Acidente no parque – o que temos a aprender

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Antes de condenar os administradores e gestores públicos que, de alguma forma, respondem pela administração do Parque Mutirama, no caso do acidente ocorrido semana passada, é preciso cautela. Mais que isso, é necessário aguardar a apuração isenta dos fatos, o que depende de perícia, nem sempre conclusiva, e de ampla investigação por parte da Polícia ou mesmo Ministério Público. Sem isso, qualquer “condenação” pública acaba beneficiando os envolvidos, que evidentemente estão certos em não aceitar a execração antecipada se não há provas de que foram de fatos eles os responsáveis pelo ocorrido.
Acidentes acontecem. E há atividades em que a probabilidade de ocorrência de acidentes é maior. Para se ter ideia, uma rápida pesquisa na internet mostrou que no mesmo dia do acidente, 26/07, um acidente em um parque de diversões em uma tradicional feira do estado de Ohio, nos Estados Unidos, deixou uma pessoa morta e sete feridas. Lá, uma falha em uma das atrações da Ohio State Fair fez com que várias pessoas fossem jogadas no ar e caíssem no chão. O brinquedo se chamada “Fire Ball” (“Bola de fogo”) e consiste em um pêndulo em cujo extremo se sentam as pessoas em uma estrutura circular que gira em torno do próprio eixo. É uma espécie de mistura entre o barco viking e o rotor, mais tradicionais nos parques brasileiros.
O exemplo naturalmente não isenta ninguém de responsabilidade, mas indica que acidentes em parques de diversões não são raros. Por isso, toda atenção dos administradores deve ser redobrada, para justamente evitar que ocorram.
Em Goiânia, não se pode afirmar o que causou o acidente, posto que as investigações estão começando. Mas a prefeitura já anunciou mudanças na segurança e checagem mais rigorosa dos brinquedos do Mutirama. Em entrevista coletiva no dia seguinte ao ocorrido, o presidente da Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer (Agetul), Alexandre Magalhães, garantiu uma minuciosa checagem dos brinquedos e total reformulação nas normas e procedimentos de reparos e segurança.
As críticas antecipadas e sem fundamento não colaboram com o esclarecimento da verdade e acabam por, ao final, gerar confusão na população. Em casos de investigações criminais, a cargo da política e Justiça, o que se pode esperar é uma apuração isenta e divulgação do que de fato ocorreu, inclusive com a nomeação dos responsáveis, caso tenha se apurado que houve negligência, imprudência ou mesmo imperícia por parte de servidores ou agentes públicos vinculados ao caso.

Manoel Messias Rodrigues  – Jornalista

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