Redações cada vez melhores

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Professora Marly Aparecida: “Qualidade dos textos tem muito a ver com o esforço do próprio aluno” (Foto: Mônica Salvador)

Maria José Rodrigues,
Especial para a Tribuna

Ao longo de quase duas décadas, o Concurso de Redação Goiânia na Ponta do Lápis tem cumprido muito bem a sua missão de estimular o interesse dos alunos pela escrita e pela leitura e contribuindo assim para melhorar a aprendizagem e o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa.
Essa é a análise que faz a professora de Língua Portuguesa da Faculdade Sul-Americana (Fasam), Marly Aparecida de Souza, sobre as redações inscritas no concurso promovido pelo jornal Tribuna do Planalto em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Goiânia. Desde 2014 ela participa do processo de escolha dos textos e nesta 18ª edição é a presidente da Comissão de Seleção das produções.
“Tenho percebido nesse tempo uma evolução crescente dos estudantes em relação ao nível das redações. De um modo geral são produções muito boas, onde é possível perceber claramente o comprometimento do professor em orientar o aluno para que ele possa se expressar cada vez melhor”, explica Marly Aparecida.
Para ela, esse avanço de qualidade também tem muito a ver com o esforço do próprio aluno que, diante da possibilidade de ver seu texto ser premiado, se sente ainda mais estimulado a participar do concurso.
Nesta edição, segundo Marly, o que mais lhe chamou a atenção foi a criatividade das crianças e jovens, principalmente nos gêneros textuais não dissertativos, como a poesia e a paródia.
“São crianças do 4º ou 5º ano do Ensino Fundamental que já sabem diferenciar muito bem, em seu cotidiano, as variações dos gêneros literários e isso é muito importante”, observa.
Diante dessa proposta do concurso de redação, a professora elogia a comissão organizadora do Goiânia na Ponta do Lápis por ter tido a sensibilidade de não engessar o concurso apenas a textos dissertativos. Essa abertura, na opinião de Marly, estimula não só a criatividade dos alunos, mas também uma maior participação dos estudantes.
Sobre a iniciativa ousada e pioneira da Tribuna de realizar todos os anos os concursos de redação Goiânia na Ponta do Lápis e Goiás na Ponta do Lápis, a presidente da Comissão de Seleção destaca que todo e qualquer processo que fomente o interesse das pessoas pela leitura e escrita é louvável.
“E quando isso acontece por intermédio de um meio de comunicação é ainda mais positivo, pois a mídia, a escola, a sociedade e a família têm uma responsabilidade muito grande na formação do cidadão”, lembra.

Contribuição para o Enem
De acordo com o regulamento do concurso Goiânia na Ponta do Lápis, os critérios que definem as melhores redações são ortografia, concordância verbal, aspectos gramaticais, capacidade de organização do pensamento, originalidade e pertinência em relação ao tema proposto. Com isso, a proposta dos concursos de redação da Tribuna do Planalto contribui substancialmente para preparar cada vez melhor, desde cedo, os estudantes na produção de seus textos.
Lá na frente, após a conclusão do Ensino Médio, uma boa desenvoltura com a Língua Portuguesa passará a ser essencial para a conquista de uma tão sonhada vaga na faculdade ou universidade pública e mesmo na disputa por uma bolsa de estudo em instituições privadas por meio do financiamento do governo federal ou outras entidades.
No ranking nacional do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), uma boa nota na Redação é um grande diferencial. Como a nota do Enem não está diretamente ligada ao número de acertos, mas à coerência deles, o candidato que atingir nota mil na redação sai na frente em relação aos demais.
Pelos critérios do Ministério da Educação, a nota da Redação é a única que vai de zero a mil. A prova é avaliada por cinco competências, sendo que cada uma delas fica entre zero e 200 e, assim, é a soma dos cinco itens que permite ao estudante alcançar nota mil.

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