Diretas já: salvo-conduto para Lula

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Quando você ouvir alguém clamar por “Diretas Já”, reze 300 Pai-Nossos, 200 Ave-Marias e peça a proteção divina. O que o sujeito quer, sem dizer claramente, é o retorno de um dos maiores corruptos da história, o ex-metalúrgico e hoje milionário Luiz Inácio Lula da Silva, analfabeto intelectual e moral (deveria haver exigência de mínima formação para ocupar funções eletivas, sobretudo a de presidente), despreparado para cargo tão importante, réu em seis inquéritos e líder momentâneo na corrida eleitoral.
O quebra-quebra em Brasília há duas semanas era pela saída de Michel Temer e contra a reforma trabalhista e da previdência? Sim. Mas era, sobretudo, um ato pró-Lula, com participação da CUT, MST e outras entidades classistas cujos líderes faturaram como nunca nos governos do PT. Viviam no Palácio do Planalto. Foram cooptados pelos governos petistas. Deixaram os interesses dos trabalhadores para servir ao próprio bolso e aos propósitos do então presidente. Estão com saudade da mamata, da vida boa. Petistas e afins querem salvar Lula de possível condenação, prisão e ineligibilidade, tentando dar-lhe a Presidência da República para se proteger da Justiça com o foro privilegiado.
O “Fora, Temer” está certo, mas o “Volta, Lula” é um escárnio e um grito pela continuidade da bandalheira com o dinheiro público. Eleições diretas, sim, mas só em 2018, como prevê a Constituição. Antes disso, é casuísmo.  Até 2018, muita coisa vai acontecer. Novos nomes aparecerão e o povo terá mais opções para votar. E Lula poderá resolver – ou não – suas pendências com a Lei. Se escapar de condenações, será um dos candidatos. Mas com os 28% que tem hoje e a altíssima rejeição, que beira os 50%, seria quase impossível sua eleição num segundo turno. Lula ainda é forte entre os nordestinos, os mais pobres e os menos escolarizados.
A respeito da fortuna acumulada desde 2013, nem o próprio Lula nega que só dos companheiros da Odebrecht faturou R$ 22 milhões, além de dois filhos terem ficado milionários (segundo denúncias do Ministério Público, sob a influência do pai): o Lulinha Telemar, ex-funcionário de zoológico, e outro suposto marqueteiro esportivo que faturou R$ 6 milhões de empresas amigas de Lula, investigadas pela Justiça, sem jamais ter prestado qualquer serviço. A operação Lava Jato desnudou o líder petista e outros malandros. Arrogante e sem limites, Lula ainda se acha no direito de ameaçar jornalistas que o criticam e denunciam, policiais federais e procuradores da Lava Jato que o investigam e o juiz Sérgio Moro, que o julga. Os discípulos de Lula alegam que – ainda – não há provas materiais contra ele. Nada o condena aos olhos de seus adoradores, mesmo depois de tamanha divulgação de seus negócios e amizades suspeitos. Cegamente, culpam a “mídia golpista”, o “Ministério Público golpista”, a “Justiça golpista”, o “STF golpista”, o “Congresso golpista”. Ou seja, Lula, que gosta de se comparar a Jesus Cristo, é santo. Sobre provas, não há nada também contra Sarney, por exemplo. E todos sabem quem é Sarney.
O que o petista e o poste que elegeu, Dilma Rousseff, fizeram ao liberar R$ 13 bilhões, via BNDES, à JBS dos irmãos Batista, em troca de suposta propina para o PT, é um crime imensurável. Segundo a delação de Joesley Batista, manda-chuva da JBS, havia conta no exterior de R$ 300 milhões à disposição de Lula e Dilma. A dupla ainda debochou dos brasileiros ao liberar bilhões de reais para obras em ditaduras socialistas, como Cuba, Venezuela, Bolívia e Angola, dinheiro que jamais retornará ao Brasil, pois são países miseráveis. Empreiteiras camaradas também foram beneficiadas nesses casos.
Se Temer cair, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assumirá a Presidência por 30 dias e convocará eleição indireta. É assim que deve ser. Respeito à Constituição já. Eleições diretas só em 2018.
Edmar Oliveira é jornalista.

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