Professores da UFG ameaçam não iniciar as aulas se a insalubridade for reduzida

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Professores e servidores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFG ameaçam não iniciar o semestre letivo por conta da redução da insalubridade de 20% para 10%. Em reunião com o Adufg Sindicato nesta quinta-feira, 24, mais de 40 docentes relataram as preocupações com as condições de trabalho e a indignação com a portaria da universidade que reduziu a insalubridade, sem sequer aviso prévio.

A portaria foi baixada em 27/12/2017 e contraria a decisão do Consuni – órgão máximo da universidade -, que já havia aprovado por unanimidade o Relatório da comissão formada naquele órgão máximo para encaminhar propostas relativas à insalubridade (acesse AQUI).

De acordo com os docentes, atualmente três servidores laboratório de anatomia estão em tratamento de câncer e três morreram nos últimos três anos como reflexo do trabalho desempenhado. Além disso, os servidores afirmam que se sentiram enganados pela UFG após assinarem um documento que garantia o uso de equipamentos de segurança, como EPIs. Tais acessórios não foram entregues aos profissionais e a universidade utilizou este documento assinado por todos como argumento para baixar a portaria.

“O sindicato está agindo juridicamente e politicamente para resolver a situação do ICB com a máxima urgência”, afirma o presidente do Adufg, Flávio Alves da Silva. O sindicato já encaminhou no dia 24 ofício ao reitor Edward Madureira exigindo a revogação imediata da portaria como um dos primeiros atos de sua terceira gestão. Além disso, exige o cumprimento pelo Departamento de Pessoal da UFG do que foi amplamente discutido no Consuni, bem como a reparação do equívoco da decisão tomada pela gestão anterior que cortou a insalubridade dos docentes do ICB e da Regional Jataí, que tiveram tais modificações realizadas em momentos anteriores.

O Adufg solicitou também uma audiência com o reitor com pauta única para tratar do assunto. No dia 01 de fevereiro o sindicato vai tratar com prof. Edward diversos outros assuntos relativos a categoria. O sindicato cobra, em nome dos docentes, os compromissos firmados pela chapa do reitor Edward Madureira, onde foi garantida a “normalização da concessão de insalubridade pela implementação de ações mais ágeis e que a lei seja cumprida” (acesse AQUI a resposta da chapa ao sindicato).

Leia AQUI o ofício encaminhado à reitoria.

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