Amma discute utilização de mão de obra de detentos

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Foto divulgação

O presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Gilberto Marques Neto, e o promotor de Justiça Marcelo Celestino vêm tendo reuniões para discutir projeto que busca a utilização de presos do regime semiaberto para trabalharem em manutenção de parques e jardins públicos de Goiânia. Nesta quinta-feira, 15, Gilberto Neto foi ao sistema industrial da Penitenciária Odenir Guimarães, onde se encontrou com o promotor Marcelo Celestino e os superintendentes Willian Paulo Costa e Jonathan Marques da Silva, respectivamente das superintendências de Reintegração Social e Cidadania e de Segurança Penitenciária.

Respondendo à indagação do presidente da Amma sobre o critério de escolha dos presos para atuarem nos parques e jardins públicos, o promotor ressaltou que o projeto vai envolver, a princípio, 100 presos, os quais serão escolhidos criteriosamente pela direção do presídio, inclusive com avaliação de psicólogos. O promotor destacou que o respectivo projeto representa uma oportunidade de ressocialização ao preso do regime semiaberto, que já pode sair para trabalhar. Citou também a possibilidade desse preso ter uma profissão ao término do cumprimento de sua pena.

Gilberto Neto, ao falar da importância social do projeto no âmbito da ressocialização, isso quando ele estava conhecendo o setor de confecção do sistema industrial, se valeu de uma frase de Chico Xavier que estava num quadro dentro do prédio. A frase – “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”-, segundo ele, está relacionada ao objetivo do projeto, que permitirá que o preso interessado em participar do projeto “possa começar a fazer um novo fim’ para sua vida”.

Além desse trabalho dos presos nos parques, o presidente da Amma quer buscar também uma parceria com o setor industrial da Penitenciária Odenir Guimarães para que, na própria penitenciária, sejam produzidos uniformes para funcionários municipais, produção de mudas de árvores do Cerrado, pisos drenantes para permitir retorno da água da chuva ao lençol freático, como também blocos de concreto produzidos com resíduos de construção civil e demolição, resolvendo assim um problema ambiental grave da cidade, que equivale a 60% do chega ao aterro sanitário e muitas vezes até descartados em locais impróprios da cidade.

Haverá novo encontro de Gilberto Neto com o promotor Marcelo Celestino daqui alguns dias. Algumas ações serão realizadas como a apresentação do projeto ao prefeito de Goiânia, Iris Rezende. Posteriormente será encaminhará um ofício à Superintendência de Reintegração Social e Cidadania e ao Ministério Público, detalhando o que o órgão municipal necessita e pode oferecer para viabilização da parceria.

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