A escola deve acolher a todos

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O atendimento pleno a todos que procuram educação básica no Brasil é um grande desafio para gestores, educadores, governantes e a sociedade como um todo. Superar a era da segregação e atender os “diferentes” com qualidade é uma meta que o país precisa atingir rapidamente. O tema é assunto de reportagem do caderno Escola, nesta edição da Tribuna do Planalto, que aborda como anda em Goiânia a política de inclusão de estudantes na rede municipal.
Coincidentemente, o governo de Goiás, por meio da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (Seduce), divulga que a rede estadual de ensino atende atualmente cerca de 17 mil alunos portadores de algum tipo de deficiência ou com necessidades especiais como dificuldade de aprendizagem ou altas habilidades, os considerados superdotados.
São alunos com deficiência física, visual, auditiva e intelectual – autismo, Síndrome de Down, entre outros – além de altas habilidades e dificuldades de aprendizagem, a exemplo da dislexia e do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
A Seduce conta com uma rede de cerca de 3,5 mil profissionais especializados dedicados a dar o suporte necessário nas escolas para o acompanhamento pedagógico dessas crianças e adolescentes. São professores de apoio, professores de Atendimento Educacional Especializado – que realizam atendimento individualizado dos estudantes no período do contraturno, intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) – que “traduzem” o conteúdo para os alunos surdos, além do apoio administrativo de higienização. Esses são cuidadores, que ficam responsáveis a auxiliar os alunos com deficiência física na hora de ir ao banheiro e de se alimentar, por exemplo.
Também compõem essa mesma rede, equipes multiprofissionais formadas por psicólogos, fonoaudiólogos e assistentes sociais. Eles entram em cena para ajudar com problemas de memória, linguagem e de capacidade cognitiva. As equipes são volantes e percorrem as escolas para conseguir atender as necessidades.
De acordo com a Seduce, até o ano de 1999, essas crianças e adolescentes não eram assistidos ou eram matriculados em unidades específicas para eles, ficando isolados dos demais. Mas o Estado de Goiás se antecipou à Política Nacional de Educação Especial na perspectiva de inclusão, estabelecida pelo Ministério da Educação em 2004. A partir de 1999, começou o encaminhamento de crianças e adolescentes com deficiência para escolas comuns, entendendo que, apesar do limite, eles têm capacidade de aprendizado. A ordem hoje é, surgindo a demanda, a escola precisa abrir a vaga para matrícula do aluno portador de deficiência.
A política de inclusão de todos na educação básica deve ser aplaudida, consolidada e ampliada, pois segue as orientações dos mais modernos estudos sobre o assunto.

Manoel Messias Rodrigues – Editor Executivo

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