Podemos tem nova direção em Goiás

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Novo presidente, o ex-tucano Sandro Resende tem desafio de montar palanque sólido para o presidenciável Álvaro Dias

O ex-tucano Sandro Resende é o novo presidente do Podemos em Goiás. A nominata com os novos integrantes da agremiação foi encaminhada nesta sexta-feira, 8, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo Diretório Nacional. A sigla estava acéfala no Estado desde que a direção central desfiliou o então deputado federal Alexandre Baldy (sem partido), atual ministro das Cidades por indicação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

Foi justamente a adesão do parlamentar anapolino ao governo do peemedebista Michel Temer que precipitou a exclusão dele da legenda. Mas, sobre um possível trauma relacionado à saída do deputado, Sandro minimiza: “Temos uma relação cordial. O Podemos é oposição ao governo Temer, tem um projeto nacional e o deputado tem ambições diversas. É lícito e natural que siga seu caminho”.

A missão principal da nova direção do Podemos é levantar no Estado um palanque robusto para o candidato presidencial do partido, o senador paranaense Álvaro Dias, outro egresso do tucanato, segundo relata Sandro Resende. Os dois se conhecem da militância na sigla social democrata desde a época em que Sandro integrou a Executiva Nacional do PSDB, em meados da década de 1990.

O dirigente também enfatiza que o Podemos tem o desafio de eleger uma bancada qualitativa de deputados federais e estaduais em Goiás. E a montagem do palanque presidencial, bem como o sucesso nas eleições proporcionais no Estado, levanta a questão sobre política de alianças regionais da sigla. “No plano regional estaremos com quem estiver sintonizado com este projeto. Portanto, nossa propriedade de alianças será para quem apoie Álvaro Dias para Presidente”, diz Sandro Resende

A declaração indica que, diferente do que poderiam sugerir suas origens, dificilmente a aliança governista agregará o Podemos, já que o PSDB, partido do governador Marconi Perillo e do vice e virtual candidato a governador, José Eliton, tem nome certo para o Planalto, o governador paulista Geraldo Alckmin. “O Podemos não é uma sigla acessória; é um partido de causas, como tem sido a demanda da sociedade. Será um partido que defenderá as bandeiras da sociedade organizada”, discursa.

Segundo Sandro Resende, o Podemos foi inspirado em experiências nacionais e internacionais de democracia direta, como o homônimo na Espanha e o Em Marcha, que elegeu o fenômeno Emmanoel Marcon na França.

A estratégia de atuação do partido no Estado, segundo o novo presidente, será a de buscar o diálogo com todas entidades patronais e de trabalhadores. “Isso não significa restringir, evidentemente, o diálogo com todas as forças políticas e produtivas do nosso Estado”, encerra.

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