Iris já colhe resultados positivos na educação

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Prefeito Iris Rezende e secretário Marcelo Ferreira ao lado de estudantes da rede municipal: balanço positivo na área da Educação nestes seis meses de gestão

Mesmo em meio à crise financeira e problemas como paralisação em algumas escolas, secretário Municipal de Educação aponta que mudança de gestão propiciou melhoria na qualidade do ensino

Fabiola Rodrigues

Após assumir a pasta em meio a uma crise financeira e enfrentando protestos de servidores que reivindicavam melhoria salarial, o secretário Municipal de Educação e Esporte, Marcelo Ferreira da Costa, faz um balanço altamente positivo dos seus primeiros seis meses de gestão. Apesar do curto período, marcado pela crise financeira que assola o país, o secretário contabiliza avanços que representam melhoria na qualidade de ensino, o que foi possível graças a um dedicado trabalho de diagnósticos de problemas e replanejamento de ações.
“Diagnosticamos como funcionava o trabalho de cada setor da educação. E de que maneira o funcionário desempenhava seu trabalho. Buscamos mapear sobre os processos gerenciais, para ver se havia alguma sobreposição ou serviço atrasado. Porque quando se tem processos confusos gastamos muita energia e não conseguimos realizar os trabalhos administrativos. E, claro, se não existe suporte administrativo, dificilmente alguém consegue exercitar as demandas pedagógicas”, explica Marcelo Ferreira.
Como a educação deve funcionar em prol da parte pedagógica, o secretário destaca que, sem um efetivo suporte operacional, não há como se obter bons resultados de aprendizagem em sala de aula.
“Após diagnosticar onde existia falha, fizemos o plano de ação. O planejamento tem dois pilares: administrativo e pedagógico. Do ponto de vista administrativo, enxugamos a máquina, ‘fizemos uma reengenharia’ de gestão, para que usássemos melhor os recursos públicos e pudéssemos também, além da parte pedagógica, darmos suporte ao administrativo”, ressalta.
Um dos resultados conseguidos com a reorganização da forma de se aplicar o dinheiro público foi a criação do programa Escola Viva, que tem como característica a descentralização de recursos para que a escola compre o material de construção, fortaleça o comércio local e envolva a comunidade no processo de restruturação escolar. Com o dinheiro, é possível fazer serviços como pintura, limpeza de terreno, revisões nas instalações elétricas e hidráulicas e no telhado das escolas.
“A Secretaria Municipal de Educação e Esporte e Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Goiânia estão fazendo este trabalho por um custo muito menor do que geralmente era gasto em gestões passadas. Dessa forma conseguiremos fazer as reformas de maneira adequada, utilizando o dinheiro de modo mais eficiente”, afirma o secretário.
O programa beneficia todas as unidades escolares da rede municipal, que poderão realizar reforma na infraestrutura. Até o momento, 30 colégios já foram reestruturados.
Todo esforço para melhoria física das escolas não surtiria efeitos positivos, caso os servidores e professores, que são quem de fato presta o serviço, não estivessem estimulados. Por isso, em outra frente os professores foram contemplados com benefícios, como aumento salarial.
“No início da gestão havia pouco recurso financeiro, mas o prefeito Iris Rezende percebeu que com a parte administrativa melhorada ao passar dos meses, teríamos recurso para dar suporte e valorizar melhor os educadores”, observa o secretário.

“Fazer educação é trocar pneu com o carro andando”

Descobrir a forma mais correta para melhorar a educação não é tarefa fácil, nem há regras ou fórmulas mágicas. Para o secretário Marcelo Ferreira da Costa, a maneira mais ideal é estabelecer metas, planejar e acompanhar o trabalho de perto.
“Fizemos o diagnóstico, elaboramos o planejamento da secretaria e ao mesmo tempo aplicávamos a avaliação e já fazíamos análise crítica dos resultados dos alunos no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, para percebermos o que a secretaria não fez ou o que ela pode fazer para melhorar o rendimento do nosso estudante. Fazer educação é trocar o pneu do carro com ele andando”, analisa o secretário.
Dos quase 5 mil candidatos aprovados no concurso para servidores da educação realizado no ano passado e homologado no mês de setembro, 80% já foram empossados – diz Marcelo Ferreira. O restante deve ser chamado em breve para assumir os cargos.
“Se houver necessidade, usaremos o cadastro de reserva, mas isso passa por avaliação do processo. Existe uma responsabilidade que deve ser colocada em questão. Às vezes parece fácil convocar as pessoas para trabalhar, porém há uma responsabilidade da prefeitura com o servidor que não cessa este ano. Não podemos esquecer que este trabalhador estará conosco, provavelmente até a aposentadoria dele”, lembra.
O secretário defende a ideia de que educação deve acontecer também fora da sala de aula, como processo contínuo. Por isso estabeleceu o compromisso de fazer dos parques de Goiânia locais para descoberta e aprendizado.
“Estamos estabelecendo com a Agência Municipal do Meio Ambiente uma parceria efetiva que se chama Educação Pelos Parques. Pedagogos contribuirão para a formação plena do cidadão. Faremos a interface com as secretarias necessárias para que possamos ajudar e incentivar a preservar a Capital”, afirma Marcelo Ferreira

“Goiânia na Ponta do Lápis ajuda a descobrir talentos”

O Concurso de Redação Goiânia na Ponta do Lápis, realizado pela Tribuna do Planalto em parceria com a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Esporte, já é considerado uma das atividades pedagógicas nas escolas. Para o secretário Marcelo Ferreira, dar oportunidades de o estudante aprender de maneira dinâmica é essencial para um bom sistema educacional.
“Acredito que um concurso como este que consegue alcançar tantas crianças e mobiliza tantos professores deve ser muito valorizado pela cidade. E nós temos a obrigação de utilizar esses resultados do certame para otimizar ainda mais nosso processo de ensino-aprendizagem”, diz o secretário.
Marcelo Ferreira lembra que por meio do concurso muitos estudantes podem despontar como futuros escritores e assim ganharem visibilidade intelectual e profissional. Por isso, ele considera altamente positiva a iniciativa da Tribuna do Planalto de valorizar a dedicação dos estudantes.
“Quero parabenizar a todos os colaboradores do jornal por esse trabalho, que é realizado há quase 20 anos, e hoje é um marco na educação. Não é somente um concurso onde as pessoas que trabalham por ele acreditam no desenvolvimento educacional, acreditamos juntos. O ensino é construído através de pedacinhos que são incluídos na didática de aprendizagem”, conclui o secretário.

Marcelo Ferreira, secretário de Educação: rápidos avanços
Marcelo Ferreira, secretário de Educação: rápidos avanços

Avaliação, diagnóstico e correção

De olho na qualidade final de aprendizado, a Secretaria Municipal de Educação realizou provas avaliativas com os estudantes para mensurar individualmente o nível de aprendizagem e, desta forma, descobrir o grau de absorção do conteúdo de cada aluno. Com isso, obteve-se um excelente instrumento de gestão: pela primeira vez, os diretores escolares têm a chance de corrigir deficiências no aprendizado de forma específica.
“Realizamos um processo inédito de avaliação em larga escala. Essas avaliações abrangeram todas as escolas e todos os estudantes da rede. Descobrimos erros e acertos por aluno, sala, ciclo, turno, regional e também obtivemos o panorama. Com esse volume de dados é possível retornar lá na escola, dizer ao professor através do coordenador que determinada matéria precisa ser reaplicada aos estudantes caso estejam encontrando dificuldade em aprendê-la. Para que o estudante possa recuperar a matéria em questão”, diz Marcelo Ferreira.
O secretário frisa que um dos focos de sua gestão é evitar disparidades na qualidade de ensino, evitando que escolas da rede tenham níveis de qualidade muito diferenciados. Por isso é muito importante o ambiente escolar revisitar conteúdos já ministrados.
“É preciso apoiar os estudantes e oferecer a eles ensino eficiente. Por isso a avaliação é extremamente poderosa. Ela trará grandes benefícios para o desenvolvimento da cidadania”, ressalta Marcelo Ferreira.

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