PT lança Paulo Mourão ao governo

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Deputado Paulo Mourão (PT)
O deputado Paulo Mourão (PT) teve sua pré-candidatura ao governo do Estado lançada pelo PT, dia 22, na Assembleia Legislativa, em Palmas. O evento reuniu militantes do PT e representantes de outros partidos de esquerda. A reunião foi presidida pelo presidente estadual da sigla, deputado José Roberto, que abriu a solenidade dizendo que o partido vem há algum tempo debatendo a questão de candidatura própria.
Em seu discurso, Paulo Mourão disse que o Tocantins vive um momento de amadurecimento em que não deve mais errar. “Quero colocar meu nome como projeto de construção, harmonização, pacificação das forças políticas”, declarou.
Paulo Mourão defendeu um projeto de reconstrução do Tocantins. “Não podemos mais fazer de conta que vamos governar e as riquezas desse Estado sendo exauridas, sendo comprometidas”, pontuou.
Paulo Mourão lamentou que o Estado esteja pagando este ano R$ 600 milhões em juros e serviços da dívida, enquanto vai investir menos de R$ 180 milhões. “O Tocantins é o quarto estado em pobreza da região norte, em primeiro está o Acre, seguidos por Pará, Amazonas e em quarto está o Tocantins, com o quarto maior percentual de pobres que vivem com menos de meio salário mínimo por mês”, completou.
Paulo Mourão defendeu a política da territorialidade, apoio ao setor produtivo, inserindo a agricultura familiar, que prestigie também os pequenos proprietários. Ele entende que o Tocantins precisa melhorar a distribuição de suas riquezas, de forma a gerar oportunidade para todos.
O pré-candidato encerrou o discurso demonstrando confiança, reforçando o diálogo com os partidos de centro-esquerda e o respeito a todas as pré-candidaturas ao governo. “
Presidente estadual da Rede, Edmilson Júnior destacou que recebeu o convite com alegria, apesar de o partido ter uma pré-candidatura própria ao governo, a do advogado Marlon Reis. Ele destacou que tem acompanhado a trajetória política de Paulo Mourão, que o considera “um político em extinção e da mais alta estirpe”.
Por sua vez, o deputado Eli Borges, que preside o PROS teceu elogios à “competência” de Paulo Mourão nas pontuações que faz, destacando a “visão de administração propositiva” do pré-candidato. O parlamentar concordou que os sonhos do Tocantins precisam se emancipar em nível de sua gente e das instituições. “O PROS fez questão de estar neste momento, para deixar claro que eu também sou um dos interessados em discutir esse querido Tocantins”, destacou.
Por sua vez, o presidente estadual do PC do B, Nésio Fernandes qualificou de “trajetória linda” a de Paulo Mourão que com a pré-candidatura “dá um salto de qualidade”.
Encerrando as falas, o presidente do PHS e da Assembleia, deputado Mauro Carlesse, que também é pré-candidato ao governo, disse que ficou feliz em ser convidado a participar da mesa e do lançamento da pré-candidatura de Paulo Mourão ao governo do Tocantins, destacando que está pronto para discutir o Estado.
LDO aprovada não agrada o Governo

LDO aprovada na AL não agrada Governo - Foto: Benhur de Souza
LDO aprovada na AL não agrada Governo – Foto: Benhur de Souza
 
O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo ano foi aprovado na quarta-feira, 22. Relatado pelo deputado José Bonifácio (PR), o projeto concede ao Executivo a margem de 5% para o remanejamento orçamentário sem a permissão prévia da Assembleia Legislativa.
A líder do Governo na Casa, deputada Valderez Castelo Branco (PP), criticou a decisão. Para ela, a margem dificulta a ação do Executivo e engessa a administração. Já para o deputado Mauro Carlesse (PHS), o Governo deve trabalhar sobre orçamento aprovado pela Assembleia.
Outra modificação dos deputados sobre o projeto original reajusta a previsão de receita em 4,5% para 2018, já que anteriormente, o Executivo “previa crescimento zero em relação ao orçado em 2017”. Assim, o valor passa de R$ 10.188.427.000 para R$ 10.731.209.000.
A LDO também livra órgãos e poderes com orçamento próprio de limitação de empenho no caso de repasse de duodécimo, prevê o ressarcimento de despesas de atividades ambientais aos servidores do Naturatins e a aplicação da Lei de Acesso à Informação às entidades privadas que recebam recursos públicos.
Os deputados revogaram do Plano Estadual de Educação as metas de ampliação do investimento. Segundo o Governo, as metas são “incompatíveis com a realidade financeira do Estado”.

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