Artigo | Da ponta do lápis ao inexplorado

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Marconi Perillo é governador de Goiás

Marconi Perillo

Motivação é força propulsora que leva aos objetivos traçados a resultados quase sempre surpreendentes. Entre crianças e jovens, atraídos por desafios, a vontade de obter e aprimorar conhecimentos se torna ação determinada quando propostas interessantes conquistam sincero envolvimento.  Prova disso é uma iniciativa bem-sucedida nas escolas da rede estadual de ensino, que já chegou à 13ª edição: o concurso Goiás na Ponta do Lápis, que acaba de premiar os 21 finalistas vencedores, na sequência das etapas regionais.

Na ponta do lápis refere-se ao instrumento simbólico de aprendizagem, de escrita, porque inicialmente a seleção era só de redações. Isso mudou. O concurso promovido pelo jornal Tribuna do Planalto em parceria com o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), agora inclui também desenho, fotografia e vídeo, em sintonia com as possibilidades oferecidas pela tecnologia.

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Também o alcance se ampliou. Nesta 13ª edição, foram inscritos 330 mil alunos dos Ensinos Fundamental e Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), mais de 2 mil deles premiados na fase regional que abrangeu escolas de todo o Estado, nas 40 Coordenações Regionais. A cada ano, um tema atual e relevante desencadeia o debate não só entre os participantes, professores, diretores, mas estendendo a reflexão aos pais e demais membros da comunidade escolar. Essa rede de colaboração explica grande parte do sucesso do concurso.

Concurso, sim, com prêmios cobiçados (notebooks, tablets, smartphones e viagem de final de semana com acompanhante e todas as despesas pagas em Caldas Novas, além de bolsas de estudos em faculdade para os selecionados do Ensino Médio), justo reconhecimento do talento e empenho dos vitoriosos. Porém, o entusiasmo ao longo de todas as etapas extrapola a competição para criar ambientes de troca  de experiências, cooperação.

Temos assim, neste concurso, uma síntese de alguns fatores determinantes da qualidade do ensino: equanimidade; conexão com a realidade (desta vez o tema foi “Educação Alimentar – Em Busca de uma Vida Saudável”); incentivo à leitura, escrita, percepção e raciocínio críticos, criatividade, expressão e diálogo; domínio da tecnologia que tem mudado paradigmas e aberto novas perspectivas, no mundo globalizado; valorização do mérito.

Essas são também diretrizes da política educacional do Estado, que prioriza a Educação com investimentos e a implementação de programas inovadores e parcerias, favorecendo a formação integral dos estudantes. Os resultados são visíveis nas novas Escolas Padrão Século 21, nas unidades reformadas e com novos equipamentos, na valorização de professores e demais servidores da área, aos quais tem sido dada a chance de continuar também estudando desde a criação da Universidade Estadual de Goiás (em 1999, só 27% dos professores tinham curso superior; hoje são praticamente 100%).

Goiás deu um salto no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), passando a ocupar os primeiros lugares no ranking. A expectativa é de que, no Ideb de 2017, a ser divulgado este ano, o Estado permaneça no topo, devido ao desempenho positivo em outros sistemas de avaliação.

Já somos modelo para o Brasil pela ousadia de transformar, avançar. Para levar adiante o desenvolvimento e a prosperidade, contamos com as ideias, o brilhantismo e o espírito de liderança das novas gerações, da ponta do lápis ao inexplorado.

Desafios servem de fato como motivação. Foi o que ensinou o genial astrofísico britânico Stephen Hawking, que morreu na quarta-feira, 14, aos 76 anos de uma vida de realizações e bom humor mesmo na adversidade, deixando legado científico admirável porque não se rendeu aos prognósticos terríveis de uma síndrome que nele se manifestou ainda na juventude. Uma de suas frases memoráveis é: “Olhe para as estrelas, não para os seus pés”.

 

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