Governador defende o fim da estabilidade no serviço público, o enfrentamento dos privilégios e das corporações e a redução dos gastos

Durante palestra que realizou na semana passada, dia 8, na Conferência Anual da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), realizada de 7 a 9 de junho, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, o governador Marconi Perillo, após mais de duas horas de explanações, considerações e debates, resumiu suas expectativas sobre o futuro do País dizendo-se otimista. Considerou que após o Governo Federal ter tido a coragem para propor as reformas, criando uma agenda positiva para o Brasil, a responsabilidade maior agora recairá sobre os ombros do líder que emergir das urnas no ano que vem.
“A partir de 2019, observou Marconi, precisamos ter uma liderança forte, com coragem de enfrentar os desafios dessa agenda moderna. Muita coisa está errada e precisa ser corrigida. Esse líder terá de ter coragem para enfrentar privilégios, enfrentar corporações, apresentar ao País uma agenda de redução dos gastos”.
Marconi Perillo considera que há hoje no Brasil muitas estruturas desnecessárias, que consomem bilhões de dólares todos os anos. “Isso vai ter que ser enfrentado se nós quisermos ter dinheiro para fazer investimentos e melhorar a vida do povo”, acrescentou o governdor.
Na defesa de algumas teses, mencionou o fim da estabilidade no serviço público. “Na iniciativa privada as coisas funcionam bem porque se paga o salário pelo mérito. É muito ruim a gente ter que nivelar por baixo, ter que pagar o mesmo salário para um bom e para um relapso”, observou.
A 21ª Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (CNLE), realizada anualmente pela Unale reúne, este ano, o maior número de parlamentares e entidades legislativas. Mais de 1.500 parlamentares, assessores legislativos, entidades nacionais e internacionais participaram do encontro.
Além de Marconi Perillo, falaram também os governadores do Paraná, Beto Richa; de São Paulo, Geraldo Alckmin; e do Piauí, Wellington Dias. O evento contou também com a presença do ministro da Saúde, Ricardo Barros.
A Conferência tem como abordagem principal “O Brasil e suas reformas”, aprofundando as discussões sobre a relevância do poder legislativo estadual, a crise nos estados e as soluções, as reformas política e trabalhista, além de outros temas de relevância nacional e internacional.
Com a finalidade de estabelecer um espaço de oportunidades para a realização de palestras e provocar o debate sobre temas incorporados às agendas regionais e nacionais, a 21ª CNLE favorece a interlocução entre os parlamentos estaduais na discussão de temas relevantes para garantir o crescimento do país.
Este intercâmbio de experiências proporciona aos participantes ampliar a sua área de conhecimento e melhorar as políticas públicas regionais com inovações e soluções adotadas fora de seus estados. O evento também oportuniza o encontro das entidades vinculadas aos legislativos estaduais, para a atualização profissional e discussão de temas relacionados com as suas atividades funcionais.

Governador defende que PSDB continue apoiando governo Temer

Durante palestra na Unale, na semana passada, o governador Marconi Perillo defendeu que seu partido, o PSDB, mantenha sua aliança com o governo do presidente Michel Temer, apoiando as reformas em tramitação na Câmara dos Deputados. Marcioni afirmou que as reformas são necessárias para que o Brasil volte a crescer.
Segundo o governador, o partido tem a responsabilidade de garantir que os avanços econômicos possam ajudar a fazer com que os juros caiam ainda mais, que a inflação diminua e que seja adotada uma boa política cambial.
“Eu defendo que meu partido apoie firmemente as reformas. É preciso apoiar a aprovação das reformas, primeiro a previdenciária, depois a reforma política porque é na estrutura política eleitoral e partidária que se encontra a raiz da corrupção que deve ser extinta definitivamente do Brasil”, analisou Marconi.
O governador pediu que haja equilíbrio neste momento difícil. Disse defender que o partido mantenha a aliança com o Governo Federal e, assim, de forma direta, estará apoiando as reformas e a agenda positiva, “que fez com que o Brasil, em um ano, começasse a diminuir a inflação de mais de 10% para menos de 4%. Fez com que os juros caíssem de quase 15% para 10% e, pela primeira vez, desse sinal de que começa a sair da crise, com um PIB positivo”.
Aprofundando sua análise sobre a realidade econômica do País, o governador lembrou que a média de crescimento do PIB é mensurada em dois anos – no anterior e no atual. No ano passado, houve uma queda no PIB de 2,5%. A média agora foi de 1%, o que, segundo o governador, “significa que o País cresceu 3,5% nos três primeiros meses. Descontando 2,5% do ano passado, dá 1% que é o saldo positivo neste primeiro trimestre. Nós não podemos jogar fora o que já foi conquistado”.
Depois de lembrar que a Reforma Trabalhista já passou pelo crivo da Câmara dos Deputados, Marconi falou sobre a necessidade imperiosa de aprovar a reforma da previdência.
“Muita gente se equivocou ou não estava bem informado com os objetivos da reforma da previdência. Ela é para combater privilégios. Hoje, 70% dos gastos da previdência no Brasil é para um terço dos aposentados. Os outros 70% têm um gasto proporcionalmente muito menor do que aqueles privilegiados”, sentenciou.
Ao reafirmar que o Brasil precisa resolver a questão da previdência, Marcou enfatizou que em Goiás haverá um déficit previdenciário neste ano de R$ 1,9 bilhão. Em quatro anos, pelas projeções, serão R$ 8 bilhões.
“Imagina o que seria possível fazer na saúde, na segurança, na educação, na infraestrutura com esses recursos?”, indagou.
O governador voltou a lamentar que sete milhões de goianos trabalhem para pagar aposentadoria a 60 mil aposentados e pensionistas.
“Defendemos o direito das pessoas que se aposentaram. Mas é preciso corrigir. Se não fizermos nada, os estados vão quebrar”, previu.
A par da crise que assola o País, Marconi Perillo informou aos parlamentares e convidados, reunidos em Foz de Iguaçu, que seu governo conseguiu estruturar o maior programa de investimentos em curso no País, referindo-se ao “Goiás na Frente”. Para tanto, disse ter contado com a ajuda da Assembleia Legislativa.
“Temos a felicidade de ter uma Assembleia Legislativa muito bem dirigida e consciente de seu papel em relação ao momento crítico pelo qual passa o Brasil. Nós tivemos não só a maior recessão da história, mas também uma grande depressão que fez o Brasil ficar mais pobre 10% neste período”, disse.
Marconi recordou que a Assembleia Legislativa de Goiás começou a ajudá-lo para o enfrentamento da crise ainda em 2014, quando o governo previu as dificuldades vindouras. “Naquele período nós reduzimos para dez o número de secretarias e mais de seis mil o número de funcionários com o apoio imprescindível da Assembleia”, argumentou.

Durante o Fórum, Marconi salientou que é urgente a ampliação dos parques industriais brasileiros para agregar valor à matéria-prima e gerar mais empregos
Durante o Fórum, Marconi salientou que é urgente a ampliação dos parques industriais brasileiros para agregar valor à matéria-prima e gerar mais empregos

Especialistas discutem em Goiás o fortalecimento do ambiente de negócios

Sintonizado com a agenda econômica do Brasil e do mundo, o governador Marconi Perillo participou, dia 6, do 5° Fórum Brasileiro da Indústria de Alimentos, evento organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), que reúne mais de 1,7 mil empresários. Juntos, eles são responsáveis por 52% do PIB nacional. Especialistas estiveram reunidos em Goiânia para discutir os caminhos do fortalecimento do ambiente de negócios no Brasil e no exterior, além do crescimento econômico e desenvolvimento social.
“Somos privilegiados de termos um governador que atraiu esse evento para Goiás, que criou políticas econômicas que têm atraído empresas para o Estado, gerando riquezas e empregos”, ressaltou o presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg) e presidente do LIDE em Goiás, André Rocha. Ele afirmou ainda que Goiás “é o segundo maior produtor de alimentos no país, atrás apenas de São Paulo”.
Em entrevista, o governador disse que tinha consciência de que estavam ali, no 5° Fórum Brasileiro da Indústria de Alimentos, para discutir “assuntos relevantes para o futuro da indústria de alimentos, para a inserção cada vez maior dos produtos brasileiros no mercado internacional e para a agregação de valor tecnológico à produção, que já é uma das mais modernas do mundo”.
Em discurso a ex-ministros, empresários e parlamentares, lembrou que Goiás é responsável por “cerca de 20% dos alimentos produzidos no Brasil”. Ao rememorar os efeitos da Operação Carne Fraca, ressaltou que sentiu-se profundamente “preocupado” com os  rumos do agronegócio, mas tranquilizou-se ao ver que os setores do agronegócio e da indústria de alimentação agiram rápido.
“Eu, particularmente, governador de um Estado produtor de alimentos e de carne, me preocupei muito com todo aquele escândalo que, na minha opinião, foi um exagero muito grande. O que me tranquilizou foi a agilidade, a inteligência e a busca de unidade de esforços que levou à superação da crise, o que demonstra maturidade das autoridades brasileiras e, principalmente, dos responsáveis pelo agronegócio no país” frisou.

Exportação
Ao analisar o crescimento da economia goiana e a ampliação dos parceiros comerciais, Marconi pontuou que é urgente a ampliação dos parques industriais brasileiros para que seja agregado valor à matéria-prima, o que contribui para a geração de empregos. “A nossa ênfase tem que ser na industrialização das nossas matérias-primas, como está acontecendo na China”, observou.
“Goiás conseguiu expandir o número de países com os quais faz negócios. Quando eu entrei no governo eram 50 países, hoje são 150. Mas é preciso investir ainda mais na industrialização das nossas riquezas. Nós não podemos continuar exportando apenas commodities. Temos que industrializar esses produtos porque é aí que estão os empregos”, frisou.

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