Prefeito Carlos Amastha ressalta ações da gestão para combater preconceito

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Sob a força rítmica dos tambores do grupo Tribo Arte Capoeira e com a presença do prefeito Carlos Amastha e da primeira-dama Glô Amastha, a abertura da III Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Palmas, no auditório da Universidade Católica do Tocantins, foi marcada pelas discussões sobre reconhecimento, garantia de justiça e desenvolvimento, envolvendo as comunidades afrodescendentes e indígenas e demais segmentos étnico-raciais presentes em Palmas. A discriminação múltipla ou agravada desses povos também foi objeto de debates.

O prefeito falou das ações já desenvolvidas pela Prefeitura de Palmas de valorização dos diversos povos presentes na história da Capital desde a sua fundação. “Palmas é fruto de uma maravilhosa mistura de povos. Temos que usar toda a nossa potencialidade para acabar com preconceitos, seja de classe, religião ou classe social; temos que extirpar desde o começo estes vícios do comportamento humano. Temos que respeitar a todos os seres humanos e fazer as políticas públicas desde o começo de forma inclusiva, da maneira correta”, destacou Amastha.
O prefeito ressaltou também a realização dos primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas em 2015, em Palmas, e a recente inauguração do Parque dos Povos Indígenas. “É uma forma de valorizar e de dar visibilidade para estes povos. E todos os palmenses se emocionaram, abraçaram seus povos originários e aplaudiram de pé suas manifestações e sua cultura”, lembrou.
Já o superintendente de Igualdade Racial, Nélio Lopes, destacou ações municipais como “a criação do Conselho e do Fundo Municipal de Promoção da Igualdade Racial no dia 20 de junho de 2017, implantação do Projeto Papo Afro nas escolas municipais, promoção da equidade racial com uso de indicadores que visem à promoção da igualdade de oportunidade e valorização da diversidade racial. Todas essas ações têm refletido no empoderamento e valorização de diversos segmentos étnico-raciais”, explicou.
Cidadania, respeito e paz
A representante índigena Vanessa Xerente falou do grande número de índios que estudam e moram em Palmas, além dos que circulam pela Capital e que vivenciam situações de invisibilidade social e preconceito. “Estes jovens estão aqui, na cidade, para se capacitar em busca de um futuro melhor para seu povo, sua família. Peço que o Município olhe por cada índio que se dirige a Palmas, em seu dia a dia, seja nas feiras onde comercializam seus artesanatos, seja nos postos de saúde. Essas pessoas precisam ser tratadas com cidadania e respeito.”
Durante a abertura, a representante da Federação de Casas de Culto de Matriz Afro Brasileira do Tocantins, Mãe Roberta, afirmou que o grupo deseja apenas paz e respeito. “Não aceitaremos mais a condição de vítimas, nem nos esconderemos. Não aceitamos ser diminuídos pela nossa escolha, pela nossa cor, queremos ocupar os espaços que temos por direito como cidadãos brasileiros, amparados pela Constituição Federal. Tudo se resume a uma palavra – respeito.”

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