Artigo | Dualidade da internet e a interface com a educação

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marcelo costaMarcelo Costa

Nós vivemos em um mundo no qual é inegável a crise de paradigmas. Os paradigmas modernos, que respondiam as principais perguntas das pessoas e que definiam a vida de cada um dos seres humanos desse planeta, desaparecem com o advento da Pós-modernidade. O que nós experimentamos é um século com grandes novidades, principalmente tecnológicas. Nunca se viu tanto avanço científico e tecnológico em tão pouco tempo.

A internet, por sua vez, tinha como objetivo inicial dar vazão a questões científicas. Logo sem seguida, como proteção contra ataques militares e depois acabou contribuindo de forma definitiva para que houvesse o processo de globalização no mundo. Produtos que só poderiam chegar até um outro continente depois de muito tempo, para que as pessoas pudessem pensar inventivamente, deixaram de acontecer.

É importante lembrar que esse mesmo movimento aproximou muito os seres humanos. Pessoas que viviam separadas do outro lado do continente mandando cartas por navios puderam, de forma muito rápida e prática, comunicarem-se dia a dia. Então, essa dualidade é presente na relação que existe entre a internet, tecnologia e humanos.

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Esse mesmo efeito benéfico tem um outro lado que temos que tomar muito cuidado, principalmente no que diz respeito à educação. A mesma internet que une as pessoas têm afastado as mesmas, porque também garante a exacerbação da individualidade.

Aquilo que eu tinha que negociar com o outro em uma construção de diálogo e relacionamento deixa de existir pela facilidade que temos de relacionamentos virtuais. Nas famílias, principalmente, isso é sentido de uma forma muito drástica. Elas deixam de se comunicar para estarem em contato com notícias que são externas ao seu ambiente familiar.

Outra coisa importante que muda a relação entre as pessoas é a quantidade e o tipo de informação da internet. Saímos de um mundo onde as informações eram aprofundadas para um momento onde sabe-se uma grande variedade de notícias disponíveis, mas sempre de forma superficial e rápida.

Fazer um concurso de redação sobre este tema é interessante. Resgata a possibilidade das pessoas utilizarem o conhecimento para fins aplicados, de forma prática para que a criança e o adolescente saiba o motivo pelo qual está fazendo isso. Saber que a redação será premiada, que o conteúdo que escreveu será divulgado para as pessoas e que isso virará informação, contribui de forma positiva e incentiva a participação do aluno. Ele produz o que será acessado, mas terá que imergir no tema e refletir sobre o assunto. As crianças precisam pensar mais sobre os grandes assuntos que envolvem a humanidade, o homem tem que assumir o seu papel de que ele programa e determina as ações, as regras e as diretrizes nas quais todas as tecnologias acontecerão.

E nós, enquanto professores, educadores, jornalistas, pessoas que promovem o concurso, de forma geral, influenciamos positivamente, somos responsáveis por temas e discussões relevantes, e contribuirmos com a formação das crianças. Educação excede as salas de aula e, se pensamos em educação de qualidade, para formação de cidadania, temos que colocar em pauta temas importantes e promover concursos e ações nas quais as crianças possam opinar e formar suas personalidades de forma crítica para a formação dos cidadãos que queremos para Goiânia no futuro.

É importante destacar que a parceria da SME com o jornal Tribuna do Planalto é histórica. Vários temas já foram discutidos nesses anos em conjunto e com a aprovação dos educadores. Com isso, temos usufruído de momentos nos quais podemos educar os alunos de forma mais diversificada e criativa. Acreditamos que o jornal Tribuna do Planalto trabalha com a filosofia de que a educação é importante para Goiânia.

Marcelo Costa é secretário de Educação e Esporte de Goiânia

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