Inflação de Goiânia mantém trajetória de alta​ e alcança 1,10% em novembro

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O gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do IMB/Segplan, economista Marcelo Eurico de Sousa

Pelo terceiro mês consecutivo, a inflação de Goiânia tem trajetória de alta e chega a 1,10% em novembro, embora pouco abaixo da taxa de outubro (1,16%). Mais uma vez, os reajustes dos combustíveis (gasolina, 5,71%, etanol, 4,91% e óleo diesel 2,69%) e das tarifas de energia (17,41%) e gás de cozinha (4,62%) impactaram fortemente no índice geral.

Com esse resultado, o acumulado da inflação de Goiânia, de janeiro a novembro, subiu para 2,64% e nos últimos 12 meses para 2,78%. Os dados foram apurados pela Gerência de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do Instituto Mauro Borges (IMB) da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan).

O gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do IMB/Segplan, economista Marcelo Eurico de Sousa, chama a atenção para o fato de que a inflação deve fechar o ano em baixa, em torno de 3%, graças aos preços contidos dos alimentos, que tem grande peso nos orçamentos das famílias ricas, médias e pobres.

Contudo, ele alerta, isoladamente, os preços sobre produtos/serviços administrados pelo governo federal, como combustíveis, gás de cozinha e energia elétrica, dispararam durante todo o ano, e pesaram no bolso dos consumidores, porque não há substitutos e nem concorrência no mercado.

Além dos grupos transportes (1,52%) e habitação (4,97%), também contribuíram para a alta do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Goiânia, no mês passado, os grupos de educação (1,41%), comunicação (1,11%), alimentação (0,07%) e artigos residenciais (0,16%). Ajudaram a conter uma alta ainda maior do indicador os grupos vestuário (-0,50%), saúde e cuidados pessoais (-0,77%) e despesas pessoais (-1,03%).

No grupo alimentação, o que tem maior peso na formação do IPC de Goiânia, tiveram alta, entre outros, o óleo de soja (2,23%), a carne suína (3,87%), carne bovina (0,76%), o frango (1,81%) e o refrigerante 290 ml (4,06%). Em queda ficaram o feijão carioca (-4,82%), arroz (-0,41%), tomate (-1,22%), batata inglesa (-7,365), repolho (-11,44%), laranja pera (-6,79%). E ainda, a banana prata (-5,66%), queijo frescal (-1,01%), leite longa vida (-0,35%) e a cerveja (-1,85%).

Dos 205 produtos/serviços pesquisados mensalmente pelo IMB/Segplan, 92 apresentaram elevação, 25 ficaram estáveis e 88 tiveram variação negativa, em novembro.

Cesta básica
Embora alguns produtos alimentícios tenham subido no mês passado, o índice que mede a variação da cesta básica do trabalhador goianiense caiu 0,17% em relação a outubro. Com isso, o custo para adquirir os 12 itens da cesta ficou em R$ 298,29. Neste ano, o valor da cesta já diminuiu 12,12%.

No mês passado, o preço do pão ficou estável. Mas subiram a carne (2,45%), o açúcar (0,53%), a margarina (0,71%) e o óleo de soja (2,23%). Tiveram queda o leite (-0,35%), o feijão (-2,91%), o arroz (-0,41%), farinha/massa (-0,86%), legumes/tubérculos (-1,63%), o café (-0,14%) e as frutas (-1,87%).

Comunicação Setorial – Segplan

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