Depois da paralisação das obras do Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul, no final de junho, o prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB) voltou a pedir celeridade na solução dos impasses burocráticos que travam a principal obra de mobilidade urbana da capital. Os serviços foram paralisados após a suspensão de repasses na ordem de R$ 10 milhões por parte da Caixa Econômica Federal (CEF). E para reverter a situação, o prefeito reuniu-se na última quinta-feira, 17, com a superintendente Regional do banco em Goiás, Marise Fernandes, no Palácio das Campinas Venerando de Freitas Borges (Paço Municipal), para retomada das obras.
Na mesma semana, uma comissão de vereadores, liderados pelo parlamentar Alysson Lima (PRB), ex-membros da comissão especial temporária que investigou a paralisação das obras do BRT entre 2016 e início de 2017, foi até a sede da Controladoria Geral da União (CGU) e constatou que o órgão não solicitou que os repasses da CEF fossem paralisados.
“Não houve pedido de paralisação pela CGU, o relatório é preliminar e ainda é uma fase de apuração. Não identificamos nenhuma ordem de paralisação de nenhum dos órgãos”, esclareceu Walmir Dias, superintendente da CGU.
Marise já havia garantido no final do mês passado não ter existido determinação da CGU e do Tribunal de Contas da União (TCU) para paralisação das obras. A afirmação da representante da CEF aumenta a suspeita de que a decisão é política e pode estar ligada a dificuldade financeira do governo federal.
Em menos de um mês essa foi a segunda vez que Iris Rezende se reuniu com representantes da Caixa. No dia 20 de julho, o prefeito determinou o empenho da própria CEF, secretários municipais e representantes do consórcio executor do empreendimento para solucionar o impasse.
“Aceitamos que a própria Caixa contribua na formulação do recurso que será protocolado junto aos órgãos reguladores visando agilidade em todos esses processos e trâmites burocráticos para que Goiânia não seja prejudicada”, destacou Iris Rezende. A declaração veio após representantes da instituição apresentarem na reunião a proposta de elaborar com a Prefeitura de Goiânia o recurso que será protocolado para que os recursos sejam definitivamente liberados.
“Trabalhamos no sentido de solucionar esse contratempo, uma vez que o prefeito Iris Rezende convocou as partes envolvidas e determinou o empenho de todos. Além disso, vale ressaltar que ações de suspensões no repasse de recursos são comuns em todo país”, destacou a superintendente Marise Fernandes.
A prefeitura, no entanto, garante que repassou sua contrapartida ao consórcio e esclarece que foi exatamente após esta repactuação que a obra foi retomada, em maio passado.
A obra, segundo a CEF, está orçada em R$ 240 milhões. Deste montante, 22% já foram repassados pelo Governo Federal via Ministério das Cidades e recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Os 16 novos caminhões coletam materiais recicláveis, evitando que sejam levados para o aterro sanitário
Os 16 novos caminhões coletam materiais recicláveis, evitando que sejam levados para o aterro sanitário

Prefeitura amplia coleta seletiva

O Programa Goiânia Coleta, criado na gestão Iris Rezende, em 2008, foi reforçado na semana passada com 16 novos caminhões, que já estão nas ruas. O projeto evita que materiais recicláveis sejam levados para o aterro sanitário desnecessariamente, aumentando a sua vida útil, além da criação de emprego e renda em cooperativas de catadores.
O projeto organiza todos os segmentos da sociedade em uma nova forma de reduzir o impacto ambiental e social provocados pelo lixo.
“A metade dos veículos da Comurg estava sucateada e, de forma rápida, recuperamos a frota e agora vamos ampliar para atender as expectativas da população”, destacou Iris Rezende, durante solenidade, na terça-feira, 15, de entrega dos novos veículos.
O prefeito enfatizou o compromisso de melhorar os serviços prestados à população de Goiânia.
“O esforço é imenso e a cada dia a cidade tem percebido que o trabalho está acontecendo”, disse Iris, acrescentando que mutirões, obras e aquisições de maquinários estão entre os trabalhos realizados e que mudam a qualidade de vida dos moradores.
O prefeito ressaltou ainda que é salutar que a gestão busque formas para ampliar serviços.
“Entre eles, a Coleta Seletiva, que criamos em 2008, e que agora termos condições de triplicar e encaminhar os materiais coletados às cooperativas”, frisou.
De acordo com presidente da Comurg, Denes Pereira, cada caminhão da coleta seletiva poderá coletar mais de 45 metros cúbicos.
“Antes, a coleta não passava de 24 metros cúbicos”, citou.
A Companhia também recebeu três caminhões para triturar galhos de árvores recolhidos nas ruas da Capital.
“Esse material triturado é também utilizado para adubo das mudas do viveiro da Comurg e no trabalho de jardinagem dos canteiros centrais, jardins e praças de Goiânia”, explicou o presidente, que também recebeu das mãos do prefeito as chaves de quatro ambulâncias para prestar socorro aos servidores da Companhia.
Denes acrescenta, ainda, que o reforço da coleta seletiva é uma determinação do prefeito.
“Além de atender sistematicamente as orientações do prefeito Iris Rezende, que tem dado atenção especial ao programa pela sua importância na sustentabilidade do meio ambiente, uma vez que diminui a poluição dos solos e rios e gera renda para inúmeras famílias”, afirma.
No último mês de julho, a produção geral da Coleta Seletiva alcançou quase 3 mil toneladas. O serviço já é realizado em todos os bairros da Capital. Conforme o presidente da Comurg, Denes Pereira, os novos veículos vão reforçar a coleta seletiva em toda cidade.
“O serviço atende sistematicamente às orientações do prefeito Iris Rezende, que tem dado atenção especial ao programa pela sua preocupação com meio ambiente”, concluiu.

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