Aulas de educação financeira chegam à rede pública estadual

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O foco são os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio

A metodologia prevê que os estudantes desenvolvam projetos financeiros pessoais e aprendam a potencializar o conhecimento em exatas, além de estimular o aprendizado

Alunos da rede pública estadual de Goiânia e Aparecida de Goiânia participarão este ano de um projeto piloto da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), que visa otimizar o aprendizado de Matemática utilizando conceitos de finanças pessoais. Nos dia 15 e 16 de maio, em Goiânia, professores das unidades de ensino participantes foram capacitados.
A iniciativa foi viabilizada por meio de uma parceria com a editora BEĨ, que desenvolveu o material didático e a metodologia do projeto. Nesta etapa, 25 professores de 18 escolas – oito da capital e 10 de Aparecida – estão sendo preparados para desenvolver as atividades junto aos alunos.
A metodologia prevê que os alunos desenvolvam projetos financeiros pessoais. “Dentro do conteúdo de Matemática nós trabalhamos gráficos, regra de três simples e composta, juros, porcentagem, etc. O diferencial é que eles vão fazer um planejamento financeiro para algum objetivo que tenham e desenvolver isso até dezembro. Os melhores serão premiados ao final do ano”, explica a coordenadora do projeto na Seduce, Armênia Kolankdjian.
O foco da iniciativa são alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio. A expectativa da Seduce é que a metodologia contribua com o aprendizado dos estudantes e também possa melhorar os resultados do Índice da Educação Básica (Ideb).
Para Sílvia Pompéia, que aplica o curso para os professores, tal conhecimento também pode ajudar no aprendizado de outras disciplinas. “O não aprendizado adequado de Matemática é uma barreira no Ensino Médio. Nessa etapa, os alunos se deparam com questões que envolvem gráficos, funções, equações e tabelas em disciplinas como Química, Biologia, Física e até História. Se o aluno não domina isso, ele é prejudicado”, justifica Sílvia.

Realidade
O professor da rede estadual, Cristian Pacheco, acredita que a educação financeira, como está sendo aplicada, é uma forma de trabalho que se aproxima da realidade do aluno. “A metodologia que foi colocada para nós é de diálogo com o estudante para verificar qual o interesse dele e o que tem a ver com o dia a dia dele. Esse assunto de matemática financeira é muito pertinente e é uma questão de cidadania”, acredita o professor.
A iniciativa é uma parceria da Secretaria com a editora BEĨ, que ajustou o material didático à realidade de Goiás, sem custos para a Seduce.

 

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