Simulado prepara socorristas para atender grandes incidentes com múltiplas vítimas

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Uma tragédia foi registrada na estrada que dá acesso ao povoado do Senhor do Bonfim há 24 Km de Natividade. Dois carros com cinco pessoas no total colidiram atingindo mais 25 romeiros. O cenário devastador mobilizou uma força tarefa envolvendo equipes de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e das Unidades de Pronto Atendimento Norte e Sul (Upas), Bombeiros Militares, Polícia Militar, Infraero, Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer) e agentes de trânsito. Três pessoas morreram no local, dez foram levadas para o Hospital de Geral de Palmas, e as demais conduzidas para hospitais particulares ou Upas.

Mas tudo não passou de uma simulação de incidente com múltiplas vítimas, realizada no pátio do Quartel do Comando Geral da PM, encerrando a programação da I Jornada de Preparação de Socorristas, uma realização da Secretaria Municipal de Saúde através do Núcleo de Educação em Urgências (NEU). “Durante os três dias lidamos com temas que a gente atende no nosso dia a dia. E nesse último nós atendemos um acidente com múltiplas vítimas com a possibilidade de treinar toda essa equipe para que no dia em que acontecer isso, todos os atores envolvidos estejam preparados. Temos um tempo para atendimento a todas essas vítimas e tivemos êxito na execução de todo o simulado”, ressaltou o médico socorrista do SAMU, Estevam Rivello.
Rivello ressalta ainda que o cenário fictício era a Romaria do Senhor do Bonfim, mas a situação pode muito bem ser aplicada a um desabamento de um prédio, queda de uma arquibancada em um grande evento, um incidente com flutuante no lago. “Para essa modalidade a gente atende o start (simples triagem e regulação) e nesta disposição divide os pacientes pela classificação vermelha ou seja, pacientes que são deslocadas primeiro, no tempo máximo de 15 minutos, amarela  com deslocamento em até 30 minutos e verdes que não tem risco iminente de morte. O deslocamento de helicóptero foi do paciente mais grave, pois estava preso às ferragens e já saiu entubado e precisava de centro cirúrgico imediato”, complementa.
O médico de saúde da família Renan Nunes que também atua na Upa Norte e no Pronto Socorro do HGP nunca presenciou cenas como essa, mas acredita que a simulação traz a preparação necessária caso ocorra. “Foi a primeira vez que participei de uma simulação como essa e essa jornada foi muito importante não só para quem atua na emergência, mas para todas as outras áreas que estavam aqui, para a gente estar articulado quando vier acontecer catástrofes ou tragédias como essa”, afirmou. (DO PORTAL AGORA-TO)

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