Secretaria equaciona problema do déficit de servidores

0
341

Contratação de aprovados em concurso feito no ano passado, que já estão tomando posse, melhorará sensivelmente o atendimento nas escolas e Cmei’s de Goiânia

Fabiola Rodrigues

As escolas e os Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) de Goiânia estarão com o quadro de servidores regularizados até o final de junho. Desde o início do ano, algumas escolas estavam necessitando de funcionários e professores, totalizando um déficit cinco mil profissionais em áreas distintas que envolvem o funcionamento do ambiente escolar. Com as melhorias, estudantes da rede municipal terão a partir do mês de agosto uma melhora significativa na qualidade do ensino.
Na semana passada, a superintendente Administrativa e Financeira da Secretaria Municipal de Educação, Maria Aparecida Barbosa, comentou a pedido da Tribuna do Planalto o chamamento das pessoas que foram aprovadas no concurso da rede municipal do ano passado e as melhorias na educação para o segundo semestre.
As escolas e Cmeis vêm recebendo gradativamente novos funcionários para que o processo de ensino/aprendizado ocorra com normalidade. O chamamento dos colaboradores e educadores aprovados no concurso realizado ano passado começou em fevereiro e as convocações estão sendo feitas gradativamente – relata a superintendente.
“Como existem algumas demandas organizacionais, não podemos fazer as contratações de todos aprovados no concurso de uma vez. Fizemos um chamamento de 650 pessoas dia 15 de fevereiro e outro, no dia oito de maio, de mais de 1.400 servidores. Vamos resolver estas questões até no meio deste ano”, explica Maria Aparecida Barbosa.
A superintendente afirma ainda que, para convocar os novos servidores, que serão efetivos, existe uma demanda organizacional. Ela pede aos diretores escolares que tenham mais um pouco de paciência e esclarece que no segundo semestre tudo se normalizará.
“O prazo legal para que o servidor tome posse do cargo é de em média 60 dias. Se chamarmos todos de uma vez, teremos problemas com a documentação e com a junta médica. Por este motivo estamos fazendo a convocação sequencial dos concursados”, ressalta Maria Aparecida Barbosa.
Com a transição de gestões e mandatos na prefeitura de Goiânia, no início deste ano o setor educacional também sofreu impactos. A superintendente relata que as dificuldades com a falta de servidores vêm de uma questão que até mesmo a gestão passada, no final do mandato, já não conseguia administrar. Com a falta de servidores, alguns Cmeis passaram funcionar em meio período em vez de tempo integral, como acontece regularmente. Escolas sem alguns professores tiveram que continuar abertas até que tudo se normalizasse.
Diante desse quadro, a superintendente analisa o primeiro semestre na educação municipal em Goiânia como período de grandes desafios e ressalta a importância em focar na solução dos problemas.
“No início do ano, encontramos a rede com déficit de cinco mil servidores. Estamos reorganizando turmas e salas, para que a escola não tenha maiores prejuízos. Não podemos culpar a gestão antiga, claro que tivemos problemas com a mudança, mas acredito que a própria última gestão teve dificuldade de concluir o mandato. Estamos buscando a melhor resolução para trazer qualidade educacional. Essa é a saída”, frisa a superintendente.

Maria Aparecida Barbosa diz que desde que assumiu a gestão financeira da Secretaria Municipal de Educação, no dia dois de janeiro, luta para oferecer ensino de qualidade ao estudante e garante que os resultados estão surgindo.
“Estamos colaborando para que as escolas e Cmeis funcionem normalmente. Com relação à falta de profissionais, não teremos mais problemas. Até o final do mês de junho, as vagas atualmente ociosas no ambiente escolar já estarão preenchidas”, diz a superintendente.
A diretora do Cmei Domiciano de Faria, localizado no Residencial Eli Forte, Leda Márcia, diz que, devido à falta de três servidores, ela teve que mudar o horário de funcionamento em maio para meio período, deixando de oferecer atendimento em tempo integral.
“Estou aguardando o envio dos funcionários. Já solicitei eles à Secretaria e acredito que terei resposta. Infelizmente não poderia deixar como estava, trabalhando em tempo integral”, observa a diretora.
Leda Márcia lembra que atualmente a necessidade maior no Cimei é de servidor no período vespertino, pois é o turno com maior desfalque, mas relata estar confiante que tudo voltará à normalidade.
“Não posso deixar que outros funcionários acumulem funções em excesso. Por isso, a necessidade de funcionarmos só no matutino e em uma pequena parte da tarde, porém acredito que em breve teremos soluções”, comenta.
Já no Cmei Setor Perim, onde algumas turmas também estão funcionando somente em meio período, Déborah Santana reclama que sua filha de dois anos está em uma sala que não oferece atendimento em tempo integral.
“Coloquei a minha filha no Cmei para ela começar a interagir com outras crianças e também estou procurando trabalho, mas desde o ano passado a turma dela é liberada na hora do almoço”, diz.
Entre esses e outros casos, a superintendente ressalta que até dia 20 de junho os servidores aprovados e já convocados começam a exercer funções dentro do ambiente escolar.
“Tudo será normalizado em breve. Garanto que ainda em junho essas situações serão resolvidas. Isso trará qualidade no ensino. Nossa meta é valorizar o funcionário efetivo, porque assim a educação só tem a ganhar”, diz Maria Aparecida Barbosa.

As escolas e Cmeis vêm recebendo sequencialmente novos funcionários para que o processo de ensino/aprendizado ocorra com normalidade

As escolas e Cmeis vêm recebendo sequencialmente novos funcionários para que o processo de ensino/aprendizado ocorra com normalidade

“Nosso objetivo é evitar desfalques de servidores nas escolas”

A superintendente Maria Aparecida Barbosa diz que existem novidades para evitar problemas referentes à substituição de funcionários efetivos quando saírem de licença. Segundo ela, uma das dificuldades na gestão de pessoal na Secretaria Municipal de Educação ocorre quando um servidor pede afastamento temporário e não tem outro para o substituir. Para isso um processo seletivo de servidores temporários foi aberto.
“Estamos com o processo em andamento e o edital publicado. Nosso objetivo é evitar desfalques de servidores nas escolas. Hora ou outra algum funcionário ou educador precisa tirar licença-maternidade, licença-prêmio, médica ou por outros motivos particulares. Em caso da ausência do colaborador, teremos quem o substitua”, explica a superintendente.
Outra questão que está trazendo benefício para o bom funcionamento da mudança de turno nas escolas da Capital é a hora extra realizada pelo educador. Com isso, desde fevereiro as trocas de turnos no ambiente escolar acontecem com tranquilidade, como explica a superintendente:
“O funcionário pode fazer até duas horas extras diariamente. Além dele ganhar retorno financeiro, está ajudando na organização e melhor funcionamento da escola. Incentivos como esse têm dado certo e pretendemos trazer com isso mais qualidade para o aprendizado dos nossos estudantes”, conclui Maria Aparecida.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here