Prefeito de Goiânia presta contas na Câmara Municipal

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Foto: Divulgação

Iris Rezende mostrou os resultados da gestão nos últimos quatro meses de 2017

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, apresentou nesta segunda-feira, 19, a prestação de contas do terceiro quadrimestre de 2017 na Câmara Municipal. A evolução positiva nas contas públicas tem na economia um dos alicerces na redução dos gastos com a máquina pública.

O controle das despesas para funcionamento operacional da prefeitura, a exemplo de energia, telefone, papel e internet, fez a gestão deixar de gastar R$ 143,3 milhões, queda de 8,3% no comparativo do custo operacional de 2016.

Considerando todas as despesas da prefeitura, houve queda real de 0,36% – quando se desconta a inflação do período, medida oficialmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – na comparação entre os anos de 2016 e 2017.

A redução dos gastos foi uma das variáveis que permitiu à Prefeitura de Goiânia, chegar a dezembro de 2017 com recuo de 26% no déficit registrado em janeiro do mesmo ano. Hoje, na comparação entre despesa e receita, o descompasso contábil caiu R$ 8,1 milhões.

Dentre os avanços na saúde, o chefe do Executivo destacou a entrega dos Centros de Saúde da Vila Redenção e do Recanto das Minas Gerais e a reabertura, no último sábado, 17, do Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) Urias Magalhães.

Na área da previdência social, as medidas de contenção de gastos, verificação de conformidade dos processos e serviços, bem como de atualização das tecnologias empregadas estão sendo implantadas em todas as áreas da gestão municipal.

“Conseguimos pagar R$ 380 milhões da dívida deixada e reduzimos o déficit mensal de R$ 30 milhões para R$ 22 milhões. Os dias de trabalho árduo e de superação são o prenúncio do que queremos conquistar. Toda nossa equipe estava e continua absolutamente envolvida em um projeto de economia e potencialização dos serviços prestados”, afirmou Iris Rezende.

Para a educação, de acordo com os dados apresentados, referentes aos últimos quatro meses de 2017, a rede municipal de ensino demandou R$ 914,8 milhões dos recursos públicos. Para fins de limite constitucional, que é de 25%, a taxa aplicada em ações e serviços públicos de educação chega a 29,87% da receita de impostos e também de transferências constitucionais e legais.

O prefeito destacou ainda os avanços em obras, ampliação de vagas e quadro de servidores, por meio da convocação de concursados e aprovados em processos seletivos. “Nomeamos mais de dois mil professores e servidores aprovados em concurso. Inauguramos dois Cmeis e reformamos 183 escolas. Criamos mil novas vagas no Ensino Fundamental’, afirmou Iris Rezende.

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Orçamento

Segundo o resultado orçamentário exposto aos vereadores, no ano passado a Prefeitura de Goiânia investiu R$ 1,176 bilhão na área. Para efeito de cômputo foram aplicados R$ 515,1 milhões, o que representa 20,73% da receita municipal, 5,73% a mais do valor estabelecido constitucionalmente.

“Retomamos obras importantes a partir da destinação desses recursos, como a Maternidade Oeste, e iniciamos a construção da UPA do Jardim América. Também reformamos mais de 60 unidades do Programa Saúde da família e contratamos mais de 500 médicos”, pontuou Iris Rezende.

Na ocasião, o prefeito lembrou ainda da modernização do sistema de gestão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que começou a funcionar no final de novembro do ano passado. ‘Extinguimos o modelo antigo de marcação de exames, conhecido como chequinho, e implantamos medidas para garantir conforto aos pacientes’, salientou.

Antes da mudança no sistema tecnológico, os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) tinham que se dirigir à sede da Central de Regulação de Vagas, localizada no Jardim Goiás, para marcar os procedimentos. Atualmente, os pacientes podem agendar os exames nas unidades de saúde onde foram atendidos.

“Em um ano, reduzimos mais de R$ 60 milhões a folha de pagamento da Comurg. Para chegar a este resultado, chegamos a cortar cerca de 80% dos cargos de chefia na Companhia”, ilustra o prefeito. A Companhia de Urbanização de Goiânia tem o maior custo per capita do país. A operação da Comurg custa mais de R$ 47 milhões por mês aos cofres da prefeitura. “Estamos cortando custos todos os dias”, conta Iris Rezende.

Investimentos 

Como efeito do aumento da arrecadação, do controle de gastos e da redução de despesas, a prefeitura conseguiu ampliar investimentos em áreas essenciais como Saúde e Educação. Em 2017, os recursos destinados a essas áreas foram acima do limite constitucional. Apenas a Saúde consumiu mais de R$ 1,1 bilhão. O volume aplicado alcança 20,73%, enquanto o percentual determinado por lei é de 15%.

“Dentre tantas vitória, na Saúde entregamos aos moradores o Centro de Saúde da Vila Redenção, o serviço de urgência do Ciams do Novo Horizonte, o Centro de Saúde da Família do Recanto das Minas Gerais e o Ciams do setor Urias Magalhães”, lembrou Iris Rezende aos vereadores.

Já a rede municipal de Educação demandou outros R$ 914,8 milhões dos recursos públicos. Para fins de limite constitucional, que é de 25%, a taxa aplicada em ações e serviços públciso de educação chega a 29,87% da receita de impostos e também de transferências constitucionais e legais.

“Na Educação, nomeamos mais de dois mil professores e servidores aprovados em concurso. Inauguramos dois Cmeis e reformamos 183 escolas. Criamos mil novas vagas no Ensino Fundamental”, lista.

Reconhecimento dos vereadores

Durante a sessão, os parlamentares também comentaram sobre os trabalhos promovidos na SMS. O vereador Cabo Sena disse que a reabertura do Ciams Urias Magalhães representa um avanço para os moradores da região Norte da capital, uma vez que tem capacidade para atender mais de 8 mil por mês.

Já o presidente da Câmara Municipal, Andrey Azeredo, retomou a discussão a respeito da pactuação entre os municípios e argumentou que as prefeituras do interior precisam assumir o compromisso de custear a assistência oferecida por Goiânia a pacientes de outras regiões.

Por sua vez, Romário Policarpo frisou que as medidas tomadas pela atual gestão são necessárias e imprescindíveis para melhorar o atendimento e garantir qualidade na rede municipal de saúde. ‘Estou convicto e seguro das mudanças implantadas pela secretária Fátima Mrué. A gestão está mudando paradigmas e as filas estão acabando’, concluiu.

 

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