Rússia 2018 | Donos da Copa

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Fagner Pinho

Início da série de matérias da Tribuna do Planalto sobre a Copa do Mundo deste ano destaca Grupo A, da anfitriã Rússia

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A exatos dois meses do início da Copa do Mundo de Futebol da Fifa, maior evento esportivo do planeta, a Tribuna do Planalto inicia nesta edição uma série de matérias especiais sobre todos os grupos e seleções da edição deste ano, que irá ser disputada na Rússia, pela primeira vez na história.

A cada semana você, leitor, saberá mais sobre a Copa 2018, como prováveis escalações, melhores jogadores, como chegou até a Rússia, histórico de classificações em mundiais anteriores, dentre outras informações. O grupo a ser analisado nesta edição é justamente o Grupo A, que conta com o bicampeão mundial Uruguai, Egito, Arábia Saudita e a seleção anfitriã do torneio, a Rússia.

Antes União Soviética, a Rússia tem pouco “tempo” de vida no cenário esportivo mundial. Assim como várias seleções do Leste Europeu, a Rússia surgiu no colapso da Cortina de Ferro no final da década de 1980 e início da década de 1990.

Desde então, a seleção russa seguiu o momento de sua antecessora, que vinha mal em mundiais. Anfitriã desta edição da Copa do Mundo, ela, no entanto, não deve ser obstáculo às demais seleções.

No final da década de 1980, a União Soviética chegou a criar uma grande equipe que chegou até a final da Eurocopa de 1988, ocorrida na Alemanha Ocidental. Com um time forte, os soviéticos passaram por Holanda, Inglaterra e Irlanda na primeira fase. Nas semifinais venceram a forte Itália por 2 a 0, mas na final, caíram para a Holanda, de Gullit, Van Basten, Rijkaard e Koeman.

Na Copa de 1990 teve início a queda. Com uma seleção envelhecida e abatida com o momento político e econômico atravessado pelo país, os soviéticos não passaram sequer da primeira fase. Em 1994, a repetição do feito. As derrotas para Brasil e Suécia eliminaram a equipe, que teve um bom momento na vitória por 6 a 1 diante de uma envelhecida seleção de Camarões.

Desde então o futebol russo passou por maus bocados. Sem força na formação de jogadores, os russos não se destacaram em nenhuma competição por mais de quinze anos, quando a geração liderada por Andrei Arshavin e que contava com os ainda hoje ídolos Yuri Zhirkov e Akinfeev, chegou até as semifinais da Eurocopa de 2008, sendo eliminada pela futura campeã Espanha.

Hoje o time comandado por Stanislav Tchertchesov busca apagar a má impressão da última Copa do Mundo, da última Eurocopa e da última Copa das Confederações, quando foi eliminado ainda na primeira fase de cada competição, decepcionando a fanática torcida russa.

Seleções do Grupo A

Rússia

Antes União Soviética, a Rússia tem pouco “tempo” de vida no cenário esportivo mundial. Assim como várias seleções do Leste Europeu, a Rússia surgiu no colapso da Cortina de Ferro no final da década de 1980 e início da década de 1990.

Desde então, a seleção russa seguiu o momento de sua antecessora, que vinha mal em mundiais. Anfitriã desta edição da Copa do Mundo, ela, no entanto não deve ser obstáculo às demais seleções.

No final da década de 1980, a União Soviética chegou a criar uma grande equipe que chegou até a final da Eurocopa de 1988, ocorrida na Alemanha Ocidental. Com um time forte, os soviéticos passaram por Holanda, Inglaterra e Irlanda na primeira fase. Nas semifinais venceram a forte Itália por 2 a 0, mas na final, caíram para a Holanda, de Gullit, Van Basten, Rijkaard e Koeman.

Na Copa de 1990 teve início a queda. Com uma seleção envelhecida e abatida com o momento político e econômico atravessado pelo país, os soviéticos não passaram sequer da primeira fase. Em 1994, a repetição do feito. As derrotas para Brasil e Suécia eliminaram a equipe, que teve um bom momento na vitória por 6 a 1 diante de uma envelhecida seleção de Camarões.

Stanislav Tchertchesov, técnico da Rússia

Desde então o futebol russo passou por maus bocados. Sem força na formação de jogadores, os russos não se destacaram em nenhuma competição por mais de quinze anos, quando a geração liderada por Andrei Arshavin e que contava com os ainda hoje ídolos Yuri Zhirkov e Akinfeev, chegou até as semifinais da Eurocopa de 2008, sendo eliminada pela futura campeã Espanha.

Hoje o time comandado por Stanislav Tchertchesov busca apagar a má impressão da última Copa do Mundo, da última Eurocopa e da última Copa das Confederações, quando foi eliminado ainda na primeira fase de cada competição, decepcionando a fanática torcida russa.

 

Arábia Saudita

Com uma boa campanha nas eliminatórias da Ásia, na qual se classificou com doze vitórias, três empate e apenas três derrotas, os Filhos do Deserto chegam à Rússia tentando repetir o feito conquistado há 24 anos, quando chegou às oitavas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos.

Naquela oportunidade, os sauditas caíram no Grupo F, com Holanda, Bélgica e Marrocos. Na primeira partida, já mostraram a que vieram, segurando empate em 1 a 1 com a Holanda até os 43 minutos do segundo tempo, quando os batavos acabaram marcando o segundo gol.

Mas foi na segunda partida que os sauditas espantaram o mundo. Jogando contra a forte seleção da Bélgica, do volante Franky Van der Elst, do meia Enzo Scifo, do atacante Marc Wilmots, e do lendário goleiro Michel Preud’Homme, quem brilhou foi o rápido e habilidoso meia Saeed Al Owairan, que driblou oito jogadores belgas antes de bater na saída do goleiro.

Com a vitória – somada a outra diante de Marrocos por 2 a 1 – os árabes se classificaram para as oitavas onde enfrentaram a forte Suécia (que viria a ficar na quarta colocação daquela Copa do Mundo) e perderam por 3 a 1. Esta geração tentará voltar a surpreender.

Egito

Primeira seleção africana a marcar gol em uma Copa do Mundo em 1934, o Egito volta a disputar um mundial de futebol depois de exatos 27 anos. A sua última participação havia sido em 1990, quando enfrentaram Holanda, Inglaterra e Irlanda. Apesar de não jogarem mal (empataram com Holanda e Irlanda), os egípcios foram desclassificados ainda na fase inicial, após derrota para os ingleses.

Agora, 28 anos depois, eles estão de volta. E a classificação não poderia ter sido mais dramática. Na última partida das eliminatórias, diante do Congo, os egípcios precisavam da vitória. Astro do time, o atacante Salah, que atua pelo Liverpool da Inglaterra, marcou aos 18 minutos da segunda etapa.

A vitória seguiu até os 43 minutos, quando o Congo empatou com gol de Moutou, para desespero da torcida egípcia. Mas a predestinação estaca com os árabes, que permaneceram no ataque até que, aos 50 minutos do segundo tempo Salah marcou mais uma vez, para um estouro nas ruas de Cairo e de todo o Egito.

É e em Salah a maior esperança dos torcedores. Ao lado do atacante Elneny, que joga pelo rival Arsenal, na Liga Inglesa, ele tem a missão de levar o time às oitavas de final pela primeira vez.

Uruguai

O peso da camisa, da defesa e do ataque. Este é o Uruguai, o principal time do Grupo A da Copa do Mundo, que volta a disputar uma Copa do Mundo querendo aquilo que não conquista há muitos anos: um título mundial, como os que orgulharam os uruguaios em 1930 e em 1950, no famoso Maracanazzo.

Desde então a Celeste tem buscado reencontrar o bom futebol do passado. Após décadas de tentativas frustradas, embora tivesse equipes recheadas de craques como Enzo Francescoli, Ruben Paz, Ruben Sosa, Gustavo Poyet, Daniel Fonseca, Paolo Montero e Álvaro Recoba, os uruguaios somente voltaram a ser grandes em 2010, pelos pés de Diego Forlán.

Foi com o atacante que a camisa azul voltou a ser respeitada. Com chutes cheios de efeito e golaços, Forlán conduziu sua seleção até as semifinais da Copa da África do Sul, quando foram eliminados pela Holanda com derrota de 3 a 2. Forlán foi eleito o melhor jogador da Copa e se sagrou artilheiro com 5 gols.

Agora o trabalho de reerguer o Uruguai está nos pés dos atacantes Luis Suarez e Edinson Cavani, apontada como uma das melhores duplas de ataque do mundo. Além deles, os uruguaios também contam com uma excelente dupla de zaga, com Godín e Gimenez, ambos do Atlético de Madri.

 

 

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