Rússia 2018 | Franca favorita

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Fagner Pinho

Diante de Dinamarca, Peru e Austrália, a França desponta como franca favorita para ser a líder do Grupo C

Campeã Mundial em 1998 quando foi a anfitriã da Copa do Mundo, a França volta a disputar um mundial da Fifa com a ideia obsessiva de mostrar que não é uma seleção caseira, e pode vencer mais uma vez jogando em outros países. E para começar com o pé direito nada melhor do que enfrentar três seleções de poderio médio para fraco em seu grupo.

Além dos franceses jogarão ainda pela chave os nossos vizinhos do Peru, a longínqua Austrália, e a Dinamarca, uma vez já chamada Dinamáquina, mas que há anos não assusta mais ninguém.

Prato fácil para a França? Tudo indica que sim, porém, em 2002, quando chegou como campeã, caiu na primeira fase em um grupo no qual se classificaram Senegal e, justo quem? Sim, a Dinamarca.

Peru e Austrália aparecem como azarões nesta Copa. De volta a uma Copa do Mundo de futebol após 36 anos de hiato – fato este que gerou uma celebração histórica dentre os trocedores do país – os peruanos acreditam muito nesta geração e contam com bons resultados dos últimos amistosos para chegar impondo respeito. Talvez possa se classificar, caso jogue bem. Quanto à Austrália?  Esta apenas cumprirá tabela.

Seleções do Grupo C

França

Campeã em 1998 a França tenta recomeçar depois da aposentadoria da geração comandada pelo craque Zinedine Zidane. No comando dos franceses, o genial meia, reconhecidamente um dos melhores jogadores da história do futebol, levou a França a duas finais de Copa: em 1998, quando foram campeões e em 2006, quando perderam a decisão para a Itália.

Mbappé: jovem atacante quer surpreender

Hoje a França conta com uma das mais fortes seleções do mundo, mas que costuma tropeçar de vez em quando. No penúltimo amistoso dentro das datas Fifa, os franceses, apoiados por sua torcida e jogando no Stade de France, foram surpreendidos pela Colômbia, que virou para 3 a 2, depois de estar perdendo por 2 a 0.

Por isso, todo cuidado é pouco para a seleção comandada por Matuidi e que conta com a habilidade do jovem atacante Mbappé, companheiro de ataque do brasileiro Neymar e do uruguaio Edinson Cavani no Paris Saint Germain. Os franceses confiam, ainda, na volta ao bom futebol do meia Pogba, destaque em 2014 e que está na reserva no time atual.

Austrália

Com quatro Copas do Mundo na bagagem, a seleção australiana chega a este mundial buscando mais do que a figuração. Com uma geração nova não tão brilhante como a de meados da década passada, os australianos ainda dependem do veterano meia Cahill para conseguirem algo em campo.

Este time em nada lembra a excelente geração da década passada, que conseguiu a primeira vitória em Copas para o País em 2006, na Alemanha, diante do Japão, por 3 a 1. O time tinha astros mundiais como o meia atacante Harry Kewell, que brilhou no futebol inglês, o meia John Aloisi, que jogou no futebol italiano, inglês e espanhol, além do forte atacante Mark Viduca, um dos melhores atacantes do mundo nas décadas de 1990 e 2000.

Hoje a seleção confia nos jovens Leckie, atacante que atua no Hertha Berlim; Rogic, também atacante que joga no Celtic Rangers, da Escócia; e no veterano volante Jedinak, que defende as cores do Aston Villa.

Peru

De volta a Copa do Mundo depois de 36 anos, esta talvez seja a melhor geração do futebol peruano depois daquela comandada pelo mítico atacante Teófillo Cubillas, considerado até por ninguém menos que Pelé como um dos melhores jogadores que ele viu jogar.

Aquele time brilhou na década de 1970, com atuações memoráveis em Copas do Mundo da Fifa, como a goleada contra Marrocos por 3 a 0, na Copa de 70, ou a vitória por 3 a 1 diante da Escócia em 1978. Após o fim daquela geração, bons jogadores passaram pelo Perú, mas sem formar realmente um time.

Hoje comandados por Farfán e Guerreiro, os peruanos ainda contam com jogadores de talento que atuam no futebol brasileiro, como meio-campista Cueva, que joga pelo São Paulo, e o lateral Trauco, que defende o Flamengo. São com esses jogadores que o Peru disputará palmo a palmo a classificação com a Dinamarca.

Dinamarca

A antiga Dinamáquina assombrou o mundo na Copa de 1986. Ela surgiu por uma razão: foi comandada pelo excelente meia Michael Laudrup, que apareceu naquele mundial e que viria ser o melhor jogador da história da Dinamarca.

O Uruguai que o diga. Mesmo com jogadores do quilate de Enzo Francescoli e Rubem Paz em seu elenco, os uruguaios não foram páreos para os dinamarqueses, que aplicaram uma das maiores goleadas da Copa do Mundo, por 6 a 1. O time viria a fazer bonito em 1998, quando Michael ganhou o apoio de seu irmão, o atacante Brian Laudrup, e levou a Dinamarca até as quartas de final daquele mundial.

Hoje com uma seleção que mescla jogadores jovens e atletas experientes, os dinamarqueses disputarão uma vaga para as oitavas de final contra o Peru, embora surpreender a França também esteja nos planos dos descendentes dos vikings.

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