18ª edição do concurso de redação estimula o senso crítico no estudante quanto ao uso das redes sociais e incentiva melhora dos relacionamentos pessoais

Fabiola Rodrigues

O Concurso de Redação Goiânia na Ponta do Lápis está contribuindo para a retomada dos estudos nas escolas após o período das férias. O momento é crucial no certame. É hora de produzir os textos, para que sejam entregues aos professores. Chegou a hora de todo o aprendizado ser colocado no papel. O tema deste ano – Como a internet tem interferido nas relações entre as pessoas – tem ajudado o estudante refletir e melhorar seu relacionamento interpessoal. Ao compartilhar as ideias, o estudante está percebendo a importância de estar menos conectado às redes sociais.
A professora de Português Dorany Oliveira explica como o efeito das pesquisas sobre a temática vem ajudando o estudante a mudar os conceitos sobre o uso da internet. Além disso, o concurso, que se renova há quase duas décadas, contribui para o desenvolvimento geral dos estudos dos alunos, seja pela leitura, escrita ou debate no ambiente escolar.
“Os alunos começaram a se dar conta dos erros que têm cometido. Percebem que estão deixando de lado as relações pessoais próximas pelas distantes, aquelas que vivem no mundo virtual. Eles vêm chegando à conclusão de que o problema não é usar a internet, mas saber diferenciar e dar valor a quem está perto deles”, relata a professora.
Lançado no dia 15 de maio, o Goiânia na Ponta do Lápis desta vez trouxe para os adolescentes e jovens a necessidade de refletir sobre um importante aspecto da realidade hoje vivenciada por eles. E as discussões feitas em sala de aula já estão surtindo efeito. Doraney Oliveira conta que é momento de o aluno focar e dedicar-se para conseguir seus objetivos.
“Estamos vivendo um período importante. Chegou a hora de explorar a escrita do estudante. Ele é capaz, através das pesquisas, de elaborar bons textos, e também consegue, pela vivência, expor com mais facilidade”, diz.
A professora ressalta que cada ano o concurso surpreende com um tema interessante, de grande relevância educacional e social.
“Desta vez, o assunto debatido vem tendo impacto maior na vida do estudante. Estou vivenciando isso, fico alegre em ver os resultados aparecendo”, observa Doraney Oliveira.
Realizado pela Tribuna do Planalto em parceira com a Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME), o concurso é uma forma de ampliar o aprendizado do estudante, por meio de pesquisas, diálogos, argumentações e escrita. Além de proporcionar aprendizagem ao estudante, o concurso premia os autores das melhores redações com medalhas, certificados, smartphones, notebooks, bicicletas, TVs e bolsas de estudos da Faculdade Sul-Americana (Fasam).
As premiações serão entregues nas etapas regionais e final, entre novembro e dezembro. O estudante que ainda não começou as atividades de pesquisa e elaboração textual, ainda dá tempo. A Tribuna do Planalto receberá até dia 29 de setembro as redações das escolas, para análise e classificação.
Doraney Oliveira acompanha o concurso desde as primeiras edições e revela dois fatores que contribuem para a permanência dele na educação: o primeiro é a motivação, sendo que o professor deve ser o condutor e orientador da turma. E o segundo são os prêmios oferecidos ao estudante.
“É preciso incentivar o aluno. Nas minhas aulas a produção de texto já faz parte do cotidiano do estudante. Eles aprendem o domínio da língua portuguesa na reestruturação dos textos. Outro grande estímulo são as premiações, com certeza”, conta a professora.
No início do segundo semestre os estudantes têm dificuldade para voltar ao ritmo das aulas, mas Dorany diz que para as turmas que leciona isso não é problema.
“Com a retomada das aulas o concurso é um incentivo para nossos estudantes. Eles estão ansiosos para a reta final desde já. O aluno agora escreve o texto, posteriormente ele me entrega e faço as correções necessárias, devolvo a redação para que ele refaça e entenda o que errou, para que se aperfeiçoe. É bom trabalhar passo a passo”, frisa professora.

“Concurso proporciona mudanças culturais e intelectuais”

O coordenador-geral da Unidade Regional Central da rede municipal de Educação de Goiânia, Paulo Lelis, acompanha o concurso há mais de dez anos e observa que desde o incentivo da escrita até o dia do estudante ser premiado o que motiva o aluno é a maneira como o certame é realizado.
“Todos gostam de sair da rotina. O concurso proporciona mudanças culturais e intelectuais. Quando os alunos vão juntos para participar da divulgação dos resultados finais, isso se torna um grande momento para eles. Saem da escola, veem novas pessoas, tudo contribui para a desenvoltura deles. Esses momentos ficam eternizados em cada um”, relata o coordenador.
Para Paulo Lelis formar opinião é ensinar com propostas diferentes de educação.
“Aprender é um processo de descobertas, interação e incentivo. Vejo que o Goiânia na Ponta do Lápis dá todas essas oportunidades”, relata.
Assim que as aulas voltaram o coordenador se reuniu com a equipe pedagógica e os educadores de apoio às escolas para orientá-los a dar suporte ao professor e estudante que tenha alguma dúvida ou necessite de ajuda para participar do certame.
“Cada servidor está orientado sobre como deve ajudar a escola. Nosso trabalho foi intensificado para obtermos bons resultados e alunos felizes”, diz Paulo Lelis.

“O estudante gosta de estar envolvido e saber os resultados”

Estudantes participam do concurso de redação Goiânia na Ponta do Lápis por acreditarem na idoneidade da competição. A coordenadora de projetos da Unidade Regional Brasil di Ramos Caiado, Carla Bernardes, conta que alguns concursos causam frustração e baixa autoestima no estudante, pelo fato de ele não vivenciar até o processo final do certame.
“O aluno gosta de estar envolvido e saber os resultados. A Tribuna do Planalto nos ajuda muito fazendo com que possam viver todas as fases de perto. Desde a divulgação dos professores até a premiação. Os prêmios são o reconhecimento do esforço que tiveram durante meses. Isso inspira”, observa a coordenadora.
Para Carla Bernardes, quando o estudante enxerga o resultado, a vontade de participar de próximas edições do concurso aumenta e se renova.
“Acompanho o certame há quatro anos. O professor e o aluno sentem prazer em estar envolvidos na busca pelo conhecimento, sabendo que alcançarão resultados possíveis e reais”, diz Carla Bernardes.
E, para não perder a expectativa, a coordenadora deixa claro que continua no trabalho de incentivo aos apoios pedagógicos – que são os servidores educacionais nas escolas da rede municipal – para que as escolas da coordenadoria dela tenham estudantes premiados.
“Sabemos que quando o estudante se envolve ele é o maior beneficiado. Vamos então continuar dando todo o suporte nessa fase importante, que é a produção de texto por ele. Iremos vencer”, declara Carla Bernardes.

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