Iris defende tarifa única no transporte coletivo

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Prefeito se reuniu com vereadores e sugeriu alternativas para melhorar a qualidade do transporte coletivo que serão incluídas no pré-relatório da CEI

Prefeito sugeriu alternativas para melhorar a qualidade do serviço na Capital que serão incluídas no pré-relatório da CEI dos Transportes

Previsto para esta semana, a divulgação do pré-relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Transporte Coletivo, instalada na Câmara Municipal de Goiânia em março segue em busca de consenso entre poderes Legislativo, Executivo e empresários. A principal sugestão dos vereadores deverá ser a criação de um fundo para financiar as gratuidades e meias entradas nos coletivos da capital.
O documento deve condicionar o congelamento do valor atual de R$ 3,70 e a não implantação de tarifas em razão da distância percorrida, a criação de um fundo, que deverá ser formado pela contribuição do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) e parte da arrecadação da regulamentação de aplicativos de transporte individual, Parquímetro, ambos articulados na Câmara Municipal com a Prefeitura de Goiânia.
Relator da Comissão, o vereador Anselmo Pereira (PSDB) adiantou que várias mudanças serão propostas para melhorar a qualidade do transporte coletivo.
“Buscamos apurar os fatos relativos ao transporte coletivo da capital: péssima qualidade dos serviços; quantidade de veículos incompatível com a demanda da população usuária; negligência com a assistência aos usuários nos terminais”, destacou.
O relatório final será apresentado no próximo dia 30 e trará posicionamentos sobre mudanças que devem, de fato, ocorrer. Em seguida, uma cópia do documento será encaminhada para o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). Além disso, uma Comissão Permanente para discutir o assunto será criada até o fim da atual legislatura.
A proposta de várias tarifas, entretanto, é questionada pelo prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), que teme que a população que mora na periferia da cidade seja prejudicada.
“Temos que buscar subsídios para melhorar o sistema ao invés de penalizarmos o trabalhador que tem que sair de sua casa e mora longe do trabalho”, comenta.
Alguns parlamentares sugerem que a tarifa passe a ser cobrada de acordo com a distância percorrida pelos usuários do transporte coletivo.
“Quem anda mais, tem que pagar mais”, destaca o vereador Romário Policarpo em referência ao usuário que utiliza o ônibus para grandes distâncias.
Contudo, ele acredita que com a criação de financiamentos públicos, a tarifa possa ser mantida no mesmo valor e até ser cobrada de forma universal.
“Moradores de outros municípios pagam a mesma tarifa, ou seja, Goiânia acaba pagando por outras cidades”, comenta.
Para o presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Andrey Azeredo (PMDB), qualquer mudança no sistema precisa de serenidade sob risco de piorar o que já está ruim.
“Quero analisar o relatório, mas entendo que uma das grandes conquistas e benefícios à população são devido ao sistema funcionar de forma integrada. É inviável economicamente linhas que não são pensadas com integração e com preços diferenciados. Talvez exceções em algumas áreas mais adensadas da cidade”, ressalta.
O vereador Anselmo Pereira (PSDB) quer justamente isso, fundos com recursos para manutenção da tarifa dos ônibus cobradas pelas empresas.
“O governador Marconi Perillo, a exemplo do que foi proposto por Iris, também quer destinar recursos do Detran para subsidiar as passagem do transporte coletivo”, afirma.

Resultados
Criada em março para apurar os fatos relativos ao transporte coletivo da capital para melhorar a qualidade dos serviços, a CEI tem como finalidade observar se a quantidade de veículos seria incompatível com a demanda da população usuária, se o número de viagens realizadas é suficiente e se haveria algum tipo de negligência com a assistência aos usuários nos terminais, entre outros pontos.
Durante o período de realização da CEI, os vereadores utilizaram os ônibus, visitaram terminais e empresas, ouviram os usuários, empresários e responsáveis pelo sistema de transporte da capital e região metropolitana, assim como também fizeram diligências a outras cidades, para levantar projetos que poderiam ser implantados na região metropolitana.

Prefeito discute melhorias com os vereadores

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, se reuniu na última semana com os vereadores que integram a Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Transporte Coletivo e com a promotora de Justiça Leila Maria Oliveira para discutir questões relacionadas ao tema em Goiânia. O encontro ocorreu no Palácio das Campinas Venerando de Freitas Borges (Paço Municipal). Na ocasião, o prefeito sugeriu alternativas para melhorar a qualidade do serviço na Capital.
“Precisamos tratar o assunto a quatro mãos. A partir das discussões serão apresentadas soluções para resolver as questões relacionadas ao transporte urbano de Goiânia. Precisamos aumentar, por exemplo, o número de ônibus, abrir novas linhas e promover obras de infraestrutura que vão auxiliar no fluxo dos veículos”, afirmou Iris Rezende.
Segundo o vereador Clécio Alves, que preside a Comissão, após o encerramento da CEI, uma Comissão Permanente será criada para discutir o assunto e implantar as mudanças necessárias até o fim da legislatura.
“Em pouco tempo veremos o resultado da Comissão e das discussões realizadas. Tenho certeza absoluta que as alterações em prol da melhoria do transporte público serão promovidas na gestão de Iris Rezende”, disse.
Ainda de acordo com Clécio Alves, é unanimidade entre os vereadores, o prefeito e representantes do Ministério Público que medidas governamentais que promovam a melhoria da qualidade dos serviços sejam implantadas em Goiânia.
“Para isso, estamos sugerindo a criação de um Fundo do Transporte para subsidiar a tarifa. Diante desse contexto, devemos compreender que a melhoria desse serviço é fator fundamental para o desenvolvimento econômico e social da Capital”, completou.

 

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