A hora é de agregação

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Sabiamente, diz o ditado popular que, não podendo com seu inimigo, o melhor é juntar-se a ele. Em política, isso pode ser traduzido como a necessidade de sempre agregar, não desprezando nenhum tipo de apoio, ainda que seja de quem não apoiaríamos caso estivéssemos em condição vantajosa. O fato é que, bem ou mal, o Brasil seguirá até dezembro de 2018 sendo comandado pelo presidente Michel Temer. Para o povo brasileiro, distante das picuinhas políticas e do troca-troca de favores, liberação de recursos por votos que salvaram o presidente do processo de impeachment, para o povo brasileiro, importa mais a economia nos trilhos do que a substituição de um presidente envolto em denúncias de corrupção por outro, no caso Rodrigo Maia, também suspeito de envolvimento em atos, digamos, nada republicanos.
Feito o introito, passemos ao que interessa: o que a população brasileira pode ganhar com a permanência de Temer no Planalto? Primeiro ponto, crucial: estabilidade política para tentar reerguer a economia, gerar empregos. Apesar de contar com uma equipe econômica competente, liderada por Henrique Meirelles, as turbulências em que se meteu o presidente, gravado por Joesley Batista, praticamente anulavam qualquer esforço de convencer investidores de que o país, finalmente, iria se desprender da crise iniciada com o processo de afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff.
De imediato, a vitória do presidente Temer, conseguindo o arquivamento da investigação contra ele, deve ser capitalizada de várias maneiras. Além de tirar a corda do pescoço do presidente, que agora respira aliviado, a vitória recompõe sua base no Congresso Nacional, possibilitando, quem sabe, a aprovação de reformas que Temer acredita serão o legado de sua gestão.
Aproveitando o momento de demonstração de força, o governo federal espera aprovar a reforma da Previdência, uma das mais espinhosas, até outubro deste ano, segundo declaração do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que participou de reunião com investidores estrangeiros quinta-feira, 3, na capital paulista. Ele não acredita que o placar da votação que rejeitou a denúncia contra o presidente Michel Temer vá se refletir na votação das reformas, já que apesar da vitória o governo Temer precisará de muito mais votos para aprovar as mudanças na Previdência.
Meirelles falou também sobre a reforma tributária que, na avaliação dele, deve ser votada até novembro. Segundo ele, o governo está “trabalhando duro” na reforma tributária e ela será apresentada ao Congresso “num próximo momento.” Ele não descartou a possibilidade de inverter a ordem de votação entre as reformas prioritárias para o governo. “Se até lá a Previdência não tiver sido votada, [a tributária pode passar na frente].”
Agora, passada a grande turbulência, ao brasileiro mediano, que não é dado às paixões partidárias e se preocupa é com o emprego, renda e seu suado salário no fim de cada mês, a torcida é que o Governo federal consiga fazer o país andar, colocando a economia nos trilhos.

Manoel Messias – Editor Executivo

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