Caiado: Recibo impresso é crucial para credibilidade da democracia brasileira

0
2488
Foto: Divulgação

Em audiência sobre o tema na Comissão de Constituição e Justiça da Casa com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, nesta terça-feira, 13, Caiado ressaltou que a aplicação da medida em meio à grave crise de credibilidade política é uma satisfação urgente ao eleitor de que o processo democrático está sendo respeitado.

“No momento em que vivemos uma crise política delicada, com a credibilidade de nossas instituições colocadas à prova, é preciso dar uma satisfação ao povo de que o seu voto está sendo respeitado. Não existe um município no Brasil que não tenha um cidadão questionando a eficácia da urna eletrônica. Estamos chegando a 35% dos eleitores não indo votar. Rejeitar que o processo eleitoral se torne mais confiável só agrava isso. Estamos tratando de algo maior do que uma questão técnica. É o sentimento de confiança da população que está em jogo. Temos que ter transparência total”, defendeu o senador.

Caiado foi o relator no Senado do projeto de lei de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS) aprovado e sancionado pelo presidente em 2017. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) argumenta que a implantação do método custaria cerca de R$ 2 bilhões, o que impede sua aplicação imediata.

“O TSE argumenta que aplicar a lei imediatamente custaria algo em torno de R$ 2 bilhões, o equivalente à reforma do estádio Mané Garrincha para a Copa. O que está em jogo agora é a credibilidade do processo democrático brasileiro. A garantia ao eleitor de que o processo eleitoral é confiável tem um valor muito maior do que uma reforma de um estádio e a população anseia por isso”, afirmou.

Segurança

Janino defendeu a segurança do software da urna eletrônica e alertou para o alto custo da implantação do recibo impresso. Caiado questionou a justificativa, lembrando que o assunto é crucial para a credibilidade da democracia brasileira.

“O que causa estranheza para toda a população brasileira é o porquê dessa resistência. Dizem que nunca foi detectada uma fraude, mas como detectar se não tem como conferir? Engenheiros especializados e professores são claros ao dizer que não existe nenhum software que não seja potencialmente vulnerável. Assistimos a casos em que hackers invadem o sistema do Pentágono, da Sony, por que não invadiriam o sistema do TSE?”, comparou.

Credibilidade

Para Caiado, o argumento maior supera a questão técnica. É preciso dar um retorno ao cidadão que contesta a eficácia da urna eletrônica e anseia por métodos que ampliem a segurança do processo.

“Posso dizer que, como médico cirurgião que sou, tenho que ter a humildade de poder explicar para um cidadão que a cirurgia que eu vou fazer tem tudo para dar o melhor resultado. O mesmo vale para o nosso processo eleitoral. Não basta ter segurança, precisa passar a mensagem de que é seguro o bastante para não ser questionado. ‘À mulher de César não basta ser honesta, tem também que parecer honesta'”, comparou.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here