União contra a corrupção

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O Brasil tem inúmeros problemas a resolver. Como não é possível enfrentar todos ao mesmo tempo, até porque essa opção significaria uma grande divisão de forças, o que seria um erro estratégico, é preciso focar em alguns desses problemas.
Se a área econômica não pode abrir mão do controle da inflação e retomada do crescimento econômico, se a saúde não pode deixar de manter o controle de epidemias como dengue e disponibilizar atendimento minimamente satisfatório em toda a rede de hospitais públicos, o país também tem um problema que afeta a todos e que não pode ser adiado, tem de ser enfrentado: a corrupção.
A corrupção é um fenômeno mundial. Todos os países ou qualquer organização estatal estão passíveis de ser corrompidos. Não se duvida que desde o período colonial até hoje, no Brasil, a corrupção tem sido uma prática que emperra o desenvolvimento da nação.
Após o retorno da normalidade democrática, a partir dos anos 1980, estão cada vez mais comuns casos de corrupção. A partir dos anos 2000, escândalos como do Mensalão, a roubalheira na Petrobrás e outros, de proporções gigantescas, deixam assombrados os brasileiros. Todavia, devem ser combatidos por todos, diariamente, até porque os casos de corrupção não se restringem à alta cúpula do poder nacional, mas são perceptíveis em todos os níveis da administração pública e também na iniciativa privada. Aliás, é bom que se diga, toda corrupção no governo quase sempre tem participação ativa de empresários, geralmente corruptores.
O fato é que os constantes casos, cada vez mais espantosos, de corrupção deixam o brasileiro em uma encruzilhada: o que fazer para extirparmos de vez esse terrível mal que assola o Brasil, que desvia para contas bilionários o dinheiro que deveria ser investido na educação, na saúde, nas rodovias, na reforma agrária? As respostas são as mais díspares: há aqueles que acham que a corrupção é inata ao caráter do brasileiro, o que evidentemente não tem nenhum fundamento.
Mas o indispensável é que tenhamos em mente que com a corrupção não se pode titubear, não há meio termo: é preciso todos nos posicionarmos firmemente contra esse câncer que corrói as estruturas do país e rouba o sonho de dias melhores.
Os recentes casos de figurões da política e da iniciativa privada sendo colocados atrás das grades, com certeza, terão um enorme efeito positivo no combate e diminuição à corrupção nos próximos anos. É preciso superar a crença de que no Brasil a corrupção compensa.

Manoel Messias Rodrigues – Editor Executivo

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