Descobridora de talentos

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A mestre e os alunos, Sarah e Guilherme: premiados

Professora se destaca por ter dois de seus orientandos premiados na etapa final da 18ª edição do Concurso de Redação realizado pela Tribuna do Planalto

Maria José Rodrigues

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Pela primeira vez na história do Concurso de Redação Goiânia na Ponta do Lápis, realizado há 18 anos pela Tribuna do Planalto, uma professora se destaca por ser a orientadora de dois alunos, de escolas distintas, selecionados para as etapas semifinal e final do certame. Ela se chama Rosiane Martins Braga Medrado, tem 32 anos, é licenciada em Letras pela Universidade Federal de Goiás e no ano passado entrava na sala de aula para lecionar Redação e Gramática nos colégios Degraus e Kerygma. Foi por essas duas instituições, respectivamente, que Guilherme Medrado Borges Rodrigues e Sarah Rosa Santos de Oliveira se classificaram na 18ª edição do Goiânia na Ponta do Lápis.

Sara ficou em terceiro lugar na Categoria E (Ensino Médio) e Guilherme, aluno do 7º ano do Ensino Fundamental, alcançou o primeiro lugar na categoria D. Na semifinal, como prêmio, ele ganhou uma bicicleta. E na final, por ter conquistado o primeiro lugar, recebeu um computador.

Rosiane é professora no Colégio Degraus há três anos e até o ano passado era responsável pelas aulas de Redação, mas, a partir deste ano, assume a parte de Gramática. Por dois anos, ela lecionou a mesma disciplina no Colégio Kerygma, instituição da qual se afastou no final de 2017. E, a partir do primeiro semestre deste ano, a educadora passou a integrar a equipe do Educandário Vila Boa, na área de Literatura.

Ser destaque no concurso de redação da Tribuna do Planalto não chega a ser novidade para Rosiane. Em 2016, quando lecionava Redação no Degraus, ela teve a grata satisfação de ver uma de suas alunas – Amanda Junqueira de Melo Lima – chegar ao primeiro lugar na fase final do Goiás na Ponta do Lápis, na categoria D.

A professora conta que ficou conhecendo a iniciativa pedagógica da Tribuna do Planalto há cerca de seis anos, quando trabalhou em uma escola que sempre participava do Goiás na Ponta do Lápis, outro concurso promovido pelo jornal, mas com uma abrangência muito maior: cerca de 800 mil alunos das redes pública – municipal e estadual – e privada em todo o Estado.

Ela revela que, na época, como professora de Literatura e Redação das turmas de 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, resolveu participar sem muita pretensão de bons resultados. Entretanto, na semifinal do concurso, foi surpreendida com a notícia de que entre os 10 selecionados estavam três de seus alunos.

“Era um concurso de nível estadual, com milhares de participantes e por isso achei que não teríamos muitas chances. Mas quando vi o resultado, passei a ver o projeto de uma forma diferente. Me senti mais motivada a trabalhar o desenvolvimento da escrita em sala de aula para que eles pudessem participar”, relembra.

Estratégias

Questionada sobre quais estratégias utiliza para despertar o interesse dos alunos pelo concurso de redação, Rosiane diz que a principal é aproximar, ao máximo, o tema proposto da realidade dos estudantes.

“Tento mostrar que o assunto em questão está presente na vida deles e que, por isso, eles têm instrumentos para pensar sobre aquilo, agir sobre aquilo… que existe neles um poder de mudança”, explica.

Professora Rosiane Martins: um dos segredos é aproximar o aluno do tema do concurso
Professora Rosiane Martins: um dos segredos é aproximar o aluno do tema do concurso

Dedicação mesmo durante recesso

A educadora reconhece a importância dos concursos de redação e elogia a iniciativa da Tribuna em estimular o gosto pela leitura e pela escrita entre os alunos por meio desses dois grandes projetos, que são o Goiânia na Ponta do Lápis e o Goiás na Ponta do Lápis. Para ela, além de uma atitude nobre, é de extrema valia esse investimento da empresa na área de educação, pois serve de motivação para que as crianças e jovens se tornem, no futuro, profissionais capazes de elaborar bons textos e se comunicar com mais propriedade tanto na área profissional quanto pessoal.

A experiência de ter visto de perto o sucesso de seus alunos nos concursos de redação Goiás na Ponta do Lápis e Goiânia na Ponta do Lápis transformou a vida da professora Rosiane. Tanto que, mesmo durante o recesso escolar, ela dedicou parte de seu tempo para pensar em como trabalhar os temas em sala de aula de forma a alcançar resultados ainda melhores.

“Pensei em desenvolver um gênero mais narrativo mais lírico, com foco no concurso e nas demais produções escritas”, diz.

ª Em 2018, a professora conta que uma de suas metas é trabalhar projetos de encantamento pela leitura e de autoconhecimento por meio da literatura nas duas instituições onde está lecionando atualmente: Colégio Degraus e Educandário Vila Boa.

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