O Tribunal Regional Federal da 1a. Região concedeu a quebra de sigilos fiscais e bancários de 21 investigados e de duas empresas ligadas a aplicações feitas pelo Instituto de GEstão Previdenciária do Tocantins (Igeprev-TO) entre os anos de 2011 e 2014. A decisão do desembargador Ney Bello inclui ex-presidentes, ex-diretores, funcionários e diretores de empresas e fundos de investimentos. As duas empresas são a Sanesul – Construtora de Saneamento do Sul e a Urbeluz Energética, que seriam beneficiárias de aplicações feitas pelo Igeprev-TO.

Na terça-feira, 27, o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM) foi conduzido coercitivamente à Polícia Federal em Palmas para prestar depoimento por mais de 9 horas. Na quarta, 28, Eduardo Siqueira emitiu nota dizendo que pela primeira vez foi ouvido neste caso por autoridade competente e considerou ter sido uma “oportunidade” para colocar a sua versão dos fatos. Ele afirmou ainda que presidiu o Conselho de Administração do Igeprev por apenas um ano que que não tinha qualquer influência sobre os investimentos realizados e que também não teria sido responsável pela mudança da política de investimentos, já que participou apenas de uma reunião do conselho.
Dentre outros 20 nomes investigados está o do ex-secretário de Administração, Lúcio Mascarenhas, funcionário de carreira do Estado e que atualmente está à disposição do gabinete do deputado Eduardo Siqueira. Mascarenhas afirmou através de nota, distribuída pela assessoria de Eduardo Siqueira, que prestou depoimento apenas na condição de testemunha. Por não ter a condição de réu ou investigado, Mascarenhas afirmou que não tem advogado constituído e por isso a imprensa não teria conseguido informações na terça sobre a sua condução coercitiva à PF.
Desde janeiro
Segundo um policial federal que participou da operação Naum, desde janeiro a Polícia Federal solicitou ao TRF 1a Região a realização desta operação. Isso foi necessário, tendo em vista que um dos investigados, o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos, possui foro privilegiado. A PF não descarta e investiga a participação de outras pessoas ligadas a empresas e fundos de investimentos que já tenham gerado prejuízos ou que ainda possam acontecer. A Operação Naum acontece dois anos depois que o Igeprev-TO divulgou o relatório de uma sindicância que apontou prejuízos contabilizados de cerca de  R$263 milhões e aplicações temerárias superiores a R$ 1,17 bilhão.
Conduções coercitivas e quebras de sigilo concedidas e executadas na terça, 27:
Eduardo Siqueira Campos (deputado estadual, ex-presidente do conselho de Administração)
Rogério Villas Boas (ex-presidente do Igeprev – investigado na Operação Miquéias)
Edson Santana Matos (ex-superintendente de Investimentos do Igeprev – investigado na Operação Miquéias)
Gustavo Furtado Silbernagel (Ex-presidente do Igeprev-TO)
Lúcio Mascarenhas (Ex-secretário de Administração, ex-presidente do Conselho de Administração e também ex-presidente do Igeprev-TO)
Francisco  M. de Araújo Neto
FRancisco Flávio Sales Barbosa (ex-presidente do Igeprev-TO)
Lilian Aparecida de M. Campos(ex-presidente e ex-superintendente do Igeprev-TO)
Robson Alexandro Viana Tavares
Hélio Andrade de A.Sobrinho
Nilmar Ribeiro Máximo
Odirce Soares do Nascimento
José Carlos N. Cademartori
Fayed Antoine Traboulsi (Doleiro investigado também na Operação Miqueias)
Marcelo Toledo Watson
Carlos Eduardo Carneiro Lemos
Getúlio Francisco Coelho
Paulo Augusto Freitas de Souza
Paulo de André Gil Boschiero
Almir Fonseca Bento
Luciane Lauzimar Hoepers (investigada também na Operação Miqueias)                                          (Do Site Agora-TO)

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