdade. O que nós precisamos entender é que todo profissional precisa se qualificar para oferecer serviços de qualidade e que contribuam para o crescimento econômico e social do país”, atesta.

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