A busca do primeiro emprego deve ser encarada com responsabilidade pelo jovem ou adolescente

Especialistas afirmam que a falta de experiência pode ser compensada por características como versatilidade, agilidade e pressa de aprender

Fabiola Rodrigues

A busca pelo primeiro emprego é sempre um desafio para jovens e adolescentes, mas com a crise econômica e as empresas contratando menos, a disputa por uma vaga no mercado de trabalho ficou ainda mais acirrada. Mesmo assim o master coach Fernando Costa, que dá aulas para menores aprendizes no Senac, explica que o jovem tem grandes chances de trabalhar pela primeira vez, obtendo sucesso desde o início da carreia profissional.
“O mercado tem dado oportunidade para jovens altamente interessados em tecnologia e que são multifuncionais, por terem capacidade de estar lendo, ouvindo música, conversando sem perder o foco e a visão sistêmica completa. Eles apresentam características que as empresas veem com muito bons olhos. A agilidade, pressa em aprender, procurando alcançar logo cargo de destaque é bom, desde que saibam demonstrar”, diz o especialista.

Sem a experiência, o jovem precisa aprimorar suas habilidades com ajuda da família, professores e cursos. Num mercado competitivo, esses quesitos precisam ser desenvolvidos. Fernando Costa frisa que agora o mercado exige mais qualificação do iniciante.
“O jovem precisa estar se qualificando nas áreas que tem interesse, procurar realizar cursos de informática, de administração, atendimento ao cliente, liderança e trabalho em equipe. Os jovens têm grande facilidade de lidar com as redes sociais. Se orientados de forma adequada podem usar a internet a favor deles. Trabalhar o marketing pessoal é fundamental”, observa.
Fernando Costa lembra que um dos meios mais rápidos para o adolescente alcançar uma vaga de trabalho é por meio de programas como menor aprendiz – oferecidos por meio de parceria entre organismos governamentais e empresariais. Capacitação é essencial para aprender a trabalhar.
“Existe dificuldade do jovem ingressar no mercado de trabalho, mas não de forma negativa como muitas pessoas pensam. Essas oportunidades oferecidas a eles dão a chance de continuarem estudando e também de trabalhar, mas considero o preparo o fator diferencial”, ressalta.
Fernando Costa chama a atenção para um dos pontos cruciais no aprimoramento do jovem: o autoconhecimento. Ele lembra que conhecer a si mesmo e saber pontuar suas qualidades e defeitos é sinal de desenvolvimento pessoal.
“Os jovens iniciantes devem analisar quais os pontos fortes e fracos deles. Utilizamos muitas aulas de coach para desenvolver essas habilidades, aflorar o que têm de bom e desempenhar os potenciais que podem exercer. Com o tempo cada um consegue, claro, se dedicando”, diz o especialista.
Outro fator que ajudará o adolescente a conseguir emprego é ele saber cuidar também dos seus relacionamentos virtuais. Fernando Costa garante que as redes sociais fala muito a respeito do estilo de vida da pessoa.
“Ele deve aproveitar a tecnologia, a mídia, as ferramentas que não existiam em décadas anteriores, a favor dele. Utilizar o Facebook especificamente como algo positivo”, orienta.
Além disso, a busca do primeiro emprego deve ser encarada com muita seriedade. Segundo o especialista a dedicação do jovem tem que ser vista com determinação, principalmente por causa da realidade competitiva.
“Ele precisa estar conectado, buscando conhecimento e procurar sempre se qualificar através de cursos. Ter a certeza de que será um bom profissional ajuda na contratação”, lembra o especialista.

“A competição é grande, mas falta compromisso”

A psicóloga Suellien Silva, que trabalha como analista de Recursos Humanos há mais de seis anos, entrevista com frequência jovens e adolescentes. Ela afirma que a dificuldade de encontrar um posto de trabalho não está diretamente relacionada com a falta de vagas de emprego.
“O mercado de trabalho é muito competitivo e para quem está iniciando a carreira profissional e não tem experiência é um pouco mais complicado, mas há duas vertentes a serem analisadas. Me deparo com dois lados dessa história do desemprego: o primeiro é a competitividade; o outro é a falta de compromisso do jovem, pois muitos sequer comparecem às entrevistas agendadas”, relata.
Suellien Silva ressalta que a imagem do candidato precisa ser verdadeira e estimulante, já que não haverá referências de empregos que tenha exercido.
“Quando o adolescente está em um processo seletivo, como não poderá ser analisado pelas experiências de trabalho, ele é observado pelo comportamento. A sinceridade na hora da entrevista é essencial; essa é uma das maiores análises feitas por quem está entrevistando”, frisa a psicóloga.
Nos processos seletivos, a desenvoltura do jovem ao falar em público é umas das dificuldades que ele encontra ao participar de recrutamento em equipe. A psicóloga dá algumas dicas que favorecerão quem está em busca do primeiro emprego.
“Alerta de ouro: demostrar esforço é primordial. O jovem pode pegar um espelho e fazer exercícios de perguntas e respostas para si mesmo, assim estará mais bem preparado na hora em que for entrevistado. O aprimoramento nos diálogos e ralações com outras pessoas, garanto que ajudará e muito no desempate para a contratação”, orienta a psicóloga.

 

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