Obesidade dificulta gravidez e aumenta riscos de aborto, diz pesquisa

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O impacto da obesidade nos resultados dos tratamentos fertilização in vitro foi o tema do estudo, realizado em Brasília, com pacientes de 34 a 37 anos, que se submeteram a ciclos de fertilização de janeiro de 2014 a dezembro de 2016. No total, o estudo envolveu 567 ciclos de fertilização in vitro. O objetivo foi avaliar a influência do Índice de Massa Corpórea (IMC) nos resultados desse tipo de tratamento. O estudo constatou que há uma diminuição progressiva nas taxas de gestação e um aumento progressivo nas taxas de aborto de acordo com o aumento do IMC.

A pesquisa, realizada pelos ginecologistas e especialistas em Reprodução Humana, Vinicius Medina Lopes, Jean Pierre Barguil Brasileiro e Natália Zavattiero, do Instituto Verhum, concluiu que a possibilidade de engravidar diminui quando a mulher sofre de obesidade e, se ela consegue engravidar, as chances de uma aborto aumentam.

“A obesidade causa irregularidade nos ciclos menstruais, diminuição de ciclos ovulatórios e compromete a capacidade reprodutiva. Por isso, a mulher que deseja ter filhos e está acima do peso deve buscar orientação médica e nutricional antes de iniciar o tratamento”, esclarece o médico Jean Pierre Barguil Brasileiro, diretor do Instituto Verhum e também responsável pela pesquisa.

“Mais da metade da população brasileira, que reside nas capitais, está acima do peso e essa realidade tem contribuído para reduzir a taxa de fecundidade no país”, afirma o médico Vinicius Medina Lopes.

Dados do Estudo

No estudo, as mulheres com peso normal que se submeteram ao tratamento de fertilização apresentaram uma taxa de gravidez de 54,8%.  Esse índice entre as mulheres com sobrepeso ficou em 45,9%. Já as mulheres obesas tiveram apenas 40,9%  de taxa de gravidez nos ciclos de fertilização in vitro realizados.

Nas mulheres com peso normal, as taxas de aborto espontâneo ficaram em torno de 13,8%. Dentre as mulheres com sobrepeso, o índice ficou em 17,8%. Já nas pacientes obesas, essas taxas foram de 66,6%.

Além de causar infertilidade, elevar as taxas de aborto e aumentar os riscos da gravidez, a obesidade pode causar complicações sérias, colocando a vida da mãe e do bebê em risco durante e após o parto. Mulheres obesas apresentam um risco muito maior de partos prematuros, hipertensão arterial, diabetes relacionada à gestação e pré-eclâmpsia. Essas mulheres também apresentam, com mais frequência, infecções de feridas cirúrgicas e complicações por conta das anestesias.

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