Esfera Pública | Militância é resistência

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Foto: Internet
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Estamos vivendo no Brasil um Estado de Exceção, iniciado com o impeachment da presidenta legítima Dilma Rousseff e a ascensão de Michel Temer e seus asseclas. Isso representou a mais grave ameaça à ordem constitucional democrática desde a ditadura militar.

Necessários em qualquer momento histórico, em períodos sombrios como este a militância e o ativismo assumem importância capital. Essas pessoas colocam sua energia a serviço das causas que acreditam e defendem, buscando a transformação da sociedade através da ação.

Neste momento temos o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na condição de preso político, encarcerado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR). A arrogância da justiça – assim, com j minúsculo mesmo – chegou ao ponto de lhe negar a visita do Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel e do teólogo Leonardo Boff, este último, amigo e conselheiro espiritual de Lula.

Mas Lula, mesmo sendo colocado na condição de isolamento por seus algozes, tem ao seu lado a militância incansável. Todos os dias ele ouve da sua cela o “Bom Dia” e o “Boa Noite” que essas pessoas, saídas de todos os cantos do Brasil, lhe dão, para mostrar que a luta aqui fora continua. Que ele, que fez tanto pelo País e seu povo, não está sozinho.

Se o fascismo está colocando sua horrenda cabeça para fora do buraco onde se escondia, temos milhões que se levantam contra a sua sanha sanguinária e preconceituosa. Sim, é verdade que as pessoas continuam sendo perseguidas por sua orientação sexual, por racismo, por misoginia, mas a militância desses grupos representam a resistência.

Com a classe trabalhadora, não é diferente. Hoje estamos sofrendo um ataque cerrado aos nossos direitos, conquistados ao longo da história com muito esforço. Se por um lado Temer e seus aliados rasgaram a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), só a luta organizada, consciente e persistente será capaz de assegurar o resgate desses direitos.

Por isso, vamos todos e todas à Praça Universitária neste 1º de Maio, dia da Classe Trabalhadora, mostrar que somos maiores que o golpe. A partir das 14 horas, as entidades que compõem o Fórum Goiano Contra as Reformas Trabalhista e da Previdência vão realizar oficina, rodas de conversa e shows.

Afinal, o trabalhador tem motivos para comemorar ou para LUTAR? Vamos somar ao lado de todos trabalhadores que não querem NENHUM DIREITO A MENOS!

Mauro Rubem, presidente da Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT-GO)

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