Para Daniel Vilela, rejeição ao governo estadual é reflexo da falta de resultados

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Foto: Divulgação

Em entrevista à Rádio Sagres 730 nesta segunda-feira (12), o deputado federal Daniel Vilela disse que o maior sintoma deste desgaste é que quanto mais o Palácio das Esmeraldas tenta se promover com eventos e lançamentos de programas, mais cresce sua rejeição junto ao eleitorado.

“As pesquisas que temos visto e o diálogo que mantemos com a população nos municípios demonstram o alto grau de rejeição do governo. Esses programas lançados são nada mais que novas embalagens para velhas promessas feitas há anos. Portanto, quanto mais eles se expõem e menos resultados apresentam para a população, maior é a rejeição”, afirmou Daniel Vilela, que é pré-candidato a governador pelo MDB.

O deputado federal diz que o maior exemplo desta situação é o Goiás na Frente, que foi lançado com estardalhaço e utilizado como ferramenta de cooptação de prefeitos da oposição para a base aliada, com previsão de centenas de obras nos municípios. O quadro geral, contudo, é de frustração dos gestores municipais quanto às promessas que foram feitas. “Após um ano de toda essa movimentação do governo pelo Estado, de toda a propaganda, percebemos um crescimento dessa rejeição. Isso, para nós, é uma clara demonstração do esgotamento deste grupo político”.

Para o emedebista, o desgaste acontece a partir do momento que as pessoas percebem que os investimentos anunciados não são efetivamente entregues. “Você não encontra nenhum município hoje em Goiás que recebeu todos esses recursos prometidos no Goiás na Frente. A grande maioria dos prefeitos ainda não assinou nem o contrato com o governo. Dentre aqueles que assinaram, a maior parte recebeu apenas uma parcela das várias prometidas. Então até a classe política – os prefeitos da oposição, que foram muito assediados, e os da própria base – hoje estão aí reclamando que o governo faz compromissos e não honra”, afirmou Daniel.

O deputado destacou também que a situação fiscal do Estado é frágil e a proximidade com o período eleitoral preocupa, uma vez que o Executivo tende a gastar mais para tentar viabilizar seu candidato. “A situação fiscal de Goiás hoje é de terra arrasada. Mas como estamos na iminência de uma eleição e o governo está tentando fazer o possível e o impossível para buscar uma vitória, adota esse tipo de comportamento. Mas isto tem tido, na verdade, um efeito de aumentar a rejeição ao governo”.

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