Sinônimo de relaxamento e descanso, a rede de balanço faz parte do cotidiano da cultura brasileira há centenas de anos. Registros históricos datam a utilização do objeto doméstico pelas comunidades tradicionais antes mesmo da colonização portuguesa e espanhola em toda a América do Sul. Sabendo disso e contando com um pequeno pedaço de tecido, uma técnica inovadora difundida em todo o País está sendo implementada no cuidado de bebês prematuros internados na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) neonatal no Hospital Dona Regina, em Palmas.

Confeccionada e adaptada pela equipe de enfermagem do Hospital, a redinha como é conhecida na unidade hospitalar é utilizada na incubadora e promove um maior relaxamento dos bebês, uma vez que a curvatura das redes se aproxima do aconchego do útero materno.
Segundo a coordenadora de enfermagem da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal convencional do Hospital Dona Regina, em Palmas, a enfermeira Edvani Cristina Vilhena Santos, apesar de simples, a técnica de cuidados promove a melhoria do quadro clínico dos recém-nascidos porque ela acalma os pequeninos, comumente agitados devido os métodos invasivos de procedimentos médicos e os barulhos causados pelos equipamentos da UCI. “Os bebês ficam mais calmos, se recuperam mais rápido e o estado emocional das mães melhora. Estando mais tranquilas, aumenta a produção de leite, promovendo assim um maior ganho de peso nos bebês”, afirmou.
Recuperação
Com pouco mais de um mês de vida, o pequeno Natan Henrique, nascido em Araguaína, no norte do Estado, passou por complicações após o parto, o que obrigou a internação na Capital. Para Marcele Cristine Rodrigues, mãe do pequeno, a recuperação do seu filho foi acelerada após a utilização da técnica da rede na incubadora. “Achei interessante. Quando colocava na rede, percebia que meu filho ficava mais tranquilo e eu também ficava mais tranquila. Ele, agora, está ficando forte, tem quase 5 kg e isso me deixa muito feliz”, afirmou.
Quem também aprovou a técnica foi a adolescente Edilene Nascimento dos Santos, que é mãe de primeira viagem. Segundo ela, que também acompanhou o procedimento em seu bebê, a técnica está aprovada. “Tudo o que puder ser feito para melhorar a saúde do meu filho a gente acompanha com muita felicidade”, afirmou.
Humanização
Contando com 20 incubadoras e berços, atualmente, a técnica da redinha está sendo utilizada em quatro bebês no Dona Regina. De acordo com a equipe de profissionais do hospital, a técnica, além de acalmar os recém-nascidos, também promove uma reorganização da postura física, melhora o equilíbrio e garante um restabelecimento mais célere dos prematuros internados na unidade hospitalar. (DO PORTAL AGORA-TO)

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