Tocantins poderá ter filial da multinacional japonesa Mayekawa

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Uma das líderes mundiais de tecnologia em refrigeração industrial, a multinacional Mayekawa, do grupo Mykon, com sede em Tóquio, deverá ter uma filial no Tocantins dentro de dois ou três anos. O investimento visa, sobretudo, o mercado dos estados do Centro-Norte. Os entendimentos nesse sentido já estão bastante adiantados e o interesse foi confirmado pelo presidente mundial da empresa, Shin Maekawa, que abriu um horário na sua agenda para conhecer o governador Marcelo Miranda.

O empresário reafirmou o interesse do grupo de se instalar no Tocantins, e também apoiar o esforço do governo estadual em promover a industrialização do Estado. deverá se reunir com o governador em Palmas, em sua próxima viagem ao Brasil.
Shin Maekawa foi encontro ao encontro de Marcelo Miranda durante o seminário de apresentação das potencialidades de negócios do Tocantins, em Tóquio. O Governador lidera a comitiva que realiza a prospecção de investimentos por parte de empresas japonesas no Tocantins, sobretudo na verticalização da produção.
A Mayekawa deverá ser uma das primeiras empresas a se instalar no Estado, sob a perspectiva da Parceria Público Privada (PPP). Os entendimentos nesse sentido estão sob a coordenação do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura, Alexandro Castro. O negócio deverá ser apoiado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), que criou um novo portfólio de investimentos que contempla o financiamento direto a empresas japonesas que queiram se instalar no Brasil.
Mayekawa no Brasil
Com sede em Arujá (SP) e 14 filiais espalhadas pelo Brasil, a Mayekawa atua há 50 anos no mercado brasileiro de compressores industriais, atendendo sobretudo a indústria de alimentos. É fornecedora da indústria frigorífica, tendo como um de seus clientes a Cooperativa dos Produtores de Carnes e Derivados de Gurupi (Cooperfrigu), com sede em Gurupi. Um dos dirigentes da unidade frigorífica, Oswaldo Stival Júnior, também vice-presidente da Fieto, integra a comitiva tocantinense na missão ao Japão.
No Brasil, a empresa possui 300 funcionários, sendo que 50%  deles são dedicados à assistência técnica, conforme explicou o diretor-geral da Mayekawa no Brasil, Koichi Kataoka, que fez uma apresentação durante o seminário, ocasião que apresentou um equipamento todo robotizado de desossa de coxa de frango e pernil de porco. A máquina evita o contato humano com o alimento, garantindo mais segurança sanitária na sua manipulação. O mercado japonês é um dos mais exigentes do mundo em relação à segurança dos produtos que consome, tanto que o país ainda não compra carne bovina in natura do Brasil, somente industrializada, embora já compre frango.
Kataoka considera que o Brasil vai continuar exportando matéria-prima, mas ele acredita na possibilidade de atendimentos de nichos específicos dispostos a comprar produtos mais elaborados. Uma das apostas da empresa está na verticalização da produção no Tocantins. (DO PORTAL AGORA-TO)

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