Histórias de Vencedores

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Por: Fabiola Rodrigues
Ao longo de quase 20 anos a Tribuna do Planalto realiza o Concurso de Redação Goiânia na Ponta do Lápis, como forma de incentivar o aprendizado dos estudantes por meio de leitura, debate e escrita. O concurso parte da ideia de que a dedicação deve ser reconhecida e premiada, provocando nos estudantes os sentimentos de conquista e superação.
Os prêmios dados (medalhas, certificados, bicicletas, notebooks, bolsas de estudos) são uma forma de reconhecer e motivar ainda mais o gosto pelos estudos. Na próxima semana, no dia 23, os premiados na fase regional serão conhecidos. A Tribuna conversou com três participantes que já foram premiados no concurso. Eles relatam a emoção de ter o esforço pessoal reconhecido.

Murilo Otto

Murilo Otto2Murilo Otto, que participou da edição de 2013 e ficou em terceiro lugar na final do Goiânia na Ponta do Lápis, lembra que a experiência foi transformadora e o impulsionou a ter maior gosto por ler e escrever.

“Apesar de não ter ficado em primeiro lugar, foi um marco muito importante na minha vida, porque pude vivenciar a experiência de superar um desafio, aprender e me destacar entre tantos outros estudantes. Até hoje guardo com muito carinho essa lembrança, para mim foi muito honroso”, diz.

Desenvolver a leitura e a escrita levou Murilo Otto a cursar Direito. Ele iniciou este ano a faculdade, mas o que aprendeu durante o concurso o fez ter a certeza que iria longe com os estudos.

“Sempre gostei muito de redação, aquela competitividade para fazer um bom texto me incentivava bastante e deu força maior ainda para seguir meus sonhos. Com certeza me deu coragem para estudar mais. Descobri que posso projetar alto e conquistar”, conta.
Murilo tem ainda hoje no quarto o certificado e a medalha recebidos quando conquistou a terceira posição da categoria D daquele ano. O celular que ele ganhou também é lembrado como uma das recompensas pela dedicação.

“Fiquei muito orgulhoso e guardei tudo com muito carinho. Aquela época ficará marcada em minha memória para sempre, foi maravilhoso. É gratificante ser reconhecido quando esforçamos por algo”, destaca o estudante.
Gabriela Callegaris

Gabriela Callegares3Vencedora, em primeiro lugar, na categoria B do ano passado, a estudante Gabriela Callegaris descreve a emoção de ter seu esforço reconhecido publicamente, dizendo que foi muito gratificante.

“Não esperava realmente chegar à segunda etapa, já que em 2015 tinha tentado, mas não conseguido, porém me empenhei ainda mais quando participei pela segunda vez. Isso me preparou também para provas de vestibulares e concursos futuros, por exemplo”, diz a estudante.

Gabriela Callegaris relata que o total apoio dos familiares e professores na jornada do concurso é um diferencial importante para alcançar os primeiros lugares.

“Com o incentivo da professora fui praticando cada vez mais a leitura e a escrita e sempre pedia o conselho dos meus pais. Essa ajuda considero essencial para minha boa colocação”, revela. Atualmente cursando o primeiro ano do Ensino Médio, a estudante conta que tudo que aprendeu durante o concurso foi importante para a nova etapa escolar.

“Percebi ainda mais a importância do concurso. Estamos estudando muito sobre produção de texto e tenho desenvoltura e facilidade para entender, por ter aprendido bastante no último ano”, relata.

Gabriela, que ganhou um notebook, afirma que o prêmio representou uma grande conquista, pois não tinha computador nem poderia comprar.
“Nem imaginava quando teria um. Ganhei em ótima hora, porque iria precisar para me dedicar mais aos estudos. Fui contemplada pelo meu esforço. É gratificante”, expressa.

Saula Yanka

Saula Yanka 3

Uma das vencedoras do concurso em 2015, Saula Yanka cursa o Ensino Médio no Instituto Federal de Goiás (IFG) e o notebook usado para seus estudos é o que havia ganhado por ter ficado em primeiro lugar da categoria B.

“O concurso foi muito importante para minha carreira acadêmica. É interessante porque ele não entrega somente premiação, dá certificado, bolsas de estudo e oportuniza conhecimento. O certificado guardo até hoje e sempre lembro com alegria o dia daquela final. O prêmio que conquistei é fundamental para minha rotina de estudos”, destaca.

Saula Yanka se lembra que naquela edição ela não teria nem se inscrito para participar do concurso se não tivesse sido desafiada pela professora.

“Por bastante insistência, ela me apresentou o tema do concurso daquele ano e foi mostrando vários materiais para eu ir lendo e depois fazer a redação. Fiz, refiz. Escrevi e reescrevi texto. Confesso, me esforcei ao máximo. Vi que podemos conquistar muitas coisas”, relata a estudante.

Com desejo de ir além, ela pretende cursar a universidade assim que terminar o segundo grau, pois mostrou-se confiante e descobriu que o ambiente escolar oportuniza diversos tipos de aprendizagem, inclusive para a vida.

“Quando a gente está neste concurso e vê a imensidão dele, da participação dos estudantes, percebemos que o Goiás na Ponta do Lápis alcança muito mais que os muros da escola”, diz.

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